quinta-feira, 23 de junho de 2016

As saudades que eu já tenho...

... de ir ao S. João do Porto!

A morte (física) de um ET


Muito poucos me fizeram rir como ele;
Raros conseguiram pregar-me à televisão, diariamente, com hora marcada;
Quase ninguém está tão presente como ele na minha memória, quando se fala de séries de  humor em televisão;
Milhões riram e aplaudiram este homem, quando aparecia em cena;
No entanto a sua morte, na semana passada, passou praticamente despercebida nas redes sociais.
O homem da foto  era um actor húngaro, chamava-se Mihaly Michu e dava corpo a essa figura extraordinária que era  ALF, um adorável e desconcertante extra terrestre cujo regresso foi anunciado em 2011, como Algoritmo, para satisfazer os caprichos de alguns. 


Europa: Eutanásia, ou cuidados paliativos?

Continuo a manter a convicção de que os ingleses vão votar, hoje, pela permanência na UE. Não só por isto, mas também por uma razão que pesa decisivamente sobre todas as pessoas, em qualquer país democrático, no momento de colocar a cruzinha no boletim de voto: o medo do desconhecido.
Há dias, um inglês a residir no Algarve explicava isso mesmo ao dizer" voto pela permanência porque, apesar de ser má, já sei com o que conto, e uma saída da Europa é uma aposta no escuro".
Há quem defenda que  a possibilidade de a Grã Bretanha  sair da Europa já foi um susto suficiente para obrigar os lideres europeus a repensar o futuro.
Considero esta posição  muito ingénua. Nas duas últimas décadas, foram inúmeras as vezes em que a Europa foi posta à prova e, o que aconteceu, foi que uma vez ultrapassada a crise, não se voltou a pensar no assunto e ficou tudo na mesma
As consequência de um Brexit  poderão ser um cataclismo de dimensão bíblica que provoque a implosão da Europa e, no limite,  conduza a uma guerra no espaço europeu dentro de uma década.
O Bremain  não irá, porém, resolver nenhum dos grandes problemas com que a Europa se debate. Apenas  prolongará o sofrimento e a agonia da Europa e dos seus cidadãos.
A morte da Europa está há muito anunciada. O que o referendo de hoje irá decidir é se a Europa irá para uma unidade de cuidados paliativos, ou recorrerá à  eutanásia.
Voto, sem quaisquer dúvidas, pela eutanásia. Pelo seu passado, a Europa merece uma morte digna.