quarta-feira, 30 de novembro de 2016

Memórias em vinil (8)

Bem, este tema ( topem só como a capa do disco está estragadinha, a denunciar o uso...) nem precisa de apresentações.
Aproveitem esta noite para o ouvir muitas vezes e associar a teoria à prática. Aproveitem,  porque  amanhã  é feriado. E muito especial, porque os pafiosos nos tinham roubado este.
Desfrutem então uma noite bem (des)cansada  na companhia da Jane Birkin, do Serge Gainsbourg e, porque não, das vossas recordações do Verão de 69. E dos anos seguintes...


6 comentários:

  1. Depois do "Oh Lady" só podia vir esta por associação de ideias. mas esta suplantou tudo.
    Abaixo os Miguéis de Vasconcelos e viva a nossa independência ,que é cada vez menor. Só pode estar em nós.

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    1. Assim é que é, Anphy. Honrar a liberdade.
      Viva a restauração da democracia! Mesmo que a medo. Mesmo que com pinças. Mesmo que com muito erro à mistura. Ainda assim é preferível a aliança inédita de três partidos de esquerda à da direita bafienta e sufocante.

      que raio é isso de oh lady que nunca ouvi em lado nenhum (está certo, oiço pouco e até já oiço mal).

      Pois, que o seu dia seja um dia bom, mesmo que não saia de casa que o tempo não está para isso. Enfim, li algures e também me contaram que os povos mais a norte se borrifam no clima e vão a todo o lado (grande coisa, se não fora assim autosequestravam-se em casa).
      Viva! Pelo menos há um luxo a que nos damos e que a eles está vedado.

      A liberdade interior é sempre nossa, Anphy. Sempre. Quer dizer, de certeza, até à morte. E tem vezes - e pessoas - em que é mesmo a única que existe. E vai-se por esse caminho, andando, andando sempre, que é sem fim...

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    2. Bea, estava inspirada. Comoveu-me. Eu sei que escreve bem. e Quem passou pelas coisas escreve e sente melhor. Que seria de nós se não fosse a Liberdade de estar fechada num quarto dentro duma cama...? e...

      Da "Oh Lady" o Carlos falou dela nas "memórias de Vinil(7), no dia 28.11.2016. também era dos "chats Sauvages" e na voz de Dick Rivers. A menina ainda era uma criança, mas nessa altura já pôs muita gente a suspirar.
      Vale a pena ouvir no seu verdadeiro som:


      https://www.youtube.com/watch?v=p-7P1Shx0ho

      Um dia livre para si. Biépi. Já sabe que "não há machado que corte a raiz ao pensamento"..,

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    3. Eu não acredito que esta seja uma das suas canções preferidas:), suspirou com uma coisa tão cheia de requebros?! Humm. Mais vale suspirar de tudo e nada.
      Não é inspiração Anphy, é um sentimento de dignidade nacional - e até amor ao país - que entendo recuperado com a reposição dos dois feriados. Eu estava ofendida e desagravei. É só.

      está fechada num quarto dentro de uma cama...?

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  2. Não faço ideia que raio aconteceu nos anos 69. Vamos lá ver, eu teria...uns quinze anos. Que é que me aconteceu aos quinze? Um ano normalíssimo de crescer se não fora uma doença muito incómoda que soprou a minha vida e a mudou quase por inteiro. A partir da segunda metade, tornou-se insuportável. Quanto ao disco: ainda tive tempo para ouvi-lo em casa de uma colega de escola que mo apresentou como o último grito de França (mas eu nem tinha ouvido gritos de lado nenhum) e lembro-me que ela o levava para os tais bailes de garagem onde não fui (o que eu perdi, ninguém ia mesmo dançar comigo que era feia, magríssima e nem sabia mexer os pés). Em sua casa, a nossa preocupação foi a tradução do título que nos parecia contraditória e ficámos a empreender naquilo até desistirmos que eu tinha muito trabalho à espera e pouco tempo para traduções musicais. Aquilo tinha uns gemidos que não entendia de todo, embora a gemibunda me parecesse linda de morrer; a minha colega retorquiu-me que, dançando, faziam muito efeito.

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