sexta-feira, 25 de novembro de 2016

Memórias em vinil (5)



Nunca fui um grande fã desta italo-francesa nascida no Egipto. Confesso, mesmo, que não sei as razões de este disco ter chegado à minha discoteca, pois quando me falam de Dalida, a canção que de imediato me vem à memória  é"Gigi l'amoroso"- que não consta deste álbum. 
Concorrente ao Festival de SanRemo em 1967, com Luigi Trenco, Dalida viveu nesse dia uma experiência amarga. Incapaz de aceitar a rejeição do júri ao tema "Ciao amore Ciao" que ele compusera, Luigi Trenco suicidou-se no quarto do hotel onde ambos estavam hospedados. Ironias do destino, "Ciao amore Ciao" viria a ser um sucesso estrondoso.
Dalida, desgostosa com a morte do seu companheiro, ensaiaria uma tentativa de suicídio um mês mais tarde. Não concretizou os seus intentos,mas mais dois homens da sua vida acabariam por se suicidar.  Ela própria viria a suicidar-se também, em 1987,  mas o pouco entusiasmo que tenho  por Dalida nada tem a ver com esse triste facto, mas sim com a sua voz. Embora sensual, nunca fez vibrar os meus sentidos, nem sequer me fez pele de galinha.
Uma vez que nenhuma das canções deste disco de 1961 me entusiasma ( "vingt quatre mille baisers" foi um sucesso estratosférico)e não quero correr o risco de  deixar alguns leitores deprimidos durante o fim de semana, se  escolher "Ciao amore Ciao", optei por trazer aqui um sucesso de Dalida de 1974  que por acaso até considero interessante.  Além disso, a letra faz mesmo lembrar fim de semana. Por isso, além de boa noite, desejo-vos também um excelente FdS. Divirtam-se com boas músicas.

1 comentário:

  1. Lembro-me de uma canção de nome j'attendrais. Começava "J'attendrais le jour et la nuit játendrais toujours...". O que me chamava era aquele francês à Mário Soares. Sim, acho que lhe achava graça.

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