segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016

Roubo!- dizem eles



O  Novo Banco prorrogou, por 10 anos, uma dívida que o Sporting devia ter pago em Dezembro.
Apesar disso, os dirigentes leoninos continuam a vociferar, todas as semanas que estão a ser roubados!
Foi ao lembrar-me disso que pensei no que dirão as famílias que, por não terem condições para continuar a pagar o empréstimo da casa, nem conseguirem renegociar a dívida, vêem o Novo Banco retirar-lhes a casa que andam a pagar à décadas.
Ontem, numa reunião de amigos, coloquei esta questão que me anda a atormentar e logo alguns me informaram que o Bruno de Carvalho & Friends queixam-se mas é dos roubos da arbitragem e não dos roubos dos bancos. Ainda argumentei que os roubos do futebol doem menos do que os roubos das casas, mas todos se riram de mim.
Ingenuamente ainda perguntei quem é que pagava o prejuízo que o Novo Banco terá tido com o incumprimento do Sporting, mas ninguém me soube responder.
Mais tarde pedi essa informação a um amigo economista de alta cotação no mercado e aproveitei para indagar quem pagará o prejuízo.
Evasivo quanto ao montante dos prejuízos ( ele é sportinguista) respondeu com um sorriso enigmático que interpretei como significando " os tipos do costume".
Acontece que esta manhã, depois de sair de uma consulta, fui tomar uma bica e vi este rap ( clicar lá em cima e ver o vídeo). Fez-se luz no meu espírito. O Novo Banco - como provavelmente quase todos- abriu um novo ramo de negócio: a sedução dos jovens infantes e infantas deste país. Pretendem as instituições bancárias atrair as poupanças dos jovens para pagar os seus prejuízos. A ideia não me parece má.  Quando os jovens chegarem à idade de poderem movimentar as poupanças que familiares lhes colocaram numa conta "para o futuro" e perceberem que o dinheiro serviu para pagar as dívidas dos Sportings deste mundo, não vão culpar os bancos, mas sim os familiares que não souberam "assegurar-lhes o futuro".
Talvez fosse melhor avisar os familiares das crianças deste país que não é boa política entregar nas mãos dos bancos as  finanças dos mais jovens. E, já agora, avisem-se os jovens que ainda acreditam nos bancos e se deixam seduzir pelo rap, que essas boas fadas que multiplicam o seu dinheiro só existem nos livros infantis. Na vida real transformam-se num grupo de fadas más  que lhes gamam tudo o que podem, para elas próprias poderem gozar belas férias em paraísos tropicais, onde ninguém as chateia. Muito menos a justiça, obviamente...
Já agora, caros jovens deste país, o porquinho tem uma cor muito atraente e o rap tem uma boa batida mas... vocês já ouviram falar do canto da sereia mafiosa?

É hoje!

Mais de  40 anos de trabalho depois, passei hoje à reforma. Não o digo com prazer, porque isso significa que vou passar a ser  tratado como velhadas pela  Sara Sampaio  e minhas restantes sobrinhas.
De qualquer modo é sempre melhor do que ser tratado por chulo por esses jovens da  JSD e JCentrista, que têm perante os velhos o mesmo comportamento que lhes serve de arma de arremesso contra os comunistas
Quando me foi diagnosticada a doença, decidi que tinha chegado a altura de mandar o trabalho às malvas e meti os papéis. Em Dezembro, como prenda de Natal, recebi a cartinha  a dizer que passaria à reforma a partir de hoje.
Apesar de ter constatado que não me contaram os anos de trabalho em Macau- o que significa um  rombo de umas centenas de euros na minha reforma-  nem regateei. Aceitei a reforma e, ainda em Dezembro, pedi para Macau que me confirmassem o tempo de serviço e respectivos descontos. Pelo andar da carruagem ( informações de um amigo que diligentemente  tem acompanhado o meu processo lá em Macau)  só lá para meados de Março vou ter a resposta.
Ainda há quem diga que os portugueses não deixaram nada da nossa cultura em Macau! Pelo menos burocracia e engonhanço, deixámos de sobra.