quarta-feira, 12 de outubro de 2016

Lisboa, não sejas francesa



Estava na minha barbearia habitual a cortar o cabelo, quando entrou um francês. Queria cortar  o cabelo, mas não deixou que lhe lavassem a cabeça.
Comentei com o sr Santos que nunca corto o cabelo quando estou de férias no estrangeiro e estranhava que um francês o fizesse aqui em Portugal.
Foi então que ele me disse que são cada vez mais os franceses que vão àquele salão. Não são turistas, mas sim residentes e já têm mais de uma dezena de clientes habituais.
Comentei que era bom para o negócio, mas o sr Santos não é da mesma opinião.
" Preferia que fossem portugueses. Tanto francês a vir para Lisboa viver não é bom, porque vai encarecer os preços de tudo. Eles que vão para a Argélia e para a Tunísia, onde se fala a língua deles".
Manifestei a minha discordância e critiquei a sua posição mas ele, do alto da sua sabedoria cinquentenária desarmou-me com esta tirada:
"Olhe que até a Amália já avisava que os franceses não eram boa rês. Lembra-se daquele fado Lisboa não sejas francesa?"

12 comentários:

  1. E o Carlos que é todo virado para a francofonia não soube contrapôr essa opinião do senhor Santos? Ah, pois, contrapôs, sim, o senhor Santos é que não se ficou!
    Quer saber o que penso? Se um cinquentenário tem muita sabedoria, um sexagenário tem muito mais...
    Valeu a discordância, pois voltei a ouvir esta bonita canção da minha adolescência.
    :)

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  2. E o Carlos que é todo virado para a francofonia não lhe soube responder à letra? Ah, pois, discordou, mas ele é que contrapôs.
    Quer saber a minha opinião? Se um cinquentenário tem muita sabedoria, um sexagenário tem muito mais...
    Valeu esta história discordante para poder voltar a ouvir a bonita canção da minha adolescência.

    "Lisboa, não sejas francesa
    tu és portuguesa,
    tu és só para nós..."

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    1. Esta agora!!!

      Tinha perdido o comentário, danada da vida lá o refiz como pude e ainda lhe acrescentei uns pozinhos e agora aparem-me os dois?
      Desculpe lá Carlos, mas vão ficar todos!! Para parecerem muitos, pois claro!!

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    2. * Aparecem-me...*

      Valha-me Santa Engrácia!! Bolas!

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    3. Já agora JaNITA SÓ chatear os ver compostos de "pôr" não levam acento. Pode chamar-me o que quiser que eu não me importo. Já agora tenho outra interpretação da afirmação do Carlos. Os 50 anos do Sr. Santos podem ser de profissão...

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    4. Anfitrite, não chateia nada, ora essa. Eu até gosto de aprender, sem qualquer tipo dessa coisa de gente que se melindra por dá cá aquela palha.
      Contudo, contraponho a sua afirmação Cara Anfitrite. No novo AO, o acento circunflexo foi abolido do verbo «Pôr» e compostos, mas eu que não aderi a essa modernice, continuo a usá-lo.

      De facto tem razão. Os 50 anos do sr. barbeiro podem ser de profissão e até é natural que o sejam, mesmo.

      Já agora (para usar a sua expressão) deixe que lhe lembre que esse tal cliente francês não era turista, era residente em Portugal...

      Um aparte: Quem será o vencedor do Prémio Nobel da Literatura? Eu voto em Mia Couto!!! :)

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    5. A Anfitrite quer que em Portugal se abatam os alemães. Os franceses também!?

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    6. JANITA EU SOU CONTRA O ACORDO. mas o "pÔR" sempre teve acento antes e depois do AO.E o verbos compostos de "pÔR" nunca levaram acento por exemplo: "Compor" "Propor", etc. Por é preposição.
      Quanto ao francês eu percebi perfeitamente, só quis salientar que eles não recebem bem os portugueses que la estão nem os que os visitam e ainda estava a fazer outra analogia: em mandar os nossos, mas não se aplicava, retornados para as colónias, não é que não gostasse.

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    7. Emita eu não quero matar nenhum alemão até porque eu sempre gostei de loiros de olhos azuis, como eu. E até afinava quando no BI punham, às vezes, olhos verdes (verdes só como os da Soraya). Eu quero é que os alemães não me matam. Apenas a avisei por causa da defesa que estava a fazer deles, ou de alguns. Por mais que blasfeme nunca deixará de ser portuguesa. É uma raça à parte e com tantos defeitos, mas com um rico coração mesmo que queira disfarçar. E, apareça mais vezes, não se sinta envergonhada pelo que os outros fazem.

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  3. Carlos o Sr. Santos tem razão. Eles nem lavam a cabeça para não gostar água e se calhar para não pagar mais. e sem sombra de dúvida que os turistas só nos encarecem a vida, além de ser melhor recebidos do que ele nos recebem.



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  4. Sabedoria de barbeiro, Carlos.
    Com quem o Carlos se foi meter!!! :))

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