quinta-feira, 28 de janeiro de 2016

E que tal um pingo de vergonha?

Há que reconhecer que o aumento das pensões mais baixas proposto pelo governo é ridiculamente baixo.
No entanto, ver o PSD e o CDS que passaram quatro anos e roubar os pensionistas exigirem um aumento de 1,5% provoca vómitos a qualquer pessoa de bem.
É preciso não ter um pingo de vergonha na puta da cara para se armarem agora em defensores dos velhinhos. Cabrões!

Não, senhora ministra!

A ministra da justiça francesa demitiu-se por discordar da decisão do governo que retira a cidadania a cidadãos com dupla nacionalidade acusados de terrorismo.
Eu estaria aqui agora a  elogiar a decisão de Christiane Taubira, se a medida não fosse apenas aplicável a cidadãos com dupla nacionalidade, pois isso significaria que cidadãos com apenas uma nacionalidade passariam a ser considerados apátridas. Só que  esse risco foi salvaguardado, por isso, a sua demissão, senhora ministra, não se justifica.
Se o terrorista tem dupla nacionalidade, que vá fazer terrorismo para a terra dele, ok? De preferência longe da Europa e em locais onde os EUA e várias potências europeias costumam praticar esses actos.
Cá pela Europa, eu prefiro viver em paz.

O final deste filme não vai ser bonito de se ver (2)

Se o caso Matteo Renzi é patético, mas revelador da cobardia europeia quando se fala de dinheiro, o que por estes dias se está a passar na Europa em relação aos refugiados é preocupante.
Na Dinamarca, os refugiados são espoliados dos seus bens ( só podem ficar com 1340 euros e joias pessoais, como alianças) e a reunificação da família só é possível ao fim de três anos.
Na  Holanda,  os refugiados têm de entregar 75% do seu salário ao governo, para pagar as despesas no sítio de acolhimento. Medida que está a ser muito bem acolhida em alguns estados alemães, apesar da posição - que já aqui enalteci- da senhora Merkel.
No País de Gales os refugiados são obrigados  a usar pulseiras fluorescentes, para serem facilmente identificáveis.
Nem vale apena argumentar que estas medidas são uma clara violação da Convenção Europeia dos Direitos Humanos.
Seria uma perda de tempo pôr-me aqui a fazer uma dissertação sobre a desumanidade destas medidas, ou de como são o prfenúncio de uma Europa que chegou a ser um exemplo para o mundo civilizado.
O que importa neste momento reflectir é que as medidas avulsas tomadas por cada país, só foram possíveis porque a Europa não tem liderança, os governantes da maioria dos países não têm valores, e as instituições europeias só são solidárias quando se trata de roubar e punir os pobres que lutam pela sobrevivência.
Não me revejo numa Europa vergada ao poder dos mercados e insensível à miséria, mas não é difícil prever que o final deste filme não vai ser bonito de se ver.