quinta-feira, 21 de janeiro de 2016

E serão felizes para sempre?

Porque vivemos dias de concórdia, como há muitos anos não se via neste país, hoje deixo-vos com esta história de amor.

Já começou a asneirar

Assunção Cristas "acha" que restituir os direitos aos cidadãos, ou devolver parte do que lhes foi roubado pelo governo anterior, é destruir o laborioso trabalho de quatro anos e meio.
Tá bem, filha, faz-te à estrada e  vai chatear o Camões.
Estrelinha que te guie, tá?

Expliquem-me direitinho, porque sou muito lerdo!

Creio que o horário de 35 horas na função pública é uma prática que remonta aos anos 80 do século passado e tenho a certeza que há pelo menos 35 anos que a generalidade dos funcionários públicos não trabalha 40 horas.
Sei, também com toda a certeza, que em nenhum país europeu os funcionários públicos trabalham 40 horas semanais.
Sei, ainda, que as 35 horas foram aceites de forma mais  ou menos pacífica, até ao momento em que um governo de gente sem escrúpulos, animada por um espírito de vingança e perseguição aos funcionários públicos, resolveu punir os mandriões do estado, obrigando-os a trabalhar 40 horas semanais sob o pretexto, falso, de que esse é o horário normal do sector privado.
Sei, finalmente, que durante 40 anos de trabalho o número de feriados só foi reduzido quando esse grupo de energúmenos assaltou o pote.
Qualquer pessoa minimamente informada e de boa fé sabe que não foi a redução do horário de trabalho, nem o número de feriados, que contribuíram para a grave crise que Portugal enfrenta desde 2007. E, a contrario, ninguém minimamente sério pode afirmar que a produtividade aumentou com o corte de quatro feriados, ou que o horário de 35 horas na função pública lesou a economia.
Eu, que sou ainda mais lerdo que a Guidinha, não consigo perceber a razão de tanta celeuma e indignação, só porque o governo quer repor os feriados cortados e as 35 horas de trabalho na função pública.
Até porque, como acima salientei, não há nenhum  país europeu onde os funcionários públicos trabalhem 40 horas  semanais e essa ideia de que Portugal é o país com mais feriados da Europa é uma treta que já aqui desmontei várias vezes, mas que a comunicação social preguiçosa e burra continua a alimentar.
Mas que outra coisa poderíamos esperar de uma comunicação social que vai pedir a opinião de João César das Neves sobre estas matérias?
Se a ideia é intoxicar a opinião pública com argumentos  contra os privilegiados funcionários públicos, podiam convidar directamente o crápula do Rosalino ( secretário de estado da administração pública do anterior governo) ou Miguel Sousa Tavares, não é preciso chamarem o economista do regime.