sexta-feira, 30 de dezembro de 2016

Prioridades

Entraram em vigor, há  dias, novas regras no atendimento público. Nada tenho contra as prioridades estabelecidas pelo governo ( grávidas, pessoas acompanhadas de crianças até 2 anos, portadores de deficiência ou incapacidade física igual ou superior a 60% e  idosos) mas ainda não percebi como se arrumam estas prioridades entre si.  Também não me parece que a condição de grávida, incapacidade, ou idoso, deva ser considerada como prioridade tout court.  Parece-me mesmo descabelada a aplicação de uma multa até 1000€ aos infractores.
Reúno duas condições para atendimento prioritário ( incapacidade de 90% e idade superior a 65) mas pela minha parte podem estar descansados, porque só em caso de emergência irei invocar a lei para passar à frente de toda a gente.

5 comentários:

  1. Discordo igualmente da coima, e depois aquela das pessoas de mais 65 anos...pedem o CC? E como se avalia a percentagem da invalidez? As pessoas terão de andar munidas de um papelucho?
    Sobre isto há um texto interessante do H M B F do blogue Antologia do Esquecimento:
    A Lei Assegura Que Somos Civilzados

    Muito bem, somos um país civilizado com legisladores hiperactivos. Agora coloquem-se atrás de um balcão com uma fila de gente à vossa frente. E tentem decifrar quem tem mais de 65 anos, qual a percentagem de incapacidade do jovem com muletas, se aquela senhora está grávida ou é gorda, se a criança ao colo do pai é de colo ou é de mimo. Tentem decifrar e depois ensinem-me a ser civilizado, porque nada na lei garante que eu seja perspicaz.

    ResponderEliminar
  2. Por vezes tenho a sensação de que os legisladores não têm a noção do que fazem.
    Este é um exemplo flagrante de como, do nada, se pode criar uma confusão enorme nos locais de atendimento.

    E lá vamos todoscom o CC em punho, ou com a certidão de incapacidade devidamente emitida por uma junta médica e, desculpará Carlos, a certificação de que uma barriga não é mais que uma almofada.

    É inegável a inoportunidade desta lei. E como se não bastasse os seus efeitos nefastos, vem com um apêndice: a multa.
    É caso para dizer que não havia necessidade.

    Bom ano, meu caro.

    ResponderEliminar
  3. Carlos, Como sempre tudo se resume ao bom senso e às boas maneiras...
    Há de tudo: pessoa que aproveita o estacionamento de deficiente, grávida que vai para uma fila não prioritária, pessoa que leva criança de colo emprestada para passar à frente na fila (já assisti!), pessoa que acha que por só ter uma comprinha pode passar à frente.....há milhares de combinações possíveis/impossíveis.
    Bom senso é o que se pode desejar.
    bjs!

    ResponderEliminar
  4. Outro dia, pela primeira vez na vida, uma garota deu-me lugar o metro. Fiquei toda contente.

    ResponderEliminar
  5. há dias em que nunca mais serei atendido se cada velha que chegar me passar à frente no supermercado. E depois há de tudo, as que estão realmente frágeis e as que só nos nos fazem perder o nosso tempo porque não têm pressa e que são elas tão egoístas como os que não dão a vez às outras, às frágeis.

    Como aquelas que se vão chegando e depois se armam em espertas e nos dizem, ai não reparei que o senhor estava à minha frente. Pois não, sabes é muito, mas eu também e tu não estás nem coxa, nem doente, estás só armada em parva.

    ResponderEliminar