sexta-feira, 18 de novembro de 2016

A greve



Os funcionários públicos estão hoje em greve. Têm muitas razões para estar descontentes.
As carreiras estão praticamente congeladas há mais de 10 anos, a transparência dos concursos continua a deixar muito a desejar,os salários estiveram sempre a diminuir desde 2010, há desigualdades salariais dentro das mesmas categorias, os horários de trabalho são diferenciados e foram, durante quatro anos, os bombos da festa sempre que se falava em reduzir a despesa.
Há no entanto uma grande diferença entre a justeza de uma greve e a sua oportunidade. E não me parece oportuno marcar uma greve poucas semanas depois de os funcionários públicos terem recuperado os salários que o governo anterior lhes tinha extorquido.
Ainda não sei se a adesão foi elevada, mas arrisco dizer que, apesar de ser sexta feira, terá sido a mais baixa dos últimos anos.
Seja qual for a adesão, Ana Avoila bem pode limpar as mãos à parede. Hoje os funcionários públicos queimaram um cartucho das escassas munições que têm para demonstrar o seu descontentamento ao patrão.
Tudo ( incluindo o bom senso) aconselhava que a greve só tivesse lugar em 2017. Exigir um aumento de 4% neste momento é absolutamente irrealista e despropositado. Os funcionários públicos vão, uam vez mais, ser vítimas da sede de protagonismo de uma dirigente sindical que já deu sobejas provas de falta de sensatez e perspicácia.

5 comentários:

  1. Fala-se de Ana Avoila, está tudo dito.
    A greve peca, na realidade, por extemporânea.

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  2. E uma grevezita à quarta feira é para quando, D. Avoila?
    Sempre à sexta, sempre à sexta......, já chateia, sempre o mesmo.

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  3. Concordo consigo. Acho essa senhora muito espevitada, algo convencida e parece ter a trágica ideia de que um sindicalista tem de estar pronto para a pedrada a todo o instante. Resumindo: é pessoa pouco sensata. Isto apesar de ter olhado de repente para a foto e ter pensado que, ora esta.

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  4. Concordo inteiramente. Acho uma greve despropositada e fora do tempo. A D.Avoila só deseja protagonismo.

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