terça-feira, 20 de dezembro de 2016

Gente fina é outra coisa!




Christine Lagarde, a dama de preto que chegou a presidente do FMI porque alguém decidiu tramar Dominique Strauss Kahn com uma história muito bem enjorcada, sobre assédio sexual, foi acusada de negligência por um tribunal francês.
O caso remonta ao tempo em que Lagarde era ministra da economia de Sarkozy. A agora presidente do FMI terá lesado  os cofres públicos franceses em mais de 400 milhões de euros que, por alegada negligência da então ministra  foram parar aos bolsos de Bernard Tapie.
Face à condenação do tribunal, seria admissível que Lagarde fosse afastada do cargo de presidente do FMI, mas tal não deve acontecer, porque o tribunal que a julgou foi criado especificamente para julgar ministros e ex-ministros por erros cometidos durante as suas funções, mas não tem poder para aplicar penas. Logo, Christine Lagarde foi acusada, condenada, mas prosseguirá a sua vidinha de trafulha, negligente, distribuindo dinheiro  pelos amigos e tomando medidas que condenam à miséria milhões de pessoas em todo o mundo.
Gente fina é outra coisa. Pode roubar à vontade, que nada lhe acontece. A não ser que apalpe e tente fornicar uma empregada de hotel, claro.
Cada vez me sinto mais tranquilo com a dignidade e transparência que as mulheres  trazem à política.

6 comentários:

  1. Nem sequer no seu registo criminal tal situação vai ficar registada.

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  2. Desculpem,mas não resisto a citar um adágio minhoto: quem tem uma vagina,tem uma quinta!

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  3. Até gostei do post - em parte porque detesto essa dama muito in e, aparentemente, insensível aos problemas do povo em geral. Tem olhar arguto e falso, não é de fiar.
    Mas a sua última frase merece-me uma observação. Note que não significa que discorde, algumas mulheres - não todas - estão na política "à homem", o que tem a mesma graça de um travesti, não é uma coisa nem outra, mas uma terceira que tem algo de postiço. E sabe por que acontece? Por serem tão poucas as mulheres na política que se sentem - se lá chegam - na obrigação de vencer. E depois, em vez de serem elas, não; desatam a copiar comportamentos masculinos, porque os homens sim, são bem aceites e resultam. Isto é o que me parece.
    Mas além disso, a Lagarde é parva por natureza e feitio.

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    1. Portanto, as mulheres quando são venais, trapaceiras, autoritárias e mentirosas estão a imitar os homens, porque se fossem elas próprias, deduzo do seu comentário, seriam flores a distribuírem justiça, boa-vontade e paz na terra.

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    2. Portanto Bea é sexista, pois acha que uma vagina dá qualquer vantagem às mulheres, que só se portam mal para vencer num mundo de homens. O de Bea é um sexismo tão mau como o machismo, mas as pessoas não pensam. Igualdade, é igualdade, não é essa conversa rançosa, que milhares de Cristas, Merkels, Lagardes e Tatchers todos os dias desmentem.

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  4. Concordando com o retrato feito à Lagarde e possivelmente até eu carregaria mais nas cores, não posso, no entanto, deixar de notar alguma misoginia agravada a partir da última observação do Carlos.

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