quinta-feira, 11 de fevereiro de 2016

Jura?

Em entrevista à  Antena 1, Domingos Abrantes defendeu a continuidade de Jerónimo de Sousa à frente do PCP e garantiu que  no  PCP ninguém contesta o acordo com o PS
Jura? Ó camarada,  garanto-lhe que conheço alguns militantes do PCP que andam a rasgar as vestes  em praça pública e dizem  cobras e lagartos do acordo.
Eu sei que há muitos dinossauros cegos no PCP, Domingos Abrantes, mas não os menospreze...
Entretanto, aconselho os leitores a seguirem o link e ouvirem a entrevista, porque Domingos Abrantes fala de muitas outras coisas importantes e interessantes.

Que grande cabrão!

Ou pensando melhor, o paraplégico está a pedir é um tiro nos cornos! Assim que vê um país a levantar um bocadinho a cabeça, vem logo em defesa dos mercados, o grande FDP!
Como escreveu uma amiga minha no FB, "esta coisa de eleições e democracia é só para ricos."
A Angie que se cuide... enquanto perde popularidade, por ter tomado uma atitude digna e corajosa em relação aos refugiados, o cabrão do paraplégico prepara-se para assaltar o poder e concretizar o seu sonho de transformar a Europa numa colónia alemã.

Preocupado com o futuro?

Partilho, com milhões de portugueses, preocupação quanto ao futuro. No entanto, ao contrário da maioria dos meus compatriotas o que mais me preocupa não é o futuro do país. Habituado que estou ao desenrascanço tuga e à habilidade que temos para ultrapassar dificuldades, a minha primeira preocupação não é com este minúsculo país. É com o mundo que se desenha diante dos meus olhos
Não vou aqui voltar a dissertar sobre o problema dos refugiados, ou a ameaça terrorista na Europa. São problemas que o tempo resolverá de forma mais ou menos violenta, dependendo do interesse das grandes potências .
Tampouco vou insistir na tecla da degradação ambiental que de Cimeira em Cimeira se vai agravando, não obstante as múltiplas manifestações de preocupação debitadas pelos líderes mundiais para os órgãos de comunicação social. Se nem  as inúmeras catástrofes naturais que já vitimaram milhares de pessoas, nem o ar irrespirável que obriga com crescente frequência a encerrar cidades aos automóveis são suficientes para que os governos se ponham de acordo na tomada de medidas que travem a degradação ambiental, qual é a esperança de um dia se virem a tomar medidas à escala global para preservar o planeta?
O que realmente me preocupa é o modelo económico e social que está a ser construído sem que se dê grande relevância ao assunto. A anunciada quarta revolução industrial é um verdadeiro filme de terror, mas ninguém está interessado em amenizar os seus efeitos. A alguns deles. como o aumento da pobreza e das desigualdades, já fiz referência aqui.
Mas há mais...
Nos próximos  cinco anos, a Inteligência Artificial será responsável pela destruição de cinco a sete milhões de desempregados. Logo, os felizardos que tiverem trabalho, vão ser pagos  a preço de escravo. O mundo será gerido pela finança. manipulada em luxuosos gabinetes, de luxuosos edifícios, por gente sem escrúpulos. Mas, porreiro, vamos ter as máquinas a falar todas entre si, automóveis a circular sem condutor, mergulharemos entusiasmados na Internet das Coisas, enquanto lamentamos os milhões de  sem abrigo.
Teremos a iniciativa privada a expandir-se sem regras, contestada por quem cumpre as regras ( como acontece neste momento entre taxistas e UBER). A hotelaria será aberta à iniciativa de uns tipos que, tendo herdado a casa dos pais, a transformam em alojamento para turistas.  Os transportes urbanos serão geridos e manipulados como os comboios eléctricos da infância dos bisavós.
 Estaremos cada vez mais dependente das tecnologias, seremos cada vez mais vigiados e controlados por elas e alguns dos que ainda pensam, porque não se deixaram manipular pela globalização do pensamento único, sairão à rua para exigir liberdade e democracia. Talvez até sejam conduzidos ao local da manif por um táxi da UBER sem condutor, ou um transporte público programado a partir de uma central, por um operador que manipulará várias composições em simultâneo.
Mas, pobres coitados, não perceberam que ambas começaram a ser perdidas no início do século XXI, quando ainda eram jovens e tinham a obrigação de ter lutado para as preservar, evitando que 99% da riqueza global  ficasse na mão de apenas 0,3% da população mundial. Os mesmos 0,3% que terão o poder de controlar o mundo, como um tabuleiro de Monopólio electrónico onde as pessoas serão meras peças de xadrez.