segunda-feira, 31 de outubro de 2016

Em noite de Bruxas, todo o cuidado é pouco


Se esta noite virem duas abóboras  iguais a estas tenham cuidado!



Podem ser elas  a preparar alguma para vos tramar



Estes estão-se a rir à brava da última partida que elas pregaram



Não há geringonça que os extermine?

Eu quero lá saber se  tem pareceres jurídicos a dizer que não tem de entregar a declaração de rendimentos!
Se fosse Homem e tivesse dignidade, apresentava a declaração sem que lha pedissem. Ao recusar fazê-lo, invocando um parecer jurídico, reduziu-se à dimensão de homenzinho. Um vermezito à volta da gamela, como tantos outros que por aí pululam e a geringonça, em vez de exterminar, protege.

E se for verdade?

Há muita gente que considera Michael Moore um idiota e um fanático.
Pessoalmente, tenho grande admiração por ele, porque denuncia muitas coisas que as pessoas classificam como um exagero alarmista. Na maioria dos casos não são. De qualquer modo, espero que desta vez ele se engane.
Mesmo sabendo que Hillary é um enorme retrocesso em relação a Obama, pensar que Trump pode chegar à Casa Branca é aterrador!

Cristas, a pata choca e as licenciaturas

Eu ia escrever um post a condenar a atitude do adjunto e do chefe de gabinete que aldrabaram o seu curriculum, inventando licenciaturas que nunca obtiveram.  Obviamente demitiram-se... ou foram demitidos.
Ia dissertar sobre a falta de ética dos autores das fraudes, ironizar com o facto de o chefe de gabinete, ( que inventou duas licenciaturas) estar a candidatar-se ao Guiness, chamar-lhes aspirantes a Relvas e aconselhar os ministros a serem mais criteriosos na escolha do pessoal de gabinete.
Acontece, porém, que quando ia começar a escrever o post, vejo a notícia de que Cristas pede a demissão do ministro da educação, por ter contratado para o gabinete um fulano que aldrabou as habilitações.
Eu acho que é preciso ter uma lata sem limites e uma falta de vergonha no focinho,para uma ex-ministra que conviveu alegremente no governo com Miguel Relvas, um licenciado de equivalências na Universidade do amiguismo, vir reclamar a demissão do ministro por causa da fraude de um "colaborador".
Cristas baixou ao nível da pata choca. Sem nível.
E foi assim que um post que devia ser uma forte crítica ao governo, se transformou numa crítica a Cristas. A culpa não é minha. É dela. Enquanto não souber fazer oposição a sério, está a afundar o CDS. 
Em tempo:para dizer que a corja de pulhas com carteira de jornalista, que fazem política no Observador e vendem como jornalismo, mentiu ao escrever que Tiago Brandão Rodrigues sabia da licenciatura falsa de Nuno Felix. Essa escumalha tinha apenas, como propósito, provocar a revolta da opinião publica contra o ministro da educação.Vao-se lavar, badalhocos!

Coisas importantes ( menos importantes e nulas)

"5. Querer saber onde está Mário Nogueira para o picar para sair para a rua com a Fenprof. Querer humilhar o PCP e o BE “por estarem tão mansinhos” e picá-los para quebrarem com fragor a “paz social”. Queixar-se de que não há manifestações e chorar de saudades pela desocupação do espaço em frente das escadarias da Assembleia. Apelar à CGTP para que faça greves e motins como fazia “antes”. Dizer com mágoa, como Marques Mendes, “quem os viu e quem os vê”, com saudades de “quem os viu”. A lista do ridículo seria interminável. Ó homens! Eles têm uma coisa muito mais importante do que a rua — ganharam poder político. Ó homens! E, muito mais do que isso, têm poder político para ajudar melhor a “rua” do que se viessem para a rua. Aliás, é isso mesmo que, dia sim, dia não, vocês dizem. Então, em que ficamos? “Quem governa é o BE”, ou o “PS meteu-os no bolso”? Não foram “eles” que perderam poder, foram vocês. E sempre podem ocupar o vazio da rua e das manifestações, está lá à disposição. E não há causas mobilizadoras? Ou não há gente?
( Pacheco Pereira in Coisas importantes, coisas menos importantes e coisas nulas)

domingo, 30 de outubro de 2016

Verão de S. Martinho



As temperaturas dos últimos dias anunciavam a chegada do Verão de S. Martinho

As praias de Cascais encheram-se (de turistas)



Mas houve quem preferisse o Tamariz



O Sol é que apenas aparecia timidamente ao final da manhã e logo desaparecia a seguir ao almoço.



