segunda-feira, 19 de dezembro de 2016

Memórias em vinil (21)


Confesso que quando vi este disco na minha arca musical, fiquei um pouco atónito. Lembrava-me bem da capa, tinha uma vaga memória da canção, mas sobre Michel Polnareff nada sabia. Nem sequer de outras canções interpretadas por ele. Fui à Wikipedia e nenhum dos títulos que lá aparecem me diz seja o que for. Fui ouvir este disco e pronto
Porque a época é de amor inicio a semana  com uma canção dengosa à "pimba".
" Love me Please Love me" (1966)  não é uma xaropada intragável, mas anda lá perto. É uma pimbalhada. Lembro no entanto mais uma vez os meus leitores, que esta rubrica não pretende trazer aqui apenas canções de que todos se lembram. Bem pelo contrário. O objectivo é recordar canções que foram sucessos ( e depois de ouvir esta canção recordei-me que teve realmente muito sucesso) e hoje estão praticamente esquecidas. Sem esquecer, no entanto, aqueles temas imortais que atravessaram várias gerações.
AVISO: As cachopas que aparecem no vídeo em biquíni, sem que se perceba o propósito, são competentes



7 comentários:

  1. Carlos, pimbalhada ou não, olhe que gostei da canção e imagino os “jovens” de todas as idades a dançar na penumbra de um qualquer lugar. : )))

    Uma melodia para constituir família.

    Recordo-me deste cantor português muitíssimo popular na comunidade portuguesa.. Vinha todos os anos ao Canadá e enchia as salas dos clubes portugueses. Era adorado, idolatrado!! Não havia melhor! : ) Cantava canções pimbas de acordo com os gostos dos mais intelectualizados. : )) Nunca fui a nenhum dos seus concertos.

    Um ano, em que passava férias em Portimão, este cantor foi participar numa festividade qualquer de rua, não me recordo exatamente onde mas sei que era perto de Portimão. Peço a uma amiga para ir comigo. Queria muito ver o cantor de perto. Tinha mesmo curiosidade. Esta amiga não podia acreditar que eu gostasse de música pimba... que não ia, que não queria perder tempo, que..... Foi um pouco difícil convencê-la. Suspeito que estava com receio de encontrar alguém conhecido. Seria uma vergonha!!! Ah ah. Fui, vi, ouvi e gostei!! Evidentemente, que já estava familiarizada com algumas das suas canções.

    E agora para me lembrar do nome dele, tive que consultar o google, escrevendo: canção portuguesa “arranha-me”... (que acabou por ser “.... me arranha”.) Saberá a que canção me estou a referir???

    Taras e Manias de Marco Paulo!!!

    Sou de opinião de que, quer admitamos ou não, há sempre uma canção considerada “pimba” que gostamos, que nos faz bem, que nos dispõe bem.

    Tb oiço Vivaldi, Bach e Chopin... e os Celtic Thunder. : ))))

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    1. A Catarina tocou no ponto certo. É isso mesmo que eu tento demonstrar com esta rubrica. Todos nós tivemos o nosso período pimba. Depois achincalhamos os outros, porque esquecemos que em miúdos vivemos momentos felizes a ouvir canções que estiveram nos tops, mas não têm qualidade nenhuma Por acaso esta canção não me diz nada mas há outras bem piores ( a que publicarei esta noite, por exemplo) que associo a momentos felizes da minha vida.
      Também não gosto de Marco Paulo, Emanuel ou Tony Carreira mas eles não são mais pimbas do que alguns cançonetistas da época, como Roberto Carlos, cujas músicas eu não só dançava como cantarolava. Um dia destes ainda vou escrever um post sobre esta temática.

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    2. Ah, é verdade... não conheço essa canção. Do Marco Paulo, à primeira vista só me lembro do "Eu tenho dois amores" :-)

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    3. Carlos, o Roberto Carlos fui ver há talvez uns 10 anos. O bilhete foi mais caro do que aquele que tinha comprado um ou 2 anos atrás para vê e ouvir o talentoso e grande borracho bon jovi! :)

      Não acredito que haja uma mulher que não tivesse gostado de ouvir Roberto carlos.

      Vou aguardar, com ansiedade!, o post desta noite. :) :)

      Catarina

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  2. Nunca tinha ouvido a canção ou visto este vídeo. Achei engraçado porque a técnica era muito "à boca de cena". As garotas são bonitas e isso, mas parecem um quê deslocadas. O jovem tem boa voz, choraminga com algum jeito. As imagens são fortemente datadas e pouco intemporais. Mas quem pensa em intemporalidade nestes anos?!

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  3. Eu acho que sou alguém. Eu não considero esses momentos pimba. Foram dos mais sinceros e puros da minha vida. Se a nossa informação nos remete para os brasileiros ou para os anglicanismos os franceses prezam a sua história e o homem ainda hoje mexe, mais que a cara de bufa do Mccartey https://fr.wikipedia.org/wiki/Michel_Polnareff

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