sexta-feira, 26 de fevereiro de 2016

E agora, Pedro?

Para quem ainda tinha dúvidas, Bruxelas veio esclarecer: o negócio  de venda da TAP, foi uma ilegalidade e uma vigarice do anterior governo e deve ser revertido


A pandilha

Já perdi a conta ao número de palhaços nomeados para cargos de chefia pelo anterior governo que, depois de terem dito cobras e lagartos do PS e jurado a pés juntos que se recusariam a trabalhar com um governo PS, se mantêm agarrados como lapas aos seus lugares.
Ver como alguns (Lamas, por exemplo) apesar humilhados pelos ministros da tutela, se recusam a abandonar os cargos, denota à saciedade a estirpe e o carácter do laranjal que medrou à sombra de Passos. Uma pandilha de inúteis!
É demasiada laranja podre para um país tão pequeno.

Barbara, Carrilho, a juiza e os pré-conceitos

Quando pensei escrever este post, o meu objectivo era tecer uma forte crítica à imprensa cor de rosa que divulgou o "depoimento" do filho do casal, cuja privacidade está assegurada por lei, uma vez que a criança tem apenas 12 anos. Depois pensei melhor. Os jornalistas que tiveram acesso à conversa apenas se aproveitaram da fraqueza de alguém que ( provavelmente a troco de algo) lhes passou a informação desejada.
Sabendo-se quem estava na sala no momento em que o miúdo prestou declarações, bem como as pessoas que a elas tiveram acesso, no âmbito do processo, não será difícil descobrir quem pôs a boca no trombone. Só que, a exemplo do que aconteceu noutros processos mediáticos,  ninguém parece estar interessado em descobrir, acusar e punir os "bufos". Assim sendo- e porque as fugas de informação para a comunicação social se tornaram banais- não vale a pena perder tempo com este tema e mudo de agulha.
Este julgamento está a ser muito difícil de julgar. Depois de a defesa de Manuel Maria Carrilho ter pedido o afastamento da juíza que tinha o caso em mãos, agora foi a vez de o MP, agastado com as palavras dirigidas pela juíza Joana Ferrer a Bárbara Guimarães,  a acusar de não ser imparcial e pedir a sua substituição.  Entretanto, a própria juíza já pediu escusa.
Nada tenho a ver com nenhum dos intervenientes no processo, mas gostaria  que as palavras dirigidas a Bárbara Guimarães pela juíza, fossem analisadas sem pré-conceitos.
Suponhamos que Joana Ferrer, em vez de se dirigir a Bárbara Guimarães nos termos que vêm sendo relatados pela comunicação social, tinha  dito a  Manuel Maria Carrilho, antes de o julgamento se iniciar, que ele era um monstro. Haveria tanta indignação?
Por outro lado, a chamada de atenção a Barbara  Guimarães por nunca se ter queixado não pode ser interpretada como um alerta  para que outras mulheres se consciencializem de que é preciso agir rapidamente em casos de violência doméstica?
Longe de mim estar aqui a fazer juízos de valor. Apenas pretendi, com este post, alertar as pessoas para a facilidade com que embarcamos na onda do politicamente correcto, veiculada pela comunicação social. Trate-se de violência doméstica, pedofilia, racismo ou xenofobia, há uma série de pré-conceitos quase imaculados, que não se podem contrariar.
Como se não houvesse violência doméstica feminina, mães que usam os filhos para se vingarem dos maridos, acusações de pedofilia fantasiosas, pretos racistas ou refugiados  criminosos.
Pensar é uma necessidade e reflectir um  dom. Evitemos os  pré-conceitos, dispamo-nos de preconceitos e usemos as capacidades de pensar e reflectir antes de julgar.