sexta-feira, 8 de janeiro de 2016

O feitiço contra o feiticeiro

Ontem, por mero acaso, vi o debate entre Sampaio da Nóvoa e Marcelo Rebelo de Sousa. Não me surpreendeu o facto de Marcelo ter sido cilindrado por Sampaio da Nóvoa que colocou a nu todas as fraquezas ( não me refiro apenas às contradições) do candidato que Passos Coelho e Portas foram obrigados a engolir.
O que me surpreendeu foi  o contraste entre a postura serena de Sampaio da Nóvoa e o descontrolo total de  Marcelo. É verdade que o professor  nunca gostou de ser contrariado e já no tempo da Faculdade reagia mal quando se sentia acossado, mas pensava que a tarimba política lhe tinha dado alguma frieza, mas foi demasiado notório ao longo do Marcelo não está minimamente habituado a ser confrontado e se descontrola quando é sujeito ao contraditório. Este descontrolo é muito desaconselhável a um PR que garante ir exercer o seu mandato com base na conciliação.
Animado com o debate de ontem, hoje decidi ver o confronto de Marcelo com Maria de Belém.
Os primeiros minutos quase me levaram a mudar de canal, pois o estilo peixeirada ameaçava perdurar. Maria de Belém tentou seguir a mesma estratégia de Sampaio da Nóvoa mas, obviamente, ficou muito aquém do ex reitor.
Maria de Belém tem alguma tendência para deixar fugir o pé para o chinelo e também tem alguns pontos fracos que Marcelo soube explorar. De qualquer modo ficou claro que Marcelo não resiste a um confronto e perdeu claramente ambos os debates.
Se em Portugal os debates servissem para ganhar eleições, Marcelo teria perdido qualquer hipótese de chegar a Belém, depois da prestação nestes dois debates.
Ironia do destino, seria caso para dizer que a mesma televisão que durante décadas lhe granjeou a fama e a notoriedade suficiente para se candidatar a Belém, lhe retirou a hipótese de lá chegar em apenas 24 horas

Empresários e patrões

O que distingue um empresário de um patrão?
Os empresários aceitam as regras do jogo e procuram adaptar-se às circunstâncias. Já os patrões, protestam contra tudo o que possa por em causa uma ínfima percentagem dos seus lucros. São contra o aumento do salário mínimo, a redução do horário de trabalho ou a reposição dos feriados, porque olham para os trabalhadores colaboradores como escravos que devem estar muito agradecidos ao patrão por lhes proporcionar a oportunidade de ter um posto de trabalho, nem que seja a troco de um salário de miséria.
É só por isso que tendo gostado de ler este post, sou obrigado a discordar do António, quando chama empresários a estes  jagunços

A pior notícia da semana

Esta  primeira semana de 2016 não foi muito auspiciosa no concernente a boas notícias. Sinceramente, entre a experiência nuclear da Coreia do Norte e a tensão entre a Arábia Saudita e Irão ( com os consequentes contágios já visíveis), não sei qual escolher para pior notícia da semana no âmbito internacional .
A nível interno, a escolha é bem mais fácil. Entre a eleição de um Cavaco II, no dia 24, ou a péssima prestação do meu FC do Porto, não tenho dúvidas. É que ter Marcelo em Belém, apesar de ser mau, sempre é melhor do que manter lá Cavaco, mas ver o meu clube três anos sem ganhar nada, é algo que já não me lembro de ter acontecido e para a qual não estou preparado. E, já agora,  deixem-me acrescentar que apesar de estar farto de Lopetegui, preferia que ele ficasse até final da época e depois, então, entregar o comando da equipa a Villas Boas ou Marco Silva.