quinta-feira, 27 de outubro de 2016

Those were the days (35)

 A publicidade ao tabaco deu-me uma grande lição: 
A publicidade é uma coisa boa, mas é melhor  não acreditar demalasiado nela


Há pouco mais de 60 anos, era eu uma criança, via bebés a fazer publicidade ao tabaco. Natural, portanto, que considerasse o cigarro uma coisa boa...


Já adolescente, este tipo de anúncios fez-me
 acreditar  que  fumar era chic, sexy e "de Homem".
Foi então que comecei a fumar


Pouco depois dos 40 começaram a dizer-me que afinal fumar não era chic. Era choque e matava. Mas de que valiam agora os avisos? Era tarde demais e continuei a fumar...



Já entrado nos 60, comecei a ver imagens destas nos maços de tabaco, mas nessa altura já eu fumava apenas cigarrilhas e não liguei. Continuei a fumar.
Faz hoje um ano, minutos antes de entrar para o hospital, pedi um cigarro. Foi o último. 
Não fiz esforço para deixar de fumar.  Nem deixei de fumar por causa da saúde. Apenas aconteceu. E digo ainda bem.
  

11 comentários:

  1. Acabo de ler um dos melhores libelos sobre o tabaco, e não só (those were the days). No dia 17 de novembro vou divulgá-lo na minha escola. Posso?
    Paulo Costa

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Claro que pode, Paulo. Muito me honra com isso. E se indicar a fonte, com link e tudo, pode ser que o CR ganhe alguns leitores. Às vezes, aqui, também se dão bons conselhos noutras matérias, como ambiente e consumo, por exemplo...

      Eliminar
    2. Obrigado. Indico o autor e o blogue (com URL): provavelmente farei um prospeto ou um cartaz.
      Força, venho aqui às vezes, parabéns pelo estaminé.
      Paulo Costa

      Eliminar
    3. Se fizer o flyer ou o cartaz, pode enviar-me por mail para eu ver?

      Eliminar
  2. Faço minhas as tuas palavras. Com uma ressalva, pois eu tive que fazer algum esforço para largar o maldito cigarro.

    ResponderEliminar
  3. Pode crer Que há um ano e pouco mais e pouco menos, o Carlos me fez chorar muitas lágrimas. Mesmo sem o conhecer, pessoalmente, foi um choque que não esperava ter. Não sei se chorava por si se chorava por mim. E como amanhã também vou a uma revisão já estou a chorar outra vez. Não gosto de ir ao "On the Rocks" porque vejo lá sempre a imagem do vídeo "Adieu".Ainda hoje não sei qual foi o problema, mas continuo a dizer-lhe que que nunca mais me esqueci do "Rio de Pedra" e acredito que vai lá voltar se quiser. tenho a impressão que quem o operou é que está mesmo a acabar. mas isto é apenas a minha percepção extrassensorial.
    Fez no dia 21 de Abril 14 anos que nunca mais fumei um cigarro. O último foi depois do almoço. nessa altura era o único prazer que tinha, porque tinha a minha mãe acamada. Também não me custou nada, bastou mentalizar-me. Tive apenas uns dias que não sabia com que ocupar a mão. Hoje nem o cheiro me incomoda e até sinto pena quando vou a qualquer lado e vejo os condenados de Alcatraz, à porta dos empregos, ou nas explanadas ao frio, por causa dum vil cigarro.

    ResponderEliminar
  4. Tive pena de nem com zoom nem com lupa conseguir ler as mensagens todas. Mas acho que a primeira imagem e a segunda são mesmo diabólicas de tão sugestivas, as outras não incomodam ninguém.

    ResponderEliminar
  5. Que estranho ver bebés a publicitar marcas de tabaco. Nunca vi, e acho horrível, Carlos.
    Ampliei a foto mas mesmo assim não consegui ler as letrinhas.
    O cigarro também me fez companhia durante mais de trinta anos e não fosse o enfarte, talvez ainda hoje fumasse.
    Custou-me muito, mas ainda tenho o troféu da minha força de vontade: um maço de cigarros que comprei na manhã do dia 27 de Junho de 2012. De tarde fui para a urgência do hospital com uma forte dor no peito, sem força nos braços e coberta de suores.
    Entrei nos cuidados intensivos e só saí passados dez dias.
    Quando fui trabalhar e vi a minha secretária atulhada de documentos para dar despacho, as lágrimas correram-me pela cara sem que eu quisesse, pelo desejo de um cigarro...e tinha-os em casa! Foi difícil, foi, mas consegui.

    Um abraço. :)

    ResponderEliminar
  6. Deixei de fumar exactamente assim - antes de entrar para o hospital para uma cirurgia fumei um cigarro e atirei fora o maço de tabaco e o isqueiro.
    Já lá vão 10 anos.
    Hoje também há tabaco lá para as minhas bandas mas numa perspectiva bem diferente.

    ResponderEliminar