Assim, pode dizer-se que este ano o Verão de S. Martinho mais parece L'été indien...

sábado, 29 de outubro de 2016

Dia do Postal Ilustrado (25)


 Este postal de Sagres foi enviado pela Adélia, a quem uma vez mais agradeço a colaboração.
E que bem se estava no Algarve neste Verão de S. Martinho em fim de semana prolongado, não vos parece?

sexta-feira, 28 de outubro de 2016

É preciso ter tomates, Pedro!


António Costa  reagiu às declarações miseráveis de Schaueble,  dizendo que  só dá atenção aos alemães que conhecem Portugal e cá investem, criando riqueza. E deu um exemplo:
"Dou muita importância à Volkswagen, que decidiu manter a sua fábrica em Portugal e lançou um novo modelo a partir de Palmela"."Mas também dou muita atenção à Bosch, que fez este ano um grande investimento em investigação com a Universidade do Minho, e dou ainda muita importância à Continental, outra grande empresa alemã que lançou uma nova unidade fabril para passar a produzir em Portugal uma nova gama de pneus destinada a máquinas agrícolas. Esses são os alemães a quem eu dou atenção". 
Passos Coelho, lider de um governo que durante quase cinco anos se submeteu às maiores humilhações no âmbito internacional, classificou a reação de Costa  como "graçolas".
Comentário típico de um cobardolas que só conhecia as posições de cócoras e de joelhos, quando dialogava com Schaueble.
É preciso ter dignidade, coragem ( ou se preferires, tomates!) para dar a resposta adequada a um palhaço alemão, Pedro! 
Ora o nosso ex- pm só tem aquela coisa entre parênteses, quando esgrime argumentos com  mulheres.

Macacadas

Este clube faz jus ao nome que ostenta

Já o jornalista, ao escrever a notícia,  sugerindo interpretações subliminares, merece bem usurpar o nome de Macaco, atribuído ao Madureira. 

A democracia a que temos direito

No tempo do governo Pafioso, para se consolarem, muitos diziam que, pelo menos, ainda tínhamos liberdade de expressão.
Sempre pensei que se tratava de uma mentira piedosa.

quinta-feira, 27 de outubro de 2016

Cá se fazem, cá se pagam...



Neste país prenderam-se 29 banqueiros, foram demitidos dois primeiros ministros e um levado a tribunal. 
Neste país, as pessoa não esperam pela justiça divina e seguem o lema " cá se fazem, cá se pagam".
Às tantas isto só é possível porque nesse país não há  jornalistas vendidos a enganar a opinião pública em troca de uma informaçõezitas e de convites para almoços e viagens.Nem juizes que gostam de ser vedetas. Nem televisões que convidam para comentadores, políticos e gentalha ignara afecta aos interesses de uma fação, incapaz de ver o mundo pelos olhos dos outros.
Se a democracia funcionasse assim na UE, o Schaueble já não era ministro. Estava em casa a masturbar-se diante de fotografias de ministros/as europeus que baixavam as calças quando se reuniam com ele. A Alemanha seria um país menos arrogante e perigoso e a Europa não teria deixado de ser um exemplo para o Mundo.
(Sigam todos os links do artigo  para que remete este post e descubram um país decente).

Belzebu, porque te intrometes tu?



O DeutscheBank está em risco de se afundar, provocando um cataclismo financeiro em toda a Europa e o governo alemão pode ser obrigado a meter lá dinheiro dos contribuintes para atenuar as perdas mas, para o Rodinhas, o grande problema da Europa  é Portugal.
Com uma lata do caraças, este nazi badalhoco ( desculpem o pleonasmo) vem dizer que Portugal ia no bom caminho até este governo entrar em funções.
Eu não sei se este vómito ideológico do Rodinhas se deve às saudades  dos encontros com Gaspar e Marilú,  que sistematicamente acabavam com um baixar de cueca.Sei é que estou farto de ouvir este calhordas arrotar opiniões sobre Portugal, pelo que lhe recomendo que se meta na sua cadeira e vá cagar sentenças na Bunde alemã. Pode ser que tenha um furo no caminho e vá cagar sentenças p'ró reino de Belzebu!


