terça-feira, 10 de maio de 2016

A mãozinha marota do ministro Crato




Eu sei que isto hoje está muito monótono e nem sequer escrevi sobre o buzinão, mas o assunto é demasiado sério e deve ser escalpelizado até à última, para que fique bem claro o que move Passos Coelho e os seus seguidores na defesa da criação de bolsas de subsidiodependência nas escolas privadas.
Em entrevista ao Expresso on line ( só disponível para assinantes) António Rochette, autor do único estudo existente em Portugal, sobre reorganização  da rede escolar  e colégios com contratos de associação, detectou  inúmeros contratos injustificados. E casos  fraudulentos.
Depois de revelar as conclusões a que chegou " quase fui linchado" - revela ao "Expresso on line" "Fui enxovalhado nas redes sociais, nos jornais, até mata frades me chamaram".
Como era óbvio, em 2015  a mãozinha marota do ministro Crato estendeu os seus tentáculos e turmas que até aí não eram financiadas, passaram a ser. Sem qualquer justificação e de forma arbitrária, obviamente.
Foi certamente a isto que a Passarola maluca chamou "defender alguns interesses".  E bem obscuros, por sinal. Ao menos as putas assumem o seu mester. Os filhos é que se envergonham.

Associação de ideias

Sempre que ouço falar das escolas privadas , como escolas de virtudes,  surgem logo diante dos meus olhos, como Mupis coloridos iluminando-me o cérebro, três nomes: Atlântida, Lusófona  e Moderna.
Exemplos estimulantes que enobrecem o conceito de Bloco Central ( Atlântica)  conjunto de interesses privados  aliado à falcatrua (Lusófona) , desenvolvidos por sociedades em comandita à custa de dinheiros e favores públicos (Moderna).
E agora, que aparentemente começo a recuperar a memória perdida na sala de operações, logo fiz outra associação:
E logo de seguida, como se estivesse a engolir 12 passas em noite de ano novo, esta inflamação de Passos Coelho
- Portugueses têm direito de saber para onde vai o dinheiro dos seus impostos
E o melhor é ficar por aqui senão, a cada linha desta pérola de D. Manuel Clemente, os meus neurónios desatam aos saltos, emocionados com a Fé cristã do senhor cardeal Patriarca.

PULHA ao espelho



Passos Coelho acusou o ministro da educação de estar a defender interesses.
O líder do PSD é narcisista e está sempre a ver-se ao espelho, quando acusa os outros de defenderem interesses de grupos.
Nessa matéria a experiência de Passos Coelho é quase imbatível.
Poderia invocar a concessão à pressa dos transportes públicos de Lisboa e Porto; a concessão da exploração de petróleo no Algarve  a Sousa Cintra, poucos dias antes de o governo cessar funções; a falta de transparência nas privatizações da TAP, da EDP ou da REN; a privatização  de empresas públicas lucrativas, como os CTT ou as condições de privatização do Oceanário ou do Meo Arena para justificar a minha afirmação, mas nem preciso de ir por aí. Basta lembrar os interesses que o governo de Passos  protegeu, ao conceder subsídios às escolas privadas.  E que interesses foram esses?
Ora vejamos:
- Entre as 79 escolas com contratos de associação 26 são religiosas;
-   Mais de uma dezena  são indirectamente geridas  pela Igreja através de entidades terceiras 
-  Das restantes uma boa parte são geridas  por correligionários do PSD, mas também do PS, sendo que estes são entusiastas do Bloco Central. O dos negócios, da corrupção e do compadrio.
Ter a lata de dizer que Tiago Brandão Rodrigues está a defender interesses é uma declaração que ficará na história da pulhice laranja que marca o consulado de um terrorista social e de um mentecapto cultural.

Sentimento agridoce

A conquista do título da Premier League, pelo Leicester, deixou os adeptos do futebol emocionados. Não fui excepção, mas não resisto a fazer uma pergunta: tinha de ser este ano?
É que nunca o meu Tottenham ( por quem torci  tantas tardes em  White Hart Lane) esteve tão perto de conquistar o ambicionado título, pelo que a alegria pela vitória do Leicester ficou ensombrada por esta amargura de adepto dos Spurs desde os tempos longínquos em que vivi em Inglaterra.