quarta-feira, 13 de julho de 2016

Esclarecimento aos leitores



Depois dos atentados ao Charlie Hebdo  não fui " Je suis Charlie";
Nunca fui Bataclan;
Nunca usei a bandeira francesa no meu perfil do FB;
Nunca deixei de criticar a xenofobia e o chauvinismo dos franceses mas...
não é pelo facto de uns idiotas terem escrito coisas desagradáveis e insultuosas sobre a nossa selecção que deixarei de ser francófono.
AVISO: Não venham para aqui comparar o mau perder dos franceses com os ataques políticos que os alemães têm feito a Portugal.
Se algum dia um político francês fizer afirmações idênticas às deste estupor aqui estarei para o criticar.
Como fiz há tempos com Moscovici.

Curriculum de um biltre à procura da Europa


O homem que tem, entre os seus amigos, alguns dos mais destacados criminosos e corruptos portugueses;
O homem que enriqueceu graças à influência dos seus amigos criminosos e ladrões;
O homem que recebia donativos da  família Espírito Santo;
O homem que "comprou" o director de um jornal  para vender uma história falsa sobre  escutas, com o intuito de fazer chegar ao poder a sua dilecta amiga, então presidente do PSD;
O homem que nunca tem dúvidas e raramente se engana ( o que prova que as escolhas que fez nas três alíneas anteriores foram deliberadas e não acidentais);
O homem que assistiu impávido aos insultos dirigidos a Portugal pelo PR da República checa;
O homem que derrubou um governo com incentivos à revolta do povo nas ruas contra a  austeridade;
O homem que, depois de ver o seu partido vencer as eleições, criticou esse mesmo povo por protestar contra a austeridade; 
O homem que declarou sentir-se confortável a viver  em ditadura;
O homem que recusou uma pensão a Salgueiro Maia, mas a atribuiu a dois ex agentes da PIDE;
O homem que recusou estar presente no funeral do nosso único prémio Nobel da Literatura e proibiu que um livro de Saramago concorresse a um prémio europeu;
O homem que recusou felicitar Carlos do Carmo quando recebeu o Grammy;
O homem que ordenou a um dos seus governos que votasse a favor do apartheid na África do Sul;
O homem que apadrinhou a entrada de um ditador para a CPLP;
O homem que, em plena crise, viajava acompanhado de séquitos ao estilo da corte de D. João V; 
O homem que  fomentou a divisão entre os portugueses e viveu uma década num palácio, à custa dos contribuintes e os insultou ao faltar às comemorações da implantação da República, no último ano do seu mandato...
Tem a falta de vergonha, de pudor e de honestidade suficientes para ir a um Conselho de Estado apoiar as sanções contra Portugal.
Pena que a comunicação social não esclareça se Passos Coelho apoiou Cavaco mas, embora a comunicação social não o diga, ficamos hoje a perceber que, dentro em breve, Cavaco será convidado para um lugar de destaque numa qualquer instituição europeia de mafiosos.