segunda-feira, 27 de junho de 2016

Aviso aos leitores

Estou de férias desde quinta-feira e é muito provável que durante a minha ausência surjam  problemas no blog.
Para já, além de o sinal de rede ser fraco, deixei de ter acesso ao arquivo das mensagens, o que me causa um grande problema.
Como tenho o vício de fazer do blogger auxiliar de memória, agendo posts apenas com o título e depois , quando tenho tempo, escrevo-os.
Será portanto provável, que vos apareçam posts só com o título, se continuar sem acesso ao arquivo de mensagens.
Se isso acontecer estejam descansados. Ainda não enlouqueci. Foi o blogger que amuou por qualquer razão ainda desconhecida.

A Fúria do açúcar ( com papas e bolos...)

É tempo de colocar as multinacionais no seu devido lugar e obrigá-las a respeitar os interesses da sociedade.
Vem este aviso a propósito de uma notícia, já com alguns meses, que divulgava a intenção da Coca Cola processar o governo britânico, pelo facto de Cameron  pretender criar um imposto sobre as bebidas refrigerantes açucaradas.
Já há décadas que a Organização Mundial de Saúde (OMS) adverte para a necessidade de moderar o consumo de açúcar, sendo os refrigerantes açucarados um dos alvos de campanhas da organização em favor de uma dieta sã.
O imposto que o ministro da saúde britânico, George Osborne, pretende lançar  sobre as bebidas açucaradas dentro de dois anos visa, acima de tudo, proteger a saúde dos cidadãos, pelo que a reacção da Coca Cola é absolutamente destemperada.
É dever de um governo proteger a saúde dos consumidores, avisá-los para os perigos de determinados produtos ( açúcar, sal, tabaco,  fastfood,etc) e tomar as medidas que considere convenientes para  reduzir o seu consumo e não sobrecarregar os custos do sistema de saúde. Às empresas compete respeitar as leis.
Convém, no entanto, lembrar que o consumo de produtos como o tabaco, o açúcar ou mesmo as bebidas alcoólicas foi incentivado durante décadas, através da publicidade, tendo sido os governos europeus  sempre avessos à regulamentação de publicidade a produtos considerados "lixo alimentar". contrário, a preocupação da UE foi regulamentar a curvatura do pepino, o tamanho dos tomates e outras bizarrias idiotas.
Muitos anos depois, começam a fazer contas e a perceber que os custos para o Estado, em saúde, são muito superiores as receitas provenientes da venda desses produtos.  Daí que se socorram de taxas e impostos para equilibrar as contas, já que medidas restritivas do consumo, como as adoptadas para o tabaco, não são exequíveis.
Era chegada a altura, porém, de restringir a comercialização de produtos com elevado teor de açúcar e sal em determinados locais públicos. Como, em boa hora, fez o actual governo ao obrigar à retirada desses produtos em organismos dependentes do ministério da saúde. Ou como anteriores governos fizeram em relação à venda de determinados produtos nas escolas, que motivou forte reacção dos professores. Argumentavam eles que a venda desses produtos nas cantinas escolares era uma fonte de receita para as escolas, dando assim razão ao adágio popular " Com papas e bolos, se enganam os tolos".