Those were the days (35)

 A publicidade ao tabaco deu-me uma grande lição: 
A publicidade é uma coisa boa, mas é melhor  não acreditar demalasiado nela


Há pouco mais de 60 anos, era eu uma criança, via bebés a fazer publicidade ao tabaco. Natural, portanto, que considerasse o cigarro uma coisa boa...


Já adolescente, este tipo de anúncios fez-me
 acreditar  que  fumar era chic, sexy e "de Homem".
Foi então que comecei a fumar


Pouco depois dos 40 começaram a dizer-me que afinal fumar não era chic. Era choque e matava. Mas de que valiam agora os avisos? Era tarde demais e continuei a fumar...



Já entrado nos 60, comecei a ver imagens destas nos maços de tabaco, mas nessa altura já eu fumava apenas cigarrilhas e não liguei. Continuei a fumar.
Faz hoje um ano, minutos antes de entrar para o hospital, pedi um cigarro. Foi o último. 
Não fiz esforço para deixar de fumar.  Nem deixei de fumar por causa da saúde. Apenas aconteceu. E digo ainda bem.
  

quarta-feira, 26 de outubro de 2016

Caderneta de cromos (49)


Nem o facto de ter sido apanhado em escutas pedindo favores a um arguido dos vistos Gold, tirou a verborreia a este comentador de metro e meio, aspirante a inquilino de Belém.
Utilizando a informação privilegiada obtida graças aos cargos que ocupa, recados que lhe são enviados por amigalhaços e "palpites" de ocasião, Marques Mendes faz uns cozinhados no seu espaço de comentário político que em nada dignificam a SIC, nem os comentadores políticos. 
Misturando informação com opinião e mentiras com meias verdades, MM faz um cozinhado que lhe valeria, sem dúvida, a entrada directa no top ten dos Mestres da Culinária. Acontece, porém, que essa rubrica é propriedade de Quim Barreiros, pelo que não lhe posso conceder mais do que um espaço nesta caderneta de cromos. Em nota de rodapé, para  não despertar a atenção de quem passa.

terça-feira, 25 de outubro de 2016

Caramelos Vaquinha (14)

Normalmente, só autores de frases idiotas entram para a prestigiadíssima série Caramelos Vaquinha.
Abro uma excepção para esta trafulha, porque é uma idiota em full time.
Só não sei se a frase foi da sua autoria ou soprada pelo aluno que a fez ministra. 

Os Merdas!

Ontem não reagi a esta notícia porque era dia do meu aniversário e  não queria irritar- me.
Hoje, de regresso à normalidade, pergunto:
Mas que moral tem esta escória do PSD para fazer tais críticas?
Já se esqueceu essa cambada de merdas sem um pingo de vergonha na puta da cara que andou a arregimentar jornalistas para  almoços durante a campanha e pré-campanha eleitoral de 2011?  Que  nesses almoços eram veiculadas notícias que, mais tarde, se veio a confirmar serem em muitos casos falsas?
Essa cambada de escroques que roubou a milhões de portugueses o emprego e a esperança, mandou milhares para fora do país, condenou famílias inteiras à fome, já se esqueceu que pagou a esses jornalistas que veicularam  notícias falsas para os jornais onde trabalhavam (sabendo que estavam a mentir) com empregos em altos lugares da administração pública ou em gabinetes ministeriais? 
Essa corja de  vómitos do jornalismo, onde se incluem nomes como Francisco Almeida Leite, recompensado com cargos para os quais não tinha qualificações, Maria Lurdes Vale, Eva Cabral ( a que disse a um motorista, nos Açores, que "isto com gado corria melhor") e outros, está a ser paga há anos pelos contribuintes. Como o foram muitos outros, contemplados com lugares em gabinetes ministeriais.
Que legitimidade têm essas poias com pernas para lançar a suspeita de que o Abrantes, que afinal é Peixoto, escrevia no blog Câmara Corporativa posts elogiando Fenando Medina  era pago para isso?
Mesmo que fosse verdade ( e tudo indica que é mais uma mentira proveniente das mentes badalhocas que lideram o PSD ou dos  que xafurdam na latrina laranja em busca de sustento) estas meretrizes da política não têm qualquer moral para fazer uma crítica deste jaez. Se a fazem, é porque a vergonha os impede de se verem ao espelho.

