segunda-feira, 29 de fevereiro de 2016

O CDS está no bom caminho

Assunção Cristas, futura líder do CDS/PP, deixou um calote no ministério da agricultura, de 340 milhões de euros.
Confrontada com a situação, não teve quaisquer problemas em reconhecer o calote e foi lesta a dizer que foi um risco assumido e combinado com Passos Coelho e Maria Luís Albuquerque. Despachadinha e desempoeirada como qualquer caloteiro que se preze, adiantou que se Capoulas Santos não conseguir resolver o calote é porque não tem peso político.
Resumindo, na opinião de Cristas o facto de ter gasto em apenas um ano as verbas para ajudas agroalimentares que a UE disponibilizou para Portugal até 2019 e ainda mais 340 milhões de euros, é um problema que se resolve com peso político.
Mas Cristas não se limitou a gastar o dinheiro que não tinha. Deixou um calote de 20 milhões às seguradoras e 24 milhões destinadas ao Alqueva.
O CDS está bem entregue e no bom caminho. Cada vez mais parecido com os caloteiros laranjas e com uma líder cheia de lata e falta de vergonha, apostada em honrar a herança do homem dos submarinos.

Os Vampiros

Durante quatro anos e meio defenderam ferozmente a austeridade e foram os melhores amigos dos bancos e das agências de rating;
Depois deste governo tomar posse, enquanto o OE não foi aprovado, passaram os dias a ameaçar com o chumbo de Bruxelas;
Depois da aprovação, passaram a garantir que em Abril viriam medidas de austeridade terríveis e que os juros da dívida estavam a subir, porque as agências de rating não gostavam do OE;
As agências de rating elogiaram o OE, os juros desceram e voltaram à normalidade, lançaram o alarme de que em Abril, com as medidas de austeridade que aí hão-de vir, os partidos de esquerda deixarão de apoiar o  governo;
Agora estão à beira da falência e pedem às pessoas para comprar o jornal.
Tenho pena, mas para esse peditório de vampiros já dei. Aprendam a ser jornalistas isentos, fundem um jornal credível, divulguem junto dos leitores quais os interesses a que estão ligados  e depois conversamos.