sexta-feira, 14 de outubro de 2016

Toma e embrulha!

"Nenhum poeta grego, de Homero a Píndaro, teria estranhado este Nobel. Teriam estranhado - isso sim - o facto de acharmos normal chamar «poesia» a palavras isentas de música. Um poema, na Grécia, era por definição uma canção. Um poeta era por definição um compositor-cantor. Só que há palavras e palavras; e música e música"
(Retirado do mural de Frederico Lourenço)

Ontem eu disse isto por outras palavras, mas assim escrito fica bem melhor e mais clarinho.

12 comentários:

  1. O Carlos continua a defender o Bob Nobel com unhas e dentes, o que é absolutamente legítimo.

    O escritor americano Gary Shteyngart e eu compreendemos completamente o comité do Nobel — ler livros de escritores com mérito é difícil.

    Um olhar da sua amiga, não cortesã, mas sim, elitista.

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    1. Este comentário foi removido pelo autor.

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    2. "Ler livros de escritores com mérito é difícil". Aqui está uma frase de que não discordo, mas também não posso concordar, porque não sei o que é isso de " escritores com mérito". O Vilhena, por exemplo, tinha mérito, Teresa?

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    3. Hoje chega às livrarias o novo título de um autor português de grande mérito.

      A maneira como o Bob Dylan está a reagir à celeuma tão rasca de ambos os lados, agrada-me. Um tipo com carácter.

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  2. Ele que conhece a língua grega clássica, como ninguém, acredita na sua existência, que o traduziu para a nossa língua, como ninguém seria capaz, que tem uma cultura extraordinária, desde a Música à Literatura a sua opinião vale até mais do que de alguns membros da Academia. Agora encontra-se a traduzir a Bíblia, dos textos originais gregos e a dar o tempo correcto aos verbos e a esclarecer muita coisa. É uma tarefa Hercúlea que durará até 2020. O primeiro volume, dos quatro evangelistas, já foi publicado o mês passado.

    Já agora, também há um escritor português que não se sentiu ultrajado. MEC publicou uma linda crónica no Público.

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    1. Partilhei essa crónica do MEC no FB. E também registei que Mario Cláudio se juntou a Alice VIeira no apoio à candidatura de Quim Barreiros. Certos elitismos tornam-se tão rascas que até dói.

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    2. No programa "O último Apaga A luz" na RTP3 a Inês Pedrosa também disse que se ia candidatar aos Grammies, mostrando total desconhecimento até das letras de Dylan. Gaita! Um comentador deve ir informado para os programas. Hoje já mandei uma pancada valente sobre o programa "Política Sueca". Foi um nojo! E eu que tinha posto tantas esperanças na RTP3 Para me ver livre da vendida SIC e na nojenta TVI, apetecia-me fazer como o Carlos, desligar de vez. mas eu só oiço um bocadinho à noite, ponho os auscultadores sem fios e estou aqui na net.

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  3. Há marcas intemporais, como as de Homero. Mas não é por isso que a poesia, que então era cantada, perde valor se não o é hoje; afinal passaram só uns vinte e tantos séculos. Os tempos mudam. Ou talvez não, foi premiado um poeta cantor. Como então. Tudo está bem. Nada de estranhezas, Píndaro e Homero não estranhavam. Vinte e muitos séculos passados eles são a nossa autoridade máxima. Ora aí está.

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    1. Uma celeuma ridícula, enquanto que o BOB DYLAN se está maribando para os defensores assim como para os contraentes. Ele está mesmo se maribando para o Prémio Nobel.

      Enquanto ouço TOGETHER THROUGHT LIFE, fico com a certeza, que o Nobel de Literatura vai para a minha favorita ou para o meu favorito.

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