Pedro, o Lobo e as gorduras de Estado

A UTAO é um organismo criado com o espírito dos velhos do Restelo. Todos os anos, quando o OE é apresentado, anuncia a desgraça. Ao longo do ano seguite vai insistindo que estamos  em maus lençóis e vamos levar tautau da UE por sermos incumpridores e não respeitarmos as exigências dos paizinhos da Europa.  No último trimestre do ano,  quando as desgraças anunciadas não se confirmam, anunciam que no ano seguinte é que vai ser , pelo que nos devemos preparar para mais austeridade.
Já não sei há quantos anos ouço esta lenga lenga, mas lembro-me que durante o governo dos Pafiosos era a mesma coisa.
Estava tentado a escrever  que um organismo que erra sistematicamente as suas previsões é uma gordura de Estado, mas não o faço, porque pode vir um ano em que os técnicos da UTAO tenham razão. Só que, o mais provável, é que  aconteça como na história de Pedro e o Lobo. No ano em que eles acertarem,  já ninguém lhes liga.
Mais ou menos o que acontece com os fãs de Pedro Passos Coelho. Num ano já anunciou tantas vezes a desgraça (até profetizou a vinda do Diabo em setembro, mas o mafarrico fez-lhe um manguito)  que cada vez são menos os infelizes que ainda dão crédito ao que ele diz.

Obrigado

Agradeço a  todos os leitores que amavelmente me enviaram os parabéns aqui, no On the rocks ( onde escevi um post alusivo ao dia) no  FB, por SMS , MSG ou email.
Embora não goste de festejar o meu aniversário, no último ano aprendi a ter uma melhor relação com este dia.
Obrigado a todos e espero encontrar-vos aqui novamente no próximo ano.
Bem hajam

segunda-feira, 24 de outubro de 2016

Sâo virgens, senhor, são virgens...

Procuradoria Geral da República decidiu abrir inquérito ao taxista que durante a manif disse à comunicação social " As leis são como as meninas virgens. Nasceram para ser violadas".
Fonte ligada ao processo  escusou-se a divulgar a matéria da acusação mas, no semanário SOL on line, um destes dias,  Felícia Cabrita vai garantir saber de fonte fidedigna que  a PGR irá fazer peritagens em todo o país, para averiguar se ainda há meninas virgens.

Hier encore




domingo, 23 de outubro de 2016

Cuidado com as sondagens...

As sondagens em Espanha prevêem que o PSOE não obtenha mais do que 14% dos votos, ficando muito atrás do PODEMOS.
Nos EUA as sondagens dão clara vitória a Hillary.
 Mas atenção!
Temos de ter muito cuidado com as projecções das sondagens. Elas nem sempre refletem as tendências do eleitorado.
Um amigo meu realizou uma pesquisa por conta própria e concluiu que a próxima Presidente da Câmara da cidade onde ele vive iria ser a mãe dele.

Telefonou para 1.235 pessoas, entre 2 e 4 da madrugada, para garantir que todas estariam em casa.
Fez uma única pergunta, muito clara e objectiva:
- “Em quem votaria para Presidente da Câmara?"
O resultado final foi:
. 68% respondeu “na tua mãe, filho da puta" . 32% respondeu “na puta que te pariu!"
Daqui concluiu que a mãe dele seria eleita à 1ª volta, com 100% dos votos expressos!

sábado, 22 de outubro de 2016

Dia do Postal Ilustrado (24)


Esta semana apresento-vos mais três belíssimos postais enviados pelo leitor António Luís Costa.



O primeiro é da Basílica de Pádua e foi enviado ao António em 1968

Este é de 1977, ano em que o António visitou a cidade de Dresden
Por fim este retrata o Vale de Los Caídos, nos arredores de Madrid, mas a data não foi indicada pelo leitor António Luís Costa, a quem mais uma vez agradeço a  participação com uma bela colecção de 6 postais.
Quem não teve oportunidade  de ver os outros 3, ou já não se recorda dele, pode ir ver aqui

sexta-feira, 21 de outubro de 2016

Digam lá se eu não tinha razão!

