terça-feira, 8 de novembro de 2016

Durmam tranquilos

A única certeza que tenho sobre as eleições americanas, é que amanhã o mundo estará pior, porque a maior nação do mundo ( e, possivelmente, a que  tem mais ignorantes por metro quadrado) irá escolher para a Casa Branca um louco ou uma idiota útil.
A histeria a que se chegou na facecoisa, a propósito das eleições americanas não é surpreendente, mas um bocadinho preocupante. Sei perfeitamente que Hillary é diferente de Trump, mas se ela ganhar não vou abrir garrafas de champagne. E muito menos respirar de alívio. Lamentarei apenas, uma vez mais, que tenhamos chegado a uma situação em que as pessoas já se dão por satisfeitas porque um dos países mais poderosos do mundo vai ser governado por uma mulher medíocre. Estamos cada vez menos exigente,s e fruto disso, ninguém se admire se um dia destes chegarmos à ficção de Houellebecq em " Submissão".
Mas podem dormir tranquilos. O Apocalipse ainda não é esta noite. Mesmo que Trump seja eleito pelos americanos, por incrível que pareça, 2017 traz-nos desafios tão ( ou mais) perigosos para a Europa e para o mundo, como as eleições americanas. E não me refiro apenas à previsível chegada de Marine Le Pen ao Eliseu, nem ao crescimento da extrema direita na Europa. Estou também a lembrar-me desta terrível ameaça.
Durmam, pois, tranquilos. Enquanto podem. O pior ainda está para vir e, enquanto os destinos do mundo não forem definidos pela escolha entre o vencedor do Big Brother e o da Casa dos Segredos, ainda há esperança.

3 comentários:

  1. As ameaças
    são como as desgraças
    uma
    nunca vem só

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  2. Escolher o menos mau, Carlos.
    Será a menos má.
    Porque o alaranjado assusta-me.

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  3. É uma hora e dois minutos de quarta-feira. Há 5 minutos ainda não tinham contado todos os votos, mas prevem que terão Trump como presidente. OS comentadores da CNN estão estupefactos.

    Desliguei a tv. Quero adormecer com uma pequena esperança...
    Catarina

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