sexta-feira, 1 de julho de 2016

Estrelinha que os guie...

Helmut Kohl avisa os lideres europeus  para não  tomarem decisões precipitadas e serem cautelosos em relação ao Brexit.
Hoje em dia o velho chanceler alemão deve ser considerado caduco e idiota pelos seus compatriotas e confrades. Pelo menos é o que se depreende das afirmações de Schaueble e, mais recentemente, de Klaus Regling. Este idiota (in)útil, presidente do Mecanismo de Estabilidade, disse esta manhã que não está preocupado com o Brexit e a única coisa que lhe tira o sono é a situação em Portugal. Apetecia-me mandar este alemão de merda ir chatear o ca€§£&o  mas sou bem educado e, devo reconhecer,  esta preocupação dos alemães com Portugal desvanece-me.
Há apenas um senão.
Como todos sabemos, os alemães  não enriqueceram a trabalhar no duro, como reclamam que os portugueses façam, mas sim à custa do perdão de 62% de uma  dívida astronómica e da exploração dos trabalhadores de outros países.
Em Portugal, como em qualquer outro país civilizado, chama-se chulo a quem vive à custa da exploração do trabalho de outras pessoas que dão o corpo ao manifesto enquanto o chulo se embebeda com os amigos em casas de putas.
Ora eu não quero ter amigos chulos, por isso, agradeço ao sr Reggling a prova de amizade que demonstrou ao manifestar-se preocupado com a situação portuguesa, mas sugiro-lhe que em vez de exigir que se baixem mais os salários e aumente o horário de trabalho,  ponha a render familiares e compatriotas, mas deixe os portugueses em paz.
Agradecido.

O homem que adivinhou o futuro





Talvez por ter desligado completamente das notícias e da Internet durante uma semana, só hoje soube da morte de Alvin Toffler. Provavelmente, já muitos lhe prestaram a devida homenagem. Eu limito-me a curvar-me perante a sua obra que conheci quando vivi nos Estados Unidos, na década de 70, e desde logo me prendeu a curiosidade.
O professor Lehman, que me recomendou a leitura de "O choque do Futuro" e "O Espasmo da Economia", alertou-me:
 Durante décadas muitos críticos e analistas vão chamar a isto ficção. Não lhes ligue. Toffler é o maior visionário do século XX e apenas nos está a mostrar o futuro. Se lhe dessem ouvidos, muitos problemas seriam evitados no futuro, mas preferem considera-lo meio louco. Daqui a umas décadas vão dizer que ele afinal era um génio.
O professor Lehman era aquilo a que à época se chamava um playboy. Acumulava essa faceta  com um comportamento um tanto ao quanto excêntrico, mas nenhum outro professor deixou marcas tão profundas na minha vida académica, como ele. Não tanto pelo que me ensinou em matéria de economia e gestão, mas pelos conselhos que me deu e me serviram para a vida. Ele também era  um visionário mas, provavelmente, não sabia.

Falemos então dos alemães...


Parece que está na moda bater nos alemães. Eu, porém, com a mania de ser do contra, estou aqui para os defender. Até porque estou de férias, período em que sou habitualmente benévolo com os tipos que me exploram e querem colonizar este país.
Não esperem, por isso,  que eu faça críticas ao paraplégico, por ter dito que Portugal iria precisar de um segundo resgate. Só por má fé se pode dizer que as suas palavras serviram às mil maravilhas para desviar as atenções sobre a crise do DeutscheBank. Schaueble disse isso porque é nosso amigo e gosta de ver o nome de Portugal na imprensa mundial. Claro que, ao perceber a indignação dos portugueses, apressou-se a dizer que tinha sido um lapso e foi mal interpretado pelos jornalistas.
Ontem também não precisávamos de ter sofrido tanto se o árbitro alemão tivesse marcado uma grande penalidade cometida sobre CR 7 do tamanho da Torre Eiffel, que só ele não viu. Mas que esse erro do árbitro não sirva para mais um ataque aos alemães.  Ele não marcou o penalty sobre o CR7 por uma questão de humanidade. Ele é admirador do nosso capitão e, depois de o ter visto falhar escandalosamente dois golos, não o quis sujeitar à humilhação de falhar mais um penalty.
Os alemães são uns gajos porreiros, são nossos amigos e, no fundo, nós adoramo-los. Se assim não fosse, não  se viam tantos Mercedes, BMW e Audi nas  estradas portuguesas. Isto para já não falar dos electrodomésticos que abundam nos lares portugueses e de muitos outros produtos que fazem as delícias consumistas de milhões de tugas que se queixam de ser explorados pelos alemães, mas ainda lhes pagam para continuarem a ser explorados.
Vá lá, façam um exame de consciência e admitam que adoram os alemães e a má vontade e insultos que por vezes lhes dirigem, são apenas fruto da inveja que têm deles.
Tenham um excelente fim de semana e habituem-se a falar alemão, porque vai dar jeito quando, formalmente, formos reconhecidos como uma colónia germânica. 
Aufwiedersehen