sábado, 23 de julho de 2016

Dia do Postal Ilustrado (13)

Este postal foge um bocado às regras mas, depois de ponderada avaliação, o júri ( moi même) decidiu aceitá-lo sem que para tal se sinta obrigado a dar explicações.
O postal foi enviado pela leitora Benedita que não tem blog, mas enviou  o historial deste belíssimo exemplar.
Trata-se da reprodução de uma pintura do artista brasileiro Zavala Rodrigues e tem a particularidade de ter sido pintado com a boca.  Zavala Rodrigues integra o grupo  paulista "Artistas Pintores Sem Mãos" e o postal, que reproduz uma inundação na localidade de Vilarejo, foi enviado à Benedita em 1991 por uma amiga.
Nessa época ainda não existia em Portugal a Sociedade de Artistas Deficientes Manuais (SADM). Fundada em 1997 e com sede nas Caldas da Rainha, a SADM é, desde há muitos anos, a minha fornecedora de postais de Natal e era já minha intenção publicar um ou dois trabalhos destes artistas. Irei fazê-lo mais tarde, mas não podia deixar de dar prioridade a este postal enviado por mais uma leitora brasileira do CR, a quem muito agradeço a participação.
Entretanto, quem quiser participar já sabe o que deve fazer, mas fica aqui de novo o endereço do mail para onde podem enviar os vossos postais ( num máximo de 3):
diabilhetepostal@yahoo.com

Estou muito mais descansado ( ou talvez não...)

O post anterior, em que levantava a hipótese de o ataque ao centro comercial em Munique ter sido uma encomenda de Erdogan,  continha uma boa dose de ironia.
É que depois de  Merkel ter dito que o que se passou em  Munique não  foi um ataque terrorista fiquei  mais descansado, mas  um bocadinho confuso.
Felizmente, umas horas depois, veio um senhor qualquer à RTP3 explicar que a senhora Merkel tinha razão. O que se passou em Munique não foi terrorismo, porque não foi um ataque jihadista.  Segundo o especialista em causa, terá sido "um acto ameaçador motivado por questões ideológicas que tinha por objectivo contestar a política europeia em relação aos imigrantes". E até comparou com o que se passou há cinco anos em Oslo, que para o dito especialista também não foi terrorismo.
Fica assim confirmado o que eu escrevera ontem. Quando a extrema direita mata não há terrorismo, mas sim divergência ideológica.
Graças à senhora Merkel  fiquei a perceber ainda melhor  as causas do estado a que a Europa chegou. Tornou-se absolutamente clara a razão de a UE não decidir nada e, melhor ainda, o silêncio sobre o golpe na Turquia.
Fiquei muito preocupado mas, felizmente, as  informações contraditórias da polícia alemã , a esclarecedora conferência de imprensa  e os  especialistas que vão às televisões descansar as pessoas explicando o que distingue um ataque terrorista de  "um acto ameaçador motivado por questões ideológicas que tenha por objectivo contestar a política europeia em relação aos imigrantes".
Não sei como isso encaixa com o facto de o atacante ser germano-iraniano, mas isso também não deve ter qualquer importância.
Fiquei com a sensação- mas isso o especialista não disse- que a Alemanha está livre de actos terroristas. E isso deixou-me muito mais descansado. Ou talvez não...