quinta-feira, 19 de maio de 2016

Isso é chulice, pá!

Hoje ouvi a oposição, na AR,  criticar  o ministro da educação e acusá-lo de estar a defender os interesses do sector público.
Eu sempre pensei  que a obrigação de qualquer governo era zelar pela defesa do sector público mas, nos quatro anos e meio de governo da cambada mafiosa  pafiosa, percebi que estava enganado.  Agora, com a polémica sobre os contratos de associação,  fiquei totalmente esclarecido. PSD e CDS não só defendem os interesses do sector privado, como ainda exigem que a iniciativa privada seja paga com o dinheiro dos contribuintes.
Eu não sei se a cangalhada de direita conhece o significado da palavra CHULICE, mas esclareço os ignorantes que o apoio indiscriminado aos contratos de associação é um belo exemplo. E já agora, como eles não sabem quem são os chulos que estão a alimengtar, eu  volto a sere claro:
- São dirigentes e/ou quadros do PSD, CDS e também do PS que abrem escolas privadas ao lado de escolas públicas e depois movem as suas influências, junto das cúpulas dos partidos, para  conseguirem contratos de associação.
O colégio de Coimbra ontem falado na AR é apenas um exemplo. Há muitos mais. E também já se conhecem alguns nomes  dos três partidos que andam a chular o contribuinte, mas a investigação que iniciei há uma semana sobre esta matéria "diz-me" que muito em breve vai haver novidades.

A Domadora de Camaleões


Acabei de ler o livro de Helena Ferro Gouveia. Sendo um conjunto de crónicas,  li-o da mesma forma que leio todos os livros de crónicas e de contos. Devagarinho, para saborear melhor e reflectir um pouco sobre cada texto.
E há muito para ler.
Seguindo a ordem  escolhida pela Helena, o livro começa com  Crónicas de viagens (  do Brasil da Copa ao Sudão do Sul em guerra, passando pela Bolívia, Egipto ou EUA e  histórias de aeroportos onde se inclui um  stop over em que "aparece" Drummond para uma conversa inesperada).
Segue-se um conjunto de crónicas sobre a geografia dos afectos que parece dividi-la ( esta é a sensação que eu tenho desde que comecei a seguir o blog da Helena): Alemanha e Portugal.  Se a ordem é arbitrária, ou meramente circunstancial, só ela saberá responder.
O capítulo sobre as filhas é composto de crónicas enternecedoras, por vezes  hilariantes. Depois de uma curta viagem gastronómica,seguem-se Crónicas Avulsas, Crónicas sobre Mulheres,  Crónicas à volta dos livros e, a terminar, dois curtos contos e uma série de poemas.
Durante a leitura de  "Domadora de Camaleões" dei por mim a pensar esta mulher escreve com o coração!
Na verdade, na escrita simples, directa e coloquial de Helena Ferro Gouveia, não se descortinam subterfúgios, meias palavras, frases dúbias. Tudo é directo, simples e cristalino, confirmando o que a autora disse na apresentação do livro na Livraria Ferin: uma enorme vontade de comunicar.
Leiam esta Domadora de Camaleões, saboreando cada crónica, para tirar mais partido do prazer da leitura que a Helena nos proporciona com a sua escrtita despretensiosa.



Como reduzir o desemprego

Há já muito tempo que defendo a redução do horário de trabalho, como forma de combater o desemprego. Reconheço, porém, que o facto de ter ficado demonstrada essa minha tese, não invalida a minha convicção de que tal medida em Portugal não teria os mesmos efeitos que teve na Suécia
E nem vale a pena estar aqui a explicar porquê, pois não?