domingo, 17 de janeiro de 2016

E que tal fazer rewind?

Se alguém ainda tinha dúvidas hoje ficou bem claro,  depois da exibição em Guimarães onde já não perdia há 14 anos, que o problema do FC do Porto não é apenas de treinador.
Já aqui escrevi e repito-o: o problema do FC do Porto tem de ser atacado na raiz porque, enquanto isso não acontecer, podem vir os melhores treinadores mas o regresso a um período dominador não acontecerá. Pinto da Costa ainda não tem sucessor e já não está em condições de ser o senhor todo poderoso que levou o clube a momentos de glória, certamente irrepetíveis num futuro próximo.
É verdade que o FC do Porto tem sido prejudicado pelas arbitragens ( não foi o caso de ontem em Guimarães, apesar da expulsão de Aboubakar ter sido ridícula) mas o que falta neste momento naquela equipa é amor à camisola, o portismo que levou o clube às vitórias nas últimas décadas.
O FC do Porto foi duas vezes campeão europeu sem estrelas. Agora, que tem o plantel recheado de estrelas, não ganha nada.
Casillas deu hoje mais um frango, Imbula é expulso em cada dois jogos, Tello está armado em vedeta, a maioria dos jogadores não sua a camisola e os que têm coração à Porto são pouco utilizados.
Talvez valha a pena rebobinar o filme, antes que seja tarde.

Bibó Porto (59): onde se fala de pitos




Desde Julho de 2015 que a Baixa portuense foi invadida pela febre dos pitos. Onde noutros  tempos se faziam mobílias, passaram a aviar-se pitos.  Confeccionados das mais variadas formas, os pitos  podem ser comidos inteiros, apenas as entranhas ( moelas e fígados) ou a parte que mais agradar ao freguês ( asinhas, coxinhas, peitos,uropígios, etc).

E neste novel restaurante que dá pelo nome de BaixóPito, também há lugar para as coisas doces,como o Meiovo, uma sobremesa constituída por um ovo de chocolate, panacotta de baunilha e ovos moles.
Agora só falta dizer onde fica o BaixóPito. Quem é do Porto deve ter percebido, logo no início do post, que só poderia ser na Rua da Picaria pois esta rua onde agora abriram vários restaurantes muito apreciados, como " A Badalhoca da Baixa", era noutros tempos conhecida por ali existirem muitas casas onde se fazia mobiliário " à medida".
Dizem os mais antigos que ali moravam ( o meu professor de História  e Filosofia morava lá)  que em tempos já  havia ali  umas casas onde se comiam uropígios. 
Pronto, esta semana isto não correu lá muito bem, mas na próxima será melhor.