quarta-feira, 6 de abril de 2016

Como é que não se lembrou disto antes?

Depois de quatro anos e meio a roubar quem trabalha  e a meter o dinheiro nos bolsos de quem lhe dá emprego ( eu escrevi emprego, não escrevi trabalho...) Passos Coelho foi visitado pelo Espírito Santo e pariu 35 ideias para Portugal, a que chamou Programa Nacional de Reformas.
Ora porra! Enquanto esteve no governo, o gajo  terá andado tão ocupado a  inventar ideias para gamar, que  não teve tempo para pensar em reformas?

"Tudo vale a pena se a alma não é pequena"?

Há cinco anos era anunciada a vinda da troika. Semanas antes, uma aliança entre PSD, CDS, BE e PCP derrubara o governo minoritário do PS, abrindo caminho a um governo de direita. Passos Coelho dizia que governaria muito bem com o FMI. Catroga aplaudia.
Durante quatro anos e meio os portugueses  foram alvo do maior saque de que há memória. Os trabalhadores  foram enxovalhados, os jovens convidados a emigrar, os pensionistas  roubados e os milionários aumentados. Tudo - diziam Passos e Portas- em defesa do interesse nacional.
Cinco anos e muitos sacrifícios depois, como está o país?
Famílias desmembradas por causa da emigração, pobres mais pobres, ricos mais ricos. Menos saúde e pior serviço nacional de saúde. Menos emprego e pior emprego (aumento do trabalho precário e política de baixos salários). Endividamento privado a crescer e poupança a baixar. Cidadãos a pagar prejuízos de bancos mal administrados. Dívida pública sempre a aumentar. Economia e exportações não atam nem desatam, mantendo os cidadãos na incerteza e o futuro do país  uma incógnita. 
Valeu a pena tanta angústia, tanto sacrifício e tanto sofrimento?

Chamar os bois pelos nomes

Há muito que deixei de ver o "Prós e Contras" ( a não ser pontualmente por acidente de zapping). Mas, felizmente,  existe o FB que, não sendo a oitava maravilha do mundo, nos permite ter acesso ao Best of dos programas televisivos.
Ontem cheguei até estes momentos imperdíveis, protagonizados por Marco Capitão Ferreira. Num concentrado de apenas 9 minutos ele explica porque é que para a UE os bancos privados são bons e os públicos são maus.
A não perder. Para ficar melhor esclarecido sobre o destino do seu dinheiro e perceber como as autoridades europeias avalizam medidas que obrigam quem trabalha a  financiar um conjunto de aldrabões e vigaristas por elas selecionados.
Este vídeo não é recomendável a pessoas sensíveis. Tem linguagem e expressões que podem chocar os espectadores mais liberais. Ora veja lá...