segunda-feira, 3 de outubro de 2016

Caderneta de cromos (46)



Era sabido há muito que José Manuel Durão Barroso apoiava a candidatura da búlgara Kristalina e nem as suas declarações  de apoio a António Guterres, depois de Costa o ter defendido junto da Comissão Europeia, desvaneceu a convicção de que esse apoio se mantinha.
Sabe-se agora que o  eurodeputado Mário David, amigo pessoal de Durão Barroso ( dizem as más línguas que um dos responsáveis pela ida de Barroso para Bruxelas) andou a preparar a candidatura de Kristalina Georgieva  durante dois anos. 
Sabe-se ainda que Mário David participou em negócios pouco claros na Colômba que beneficiaram os seus sócios e o filho. Last, but not the least, Mário David está ligado a um caso de corrupção envolvendo compra de armamento alemão.
Mário David não tem estatuto para entrar nesta caderneta de cromos e até a vem conspurcar, mas  como em todas as cadernetas de cromos há um "carimbado", darei esse privilégio a este canalha.  Para que todos percebam que não há almoços grátis, mas há gajos  que são piores do que escumalha, cujos caminhos ínvios deixam perceber que a política se tornou uma pocilga.
Mas, é bom lembrá-lo, a culpa é de quem vota de acordo com as cores partidárias que defende, sem cuidar de pereber, um bocadinho que seja, quem são os bardamerdas dos candidatos.
E, por favor, não me venham com a frase demais estafada " é por isso que eu não voto".
Enquanto cidadãos todos temos o dever cívico de votar. Não podemos é fazê-lo com a mesma displicência com que preenchemos o boletim do euromilhões ou assinamos a ficha de associado da agremiação de lá do bairro, só para agradarmos a uns amigos.

3 comentários:

  1. O Durão Barroso também disse que apoiava António Vitorino à presidência da UE. Já se esqueceram como o ɯǝɯoɥ é peqqueno?

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  2. A resposta "é por isso que eu não voto", é do mais palerma que existe. Recusar um direito que tanto custou a adquirir e prescindir de exercer a parte ínfima de poder individual que em colectivo pode ser uma força, é obtuso demais.

    É verdade que algum conhecimento dos personagens que vão a votos ajudava. Mas também é verdade que se sabe apenas o que a tv e os jornais mostram. Para o povo são pessoas inexistentes até que concorrem a um lugar (quem é que sabia quem era Durão Barroso, por exemplo). Ou que existiam a preencher um outro lugar e de que se conhece apenas o nome.

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  3. Carlos, não tarda nada, nadinha
    Em vez de meter a cruz
    Fazem do voto uma raspadinha

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