sexta-feira, 22 de abril de 2016

Dar com uma mão e tirar com a outra...


Hoje celebrou-se o Dia da Terra.
Como notícias do dia escolhi a assinatura  do Acordo de Paris, e a divulgação de que pelo menos 16 marcas de automóveis ( que representam a quase totalidade do mercado) aldrabam as emissões poluentes.
Quer isto dizer, portanto, que podem ser assinados muitos acordos, mas as empresas depois não cumprem e  fica tudo na mesma. Ou melhor, governos e instituições insistem em avisar-nos que devemos mudar os nossos comportamentos para garantir a sustentabilidade do planeta.
Pessoalmente, contribuía ainda mais do que o que já faço, se os governos não fechassem os olhos aos desmandos da indústria, contribuindo assim para que um simples acto de consumo seja insustentável. Querem apenas um exemplo? Continua a ser permitida a utilização de produtos extremamente tóxicos na cadeia alimentar, porque há países que se opõem à sua proibição. 
Nada de novo. Em 1964, Rachel Carlson divulgou a toxicidade  dos pesticidas ( particularmente o DDT)  e os seus efeitos nefastos nos ecossistemas, mas só 8 anos mais tarde começou a ser equacionada, nos EUA, a proibição desses produtos.
Meio século depois, a indústria continua a impor as  suas regras e os governos a obedecer às suas ordens.  Resta-nos remar contra a maré e cumprir a parte que nos compete. Não só nos Dias da Terra, do Ambiente, ou da Água, mas todos os dias do ano.

Escrava Isaura

Há por aí muita gente ( incluindo brasileiros ) que pensa que a escravatura no Brasil acabou com a telenovela da Escrava Isaura. Infelizmente, não é bem assim... mas não se pense que é privilégio de deputado.

A Sócrates, o que é de Sócrates





As viagens de CBO
Quando tirei esta fotografia, ainda não havia processo nenhum  contra ele,  mas esta associação  entre Sócrates, Serpentes e Confecções já na altura me parecia oportuna.


Em entrevista à Antena 1, Sócrates afirmou que "nunca teria sido primeiro ministro sem ter ganho as eleições".
Compreende-se esta farpa a Costa. Sócrates, além de arrogante, nunca gostou de quem não lhe prestasse vassalagem. E não esquece a "afronta" de Costa.
Se Sócrates fosse um comum mortal e não estivesse impregnado daquela ideia de ser o maior da sua rua, mas um incompreendido,  teria a humildade de dizer:
- Quando governei nunca tive, nem procurei criar, condições para um entendimento à esquerda. Queria entender-me com Passos Coelho, com quem mantinha uma excelente relação mas ele, aconselhado pelos seus barões, traiu-me.
Com estas palavras teria sido fiel à História. Com o que disse à Antena 1, tentou falseá-la.
( Para ouvir a entrevista, siga o link)