domingo, 10 de abril de 2016

A Homenagem que faltou


A Constituição que nos rege faz agora 40 anos. As televisões deram grande destaque à data durante o fim de semana, mas em nenhum canal vi mencionar ou prestar homenagem a um homem que teve um extraordinário contributo na aprovação da versão final. Chamava-se Henrique de Barros, foi Presidente da Assembleia Constituinte, onde teve de superar enormes dificuldades (carências técnicas, de equipamento e de dinheiro para comprar, por exemplo, alguns microfones, pois só havia 18 para 250 deputados).
Além de ter sido sequestrado, durante o célebre cerco à Assembleia, Henrique de Barros teve de lidar com a intolerância daquele tempo em que as ameaças físicas e verbais entre deputados eram uma constante. Henrique de Barros foi um dos mais ilustres portugueses do século XX, mas os jornalistas de hoje parecem tê-lo esquecido.

Bibó Porto (69):Uma visita ao museu




A minha proposta para esta semana pode parecer um pouco bizarra mas,  se lerem o texto até ao fim, perceberão o motivo da escolha, mesmo discordando dela.
Durante dois anos e meio, acreditei que ainda não tinha chegado o tempo do fim de ciclo. Agora, já começo a ter  dúvidas. O mal generalizou-se a todas as modalidades onde os portistas foram  incontestáveis vencedores durante muitos anos. Este ano, a única coisa que poderão ganhar será a II Liga. Nas modalidades, nem hóquei,nem andebol, nem basket. Um dos sinais de decadência foi o recurso ao ciclismo. Quando o SLB se estava a afundar, fez o mesmo...

Desde que se confirmou a desconfiança quanto às capacidades de Lopetegui para dirigir o FC do Porto, manifestada logo que o seu nome foi anunciado, tenho deixado aqui expressa a minha opinião sobre as razões que levaram o FC do Porto a bater no fundo. Ainda tenho uma réstea de esperança na mudança de rumo. Apesar de tudo, continuo a acreditar que Pinto da Costa é o único que, neste momento, pode colocar o Titanic azul e branco a flutuar de novo.
Pinto da Costa conhece bem as raízes do problema e, se não fizer a limpeza necessária a nível do balneário, mas também na própria estrutura, será mesmo o fim de ciclo.
Há, no entanto, uma coisa que ninguém de boa fé e que não esteja cego por clubismos idiotas pode negar: Pinto da Costa mudou o futebol português, deu ao FC do Porto projecção internacional e tornou-o no clube português com mais títulos conquistados a nível internacional.
No Museu do FC do Porto, as grandes conquistas europeias e mundiais ainda não ganharam bolor. A História de uma instituição secular, mal amada pela cúria dos fanáticos da segunda circular,  está naquele edifício de notável inspiração e nada nem ninguém a pode apagar. Tudo está lá documentado e prova, à saciedade, que o FC do Porto é um clube com um património desportivo invejável.
Mesmo ao lado, o estádio do Dragão continua a ser um dos mais belos do país e, em minha opinião, o que tem a localização mais privilegiada.



Em tempo: o FC do Porto  perdeu hoje em Paços de Ferreira. A crise agudiza-se e é urgente varrer o lixo que há nos balneários e nos órgãos dirigentes do clube. É altura de exigir a Pinto da Costa que devolva ao clube, o que perdeu desde a contratação descabelada de Lopetegui. Há jogadores que não têm fibra para representar o clube e dirigentes que envergonham os sócios.
Só será possível evitar o fim de ciclo, se a próxima época começara  ser preparada desde já. E isso passa por correr com os mercenários, encontrar um  treinador à Porto e recuperar o prazer das vitórias