terça-feira, 15 de novembro de 2016

Trumps há muitos! Cadê os outros?



Toda a gente sabe que Trump é um troglodita. Embora me custe aceitar a forma exacerbada, por vezes insultuosa, como as pessoas reagem a quem procura manter alguma calma e chamar a atenção para as causas de hoje estarmos a lamentar a eleição de Trump, compreendo alguma histeria e falta de educação que grassa por aí.
Só lamento é que a maioria dos indignados ( talvez devesse escrever indignadas)  não tenha reagido de forma tão virulenta às afirmações de  Rodrigo Duterte, presidente das Filipinas, que quer matar 3 milhões de traficantes de droga, tendo dado ordem à polícia e incitado os toxicodependentes a proceder  ao massacre.
Ah, bom as Filipinas são um país sem peso político, é uma coisa entre eles?
E se eu der o exemplo do ministro japonês que  não teve qualquer rebuço em afirmar que idosos doentes devem morrer depressa para não prejudicarem a economia?
Este já vale? Ou embora reconhecendo que tem mais peso, dirão que fica lá nos confins da Ásia, por isso também não merece uma petição pública a reclamar a sua destituição?
É neste momento que eu me lembro daquele poema do Brecht que não é do Brecht e encontro mais uma explicação para  Trump ter chegado à Casa Branca. 

12 comentários:

  1. O mundo está cheio de gente odienta, sem respeito pelo próximo nem altruísmo. Mas o demérito de uns não retira o demérito de outros. O julgamento é sempre individual.

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  2. Há diversas versöes do poema aqui referido, mas uma delas é mesmo do alemão.

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  3. Não sei se essas são notícias recentes ou não. Não tinha conhecimento. Tenho estado focada há meses nos Estados Unidos. Não sei o que se passa pelo resto do mundo. Terá a distância alguma coisa a ver com toda esta ignorância (absolutamente inaceitável, confesso?)

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    1. São recentes, sim, Catarina. Duterte foi recentemente eleito e o ministro japonês disse isto já este ano.

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    2. Reajo de forma “virulenta” quanto ao presidente das Filipinas e ao ministro japonês, agora que me deu a conhecer.
      Estou a ver que isto é uma questão de distância... ficam lá nos confins do mundo estes dois países... só pode!! A acrescentar que não são notícias que sejam bombardeadas pela comunicação canadiana e americana. Dão a notícia uma vez e quem não a ouviu que a ouvisse. : )))
      Que os blogues me salvem da minha santa ignorância!

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    3. Por aqui passa-se mais ou menos o mesmo em matéria noticiosa, Catarina.

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  4. Afinal o da "peste grisalha" é um rapaz moderado e de esmerada formação.

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  5. E se eu disser que Duterte é um herói entre os filipinos que aqui vivem em Macau, Carlos?!
    Não é de arrepiar? :(

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    1. Não sei muito sobre a política filipina, mas conheço muitas famílias e crianças filipinas. As crianças são bem educadas, inteligentes, trabalhadoras e bem comportadas. As famílias são bem educadas, inteligentes, trabalhadoras e valorizam muito a educação dos seus filhos. Grande parte dos imigrantes filipinos dedicam-se aos serviços prestadores de cuidados de saúde e pessoais.

      Tenho de "estudar" o senhor Duterte!

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    2. É mesmo arrepiante, Pedro, mas eu percebo ( e creio que o Pedro ainda melhor) a razão de os filipinos que vivem em Macau verem Duterte como herói. É urgente que a esquerda do croquete e do gin, em vez de se indignar, compreenda as causas que levam o povo a apoiar ditadores.

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    3. É verdade, Catarina. Os filipinos são um povo super simpático, que tem sofrido horrores e quase sempre vivido sob o poder de ditadores.

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  6. Como diz o nosso amigo Pedro Coimbra, onde assino????

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