domingo, 4 de dezembro de 2016

O grilo



Saiu da discoteca às 4  da manhã. Conduziu em silêncio durante os escassos quilómetros que o separavam de casa, dando repouso ao aparelho auditivo, sujeito a uma overdose de decibéis durante várias horas. 
 Quando se deitou ainda ouvia ao longe: Pum Pum. Pam. Pam, Pum
Fazia um esforço para adormecer, quando começou a ouvir o canto de um grilo. Levantou-se. Tentou localizar a origem do Cri. Cri.Cri. Em vão. A muito custo, lá conseguiu pregar olho.
Pela manhã, comunicou a sua irritação aos amigos. Depois do pequeno almoço, desapareceu. Regressou duas horas mais tarde. Vinha ufano.
- Já matei o grilo. Que barulho irritante  fazia aquele fdp! Aquele cri cri cri é mesmo insuportável!
( Não só podia ter acontecido, como aconteceu. Aqui, nesta pacata aldeia beirã)

4 comentários:

  1. Se bem prometeu melhor o cumpriu, Carlos.
    Cá está a história que se passou na Aldeia de Talasnal, no Concelho da Lousã.
    Esse 'grilo' que o rapaz tanto cismou, cá para mim só existia na cabeça dele, depois da barulheira ensurdecedora ouvida lá na discoteca. Com tanto grilo por aí (lá) como é que ele sabia que tinha morto o certo? ehehehe

    Assim, se criam as lendas...:)

    Boa semana, Carlos.

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  2. Só podia estar a gozar... pobre grilo. E não lhe deu para matar os DJ(s) da discoteca?...

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