quarta-feira, 28 de dezembro de 2016

Salário mínimo: vamos a contas?

Não vale a pena andar com paninhos quentes a contornar a questão e a tentar encontrar justificações para a   diminuição da TSU , referente a trabalhadores que sejam contratados. Tratou-se de uma cedência do governo, para conseguir o aval dos patrões e isso não me deixa tranquilo em relação a futuras cedências.
Daí a armar um escarcéu, como fez Heloísa Apolónia, vai uma grande distância.
Em minha opinião, o mais importante foi conseguir aumentar o salário mínimo em 27 euros, o que vai melhorar ( ainda que poucochinho) a vida de meio milhão de portugueses. É verdade que 6,7 euros vão ser pagos por todos nós, mas isso é uma gota de água no orçamento de cada um e, a verdade, é que pode ter retorno, pois  havendo criação de emprego  aumentam os descontos para a segurança social.
Dito isto, espero que a redução da TSU  não se torne regra, quando houver aumento do salário mínimo.
Resta-me acrescentar que fiquei mais escandalizado ainda com a reacção de alguns patrões ( nomeadamente na área da restauração) que logo aproveitaram o tempo de antena dado pelas televisões para fazerem ameaças de despedimentos, porque os seus estabelecimentos não aguentam um aumento de 20€ por trabalhador.
Seria ridículo, se não fosse nojento!

3 comentários:

  1. Heloísa Apolónia não tem a noção das distâncias. Ou tem e apenas pretende dizer coisas.

    Também espero "que a redução da TSU não se torne regra".
    A ver vamos.

    O importante é que na realidade houve uma melhoria, ainda que não muito acentuada, para os trabalhadores.

    O patronato só vê o lucro e apenas olha para as suas contas bancárias e para os seus interesses.

    Permito-me sublinhar: "Seria ridículo, se não fosse nojento!"

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  2. Por parte dos patrões é nojento mesmo. Espero que não seja uma procissão que inda vai no adro.

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  3. "Quem não chora não mama" foi a expressão encontrada por um distinto senhor dr., presidente de câmara, ex-notário, de cuja identidade guardo sigilo, para dar ênfase a um seu pedido, por ofício, junto da Administração Central.
    Ora bem, a "feira de gado", onde as licitações parecem fazer-se com o pregão "quem dá menos" a (des)concertação social acentua-se. Mas parecem-me despropósitos, do outro lado, as propostas de aumento dos dias de férias.

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