terça-feira, 22 de março de 2016

Nós por cá todos bem?




Na última semana as redes sociais foram  palco de inúmeras manifestações de preocupação sobre o Brasil, regozijo com a visita de Obama a Cuba e alguns (poucos) lá se insurgiram contra o indescritível acordo entre a UE e a Turquia.
Em minha opinião, era preferível ter mantido o Kadhaffi como porteiro da Europa. Era mais barato e, apesar de ser um ditador como Erdogan, estava um bocadinho mais longe da Europa e ainda financiava as campanhas presidenciais de alguns candidatos que lhe caíam no goto, como Sarkozy.
Mas se a Europa parece ter perdido toda a vergonha e considera normal pagar seis mil milhões de euros por ano a um ditador que considera a democracia e a liberdade uma palhaçada e os europeus  já não reagem com indignação, porque o mais importante parece ser livrarem-se dos refugiados, será que por cá isto está tão bem, que não temos nada a reclamar?
Pessoalmente, tenho algumas razões para me preocupar e manifestar o meu desagrado. Já aqui escrevi sobre o receio que tenho de o alargamento da ADSE ser o princípio do fim do SNS, ideia que dias depois vi partilhada por António Arnault.
Também no concernente à espanholização da banca, me vou preocupando com o que vou lendo sobre o assunto.
Já agora, permitam-me que manifeste o meu desagrado pela Viagem do Elefante, digo, do PR ao Vaticano, a fazer lembrar a embaixada de D. João, mas com a diferença que à época  éramos ricos e agora somos uns tesos do caraças, cheios de dívidas e sem um tostão para mandar cantar um cego.
Finalmente,  porque me encanita ter de pagar a modernização dos táxis tenho de me indignar com a decisão  do governo dar aos taxistas entre 17 e 20 milhões de euros para  calar os protestos contra a UBER modernização das viaturas. Não é que tenha nada contra os taxistas, mas chateia-me que o governo lhes dê estas verbas e, simultaneamente, alegue que não pode repor os passes 4-18 e sub 23, para todos os jovens, porque a medida custaria 20 milhões de euros.
Eu gostava de perceber melhor as prioridades deste governo. Por isso me indigno.
Adenda: E para que não digam que estou muito pessimista, deixo-vos aqui um sinal de esperança no futuro: Portugal está fora da zona de perigo orçamental

Explosões em Bruxelas

Foto TSF


Poucos dias depois de ter sido preso, em Bruxelas, um dos mentores dos ataques de Paris, três explosões no aeroporto e no metro da capital belga e sede da UE, provocam mais de uma dezena de mortos já confirmados. (Estima-se que o número aumente).
"Eles" estão cada vez mais bem  organizados e mais rápidos na resposta.
A Europa assusta-se, a extrema direita europeia rejubila. Hoje, ganhou mais uns milhões de votos.