segunda-feira, 7 de março de 2016

Onde é que eu já ouvi isto?

"Mais vale ter trabalho precário do que desemprego". Quem o afirma é o presidente da CIP , António Saraiva, mas esta tese não é nada inovadora. No tempo do Estado Novo também se pensava assim e os Pafiosos eram, igualmente, grandes apreciadores dessa máxima, que conduziu milhares de trabalhadores a um regime de escravidão encapotado, autorizado pela dupla Passos/Portas.

Não é apenas uma questão de ética...

A fervorosa defesa que Passos faz de Maria Luís Albuquerque,  aliada à sua eleição para a liderança do PSD com 95% dos votos,  não são apenas a prova de que a falta de ética e de vergonha assentaram arraiais na tribo laranja.
Ali,onde Relvas tem apoiantes entusiastas, Cavaco se rodeou de gente de mau porte, suspeita de graves crimes contra o Estado e o próprio Passos está envolvido em suspeitas de ter lesado o Estado por  utilização indevida de verbas do FSE, honra e vergonha são palavras supérfluas. No PSD perdeu-se toda a dignidade, a mentira passou a ser  a regra e toda a falcatrua é possível. 
Admito, por isso, que a forma empolgada como Passos saiu em defesa da sua ex-professora, significa que em breve também ele irá dar o salto para um tacho pouco ético.
Sejamos, no entanto, claros. Se casos como o de Maria Luís Albuquerque são possíveis, é porque PS e PSD sempre se recusaram a aprovar uma lei de incompatibilidades que evitasse casos destes.
Chegou a altura de António Costa - e o PS- demonstrarem que alguma coisa está realmente a mudar em Portugal com este governo. Aprovar uma Lei que devolva aos portugueses a credibilidade nos políticos é uma das maiores heranças que um governo de esquerda pode deixar à democracia.