segunda-feira, 2 de maio de 2016

A Tia Júlia e o escrevedor




Na semana seguinte, quando foi noticiado que haveria políticos envolvidos, vaticinei que estaríamos perante uma telenovela bem urdida para vender jornais. O importante era manter as pessoas agarradas ao tema, lançando o isco de que haveria gente graúda envolvida mas, no final, o resultado seria uma desilusão.
A conta gotas, em episódios semanais, o semanário que já foi credível  e hoje é igual a qualquer outro, vai lançando " suspeitas" veladas. Agora - garantem- também há jornalistas envolvidos. Nomes? Tal como os políticos, nenhum!
Estamos perante um enorme embuste e uma telenovela falhada, cujo argumentista me evoca a personagem de Camacho em " A Tia Júlia e o Escrevedor".
No final, vai tudo ficar reduzido a um conjunto de nomes pouco mediáticos que utilizaram métodos condenáveis, mas legais, para fugir aos impostos.
O que eu gostava mesmo de saber é se o "Expresso" denunciaria o patrão se ele estivesse envolvido no Panama Papers. Mas de uma coisa tenho a certeza: ele já conhece o final da história.

O futuro sobre rodas



Não é bem a mesma coisa. Esta  é uma visão redutora de quem não percebeu todas as vertentes da questão 

Eu nunca recorri aos serviços da UBER mas, pelos relatos que tenho ouvido de quem já experimentou, sou levado a pensar o seguinte:

Ainda bem que existe a Uber para podermos chamar um táxi sem estarmos dependentes da disposição da menina do call center  e com a certeza de que viatura e motorista são asseados, a nossa bagagem não tem de viajar acompanhada por um estendal de roupa interior, não levamos em cima, logo pela manhã, com as opiniões broncas do taxista, o rádio em altos berros a dar informações de trânsito e as notícias  do Correio da Manhã.

Mas será mesmo assim? Não, não é.
Hoje em dia já existem taxistas educados e que percebem bem que muitos males da profissão poderiam ser banidos, se os profissionais dos táxis fossem obrigados a respeitar um código de conduta e, sempre que houvesse uma queixa, o visado fosse punido.

A melhor forma de combater a UBER não é  fazer manifs em que os taxistas mostram a sua raça pela violência física e verbal. É obrigando-os a comportarem-se como seres humanos civilizados.