domingo, 5 de junho de 2016

Este país vai de mal a pior...

Como se já não chegassem todas as contrariedades que têm atingido este país, o futebol também decidiu meter a mão na massa  e encontrou maneira de na I Liga 2016/2017  agendar dois duelos entre Jesus e o Espírito Santo.

Recapitulando...




As reacções às declarações de José Cid sobre os transmontanos, durante uma entrevista realizada em 2010, não devem ser desvalorizadas. Pelo contrário, porque o episódio caricato das reacções inflamadas que chegaram à ameaça de morte, seis anos depois de o caso ter ocorrido, levanta uma série de questões que merecem reflexão.
Por que razão só agora surgiu esta reacção desmedida? Onde andavam os agora tão indignados autarcas transmontanos, em 2010?
Desde quando José Cid ( ou qualquer outro cidadão) não pode dizer o que pensa?
Nuno Markl fez uma pergunta a José Cid e ele deu a sua opinião. Responder de forma pouco simpática e dizer o que se pensa é crime, ou estamos tão habituados a ouvir entrevistas em que as pessoas em vez de dizerem o que pensam respondem com hipocrisia, que estranhamos quando alguém é frontal?
A que propósito é que as pessoas ameaçam Nuno Markl de morte? Por ele ter feito a pergunta?
Finalmente:
Quantas das vozes críticas e iradas terão ouvido a entrevista e percebido o contexto das palavras de José Cid?
A resposta a esta última pergunta é crucial para percebermos as razões do ambiente político em que vivemos. Multiplicam-se as notícias descontextualizadas propositadamente, para provocar efeitos pré determinados na opinião pública. Como aconteceu com as notícias sobre a decisão do governo não renovar alguns contratos de associação.
A comunicação social incendeia a opinião pública premeditadamente e depois de atear o fogo, procura alimentá-lo para vender jornais.
É neste ambiente pouco saudável que estamos a viver há quase uma década. Não admira, por isso, que a sociedade portuguesa esteja francamente doente.