segunda-feira, 9 de maio de 2016

Ó cúmulo dos cúmulos

Quando li no mural de um amigo que as escolas tinham enviado 50 mil cartas ao ministro da educação em protesto contra a decisão de suspender a chulice de algumas escolas privadas, cujos directores andam a enriquecer à custa dos subsídios de todos os contribuintes, do pagamento de salários baixos e horários desregulados a professores, comentei  que, muito provavelmente os profs teriam  dado aos alunos, como TPC, escrever cartas ao ministro.
Eu estava a ser irónico mas,  com grande surpresa constatei que afinal era mesmo verdade.  Nas escolas privadas as crianças são instrumentalizadas e usadas como armas de arremesso contra o governo.
Afiançou-me entretanto pessoa amiga, que a surpresa  pode não ficar por aqui, se vier a confirmar-se a suspeita sobre a identidade do mentor da ideia. E mais não digo...

Até quando vai este governo permitir o trabalho escravo?

O último Sexta às 9 confirmou-me que, pelo menos um, é muito difícil de realizar. Só que continuo sem perceber porquê...
O grande problema da ACT  reside no facto de os inspectores do Trabalho terem sido desviados para outras tarefas pelo governo dos Mafiosos Pafiosos. O importante para o governo que apostava no crescimento da economia, assente em trabalho escravo, era retirar aos inspectores capacidade e meios que lhes permitissem fiscalizar as empresas, detectar as irregularidades e agirem em conformidade. Ao entregar-lhes tarefas burocráticas, Pedro Mota Soares, a beata de duas rodas, deixou os patrões em roda livre, para praticarem todas as violações aos direitos dos trabalhadores.
No último Sexta às 11, ouvi depoimentos  (de rosto destapado) de trabalhadoras a quem é negado  pelos patrões irem à casa de banho ou beber água, durante os horários de trabalho, uma doente com cancro a quem foram descontados os dias em que teve de deslocar-se ao hospital e outras atrocidades praticadas por abjectos vigaristas, que se intitulam empresários.
É certo que estes monstros  têm  a conivência de muitas  empresas de trabalho temporário que fomentam e "legalizam"  a exploração do trabalho escravo através de esquemas abjectos, que  escarnecem dos trabalhadores, mas o actual governo não desconhece a situação e já devia ter tomado medidas que acabassem com esta exploração, que já não via desde o dia em que visitei uma fábrica de uma grande multinacional no Vietnam.(Situações bem piores, há que dizê-lo...)
Por outro lado, PCP e BE tinham obrigação de denunciar estas situações e exigir a António Costa que dote a ACT de condições para fazer o seu trabalho. E já agora, de caminho, exigir o mesmo em relação à ASAE, porque estes casos que se passam na indústria também ocorrem- embora a outro nível e noutra escala- nos estabelecimentos de restauração, feiras ou mercados, colocando diversos problemas de saúde pública resultantes da falta de segurança alimentar.

O Puzzle da Europa



Hoje é Dia da Europa. Agora já só falta construir o Puzzle, para ver se percebemos como se constrói a União Europeia.
A propósito... em muitos países da UE hoje é feriado mas em Portugal trabalha-se.
Mesmo não sendo feriado por cá, talvez seja útil aproveitar o dia para pensar sobre as causas do desaparecimento das notícias da dupla alemã Merkel/Schaueble.
Será porque perderam influência na Europa? Porque andam muito ocupados com os refugiados? Porque o Deutsche Bank lhes está a provocar uma enorme dor de cabeça?
Nada disso. A explicação é muito mais simples.
Durante o governo dos mafiosos pafiosos,  Gaspar e Marilú chegavam junto de Schaueble e logo se reclinavam subservientes, à espera de um ralhete ou que lhes mandassem baixar as calcinhas.
Passos Coelho, por sua vez, aparecia nas fotos ao lado de Merkel. A comunicação social repetia à exaustão as fotos das audiências de Gaspar, Marilú e Passos, enredadas num discurso que transmitia a sensação de que todos se davam muito bem com a dupla alemã  e isso era muito bom, porque é preciso ser estimado pelos chefes, para eles nos recompensarem com boas notas e não nos aplicarem castigos muito severos. (Indirectamente era um recado cá para dentro: sejam obedientes aos chefes, não reclamem salários, trabalhem as horas que ele pedir e um dia serão recompensados
Os tugas engoliram esta encenação durante quatro anos, o que lhes custou a perda de salários, pensões, empregos e regalias sociais. Em troca, receberam um convite para emigrarem e o aviso para não serem piegas!
Chegou o momento de perceberem que andaram a ser enganados.
Este governo não precisa de encenações. Sabe que é preciso tomar medidas duras, mas não se esconde atrás dos papões Merkel e Schaueble para tomar decisões, nem finge que eles são os seus melhores amigos na Europa. 
Este governo é formado por seres humanos responsáveis que têm orgulho no seu país e, acima de tudo, querem melhorar as condições de vida dos portugueses.