terça-feira, 18 de outubro de 2016

O trolha cientista

Quando o prazo da obra  lá em casa começou a resvalar e  me  apercebi que para além da semana extra, o sr. Justino se preparava para pedir mais uns dias, zanguei-me a sério. 
Compreendendo a minha irritação e- penso eu- já sem argumentos plausíveis para justificar o atraso, replicou: 
- O sr tem de compreender que a construção civil não é uma ciência exacta! Há imponderáveis com que temos sempre de contar.
( Foi assim que percebi a razão de Estado e autarquias aceitarem com tanta bonomia os atrasos nas obras públicas)

3 comentários:

  1. Cá por casa, com duas pessoas ligadas à engenharia civil, dizem eles que, muitas vezes, os ditos imponderáveis resultam de alterações contínuas dos projetos por parte do dono da obra. E refiro-me a obras públicas e respetivo estado.
    Não seria o caso do Carlos, decerto. :-)
    Devíamos desenvolver, todos, a política da exigência.

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  2. E ai de nós que vêm aí as Autárquicas! devia ter fornecido um algoritmo de cálculo ao sr. Justino. Se ele lhe mantiver o orçamento já não é nada mau. É que nas obras públicas pedem sempre mais qualquer coisa para fugir ao caderno de encargos e todos poderem ganhar mais por fora. E o pior ainda é as obras não ficarem em condições. Então nas estradas arruamentos e coisas semelhantes é uma desgraça.

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  3. E o Sr. Justino ensinou aqui a malta de Macau a dizer isso.

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