Já que vos desejei bom fim de semana na quarta-feira, quero justificar a minha precipitação. É que vale bem a pena fazer um fim de semana prolongado para ir até aqui

Bob(agens)

Anda por aí muita gente em polvorosa , porque Bob Dylan ainda não atendeu o telefonema da Academia Sueca.
Alguns argumentam mesmo que é mais uma prova de que Dylan tem mau feitio e isso é mais uma razão para não lhe ter sido atribuído o prémio.
Aconselho os  defensores dessas bob(agens) a pensarem na personalidade e carácter de outros prémios Nobel que o antecederam.
E, já agora, aproveito para dizer que tenho um "feeling": ele só vai aparecer no dia da entrega do prémio.

Bonito, bonito...

... era proibirem os programas desportivos nas televisões portuguesas.
Há muito tempo que deixei de ver ( na verdade nunca perdi grande tempo com eles), mas a comunicação social on line insiste em impingir-me momentos verdadeiramente macabros de debates(?) desportivos (?) na SIC N e na TVI 24.
Aquilo não são comentadores. São alcoviteiros e meretrizes a acusarem-se mutuamente,no salão de um prostíbulo, pela responsabilidade da traição de um chulo  ( Estão a ver como é fácil descer ao nível dos comentadores desportivos?) A diferença é que eu não tenho direito a tempo de antena. 
Ao que parece, estes profissionais do insulto batem por larga margem as audiências da RTP 3 onde os comentadores desportivos são gente civilizada.
Mas de gente civilizada, que discuta futebol com seriedade e sem meter ao barulho coisas pessoais, o tuga não gosta.
O meu povo tuga gosta é de chafurdar na m..... Ora, assim sendo, talvez fosse má ideia acabar com programas em que ele se sente bem. Até porque aquilo é muito mais nobre do que a política, de que o meu povo tuga está farto porque, diz, são todos uns aldrabões.

quinta-feira, 20 de outubro de 2016

Comuna dum raio!

Este perigoso comunista, apoiaste confesso de Mariana Mortagua e reconhecidamente estalinista diz que Portugal tem feito enormes progressos

E se te transformasses numa abóbora?



Ó queriducha!
Deves andar a precisar de um médico que te avive a memória e te recorde as medidas canalhas que tomaste enquanto foste ministra das finanças. Por tua causa e do teu antecessor, mais o teu aluno dilecto Pedro, milhares de pessoas emigraram e outras tantas perderam casas, emprego e passaram fome.
As tuas declarações sobre o OE 2017 são tão ridículas e mostram uma mente e espírito tão pérfidos, que te sugiro sigas o conselho da Joana.
Aproveita a noite de Halloween e  transforma-te numa abóbora! 
Beijinhos e vai bugiar. Voltamos a encontrar-nos na Caderneta de Cromos, onde já tens um lugar reservado à direita do teu Pedrocas.

O diabo chegou ao amanhecer

quarta-feira, 19 de outubro de 2016

Entendido?

Quando escrevo posts com críticas aos taxistas não estou a afirmar que os taxistas são todos iguais. 
Quando critico a justiça, não se infira que estou a dizer que os juízes são todos incompetentes.
E o mesmo se diga em relação aos médicos, aos trolhas, aos professores e  a todas as profissões do mundo. Em todos os sectores de atividade há bons e maus profissionais.
 Não me lembro  é de outra actividade  em que  os profissionais, durante uma marcha de protesto, tenham querido linchar pessoas, alegando estar a defender os seus direitos.
 Já agora, também não me lembro de lideres de uma classe profissional admitirem que pode haver violência durante os protestos e quase apelar a que isso aconteça, escudando-se numa alegada culpa do governo.
Mas pronto, nem todas as profissões têm o Correio da Manha como Código de Conduta...

Eight days a week


Por estes dias está em exibição "Eight Days a Week", um filme sobre  o fenómeno " The Beatles".
Só por ser sobre os FabFour, decidi que iria ver.É que estes patuscos revolucionaram o mundo da música, e isso aconteceu quando eu era  ainda um imberbe adolescente.
Apesar do seu sucesso planetário, The Beatles mantiveram sempre os pés bem assentes na terra.
Nunca se assumiram como estrelas e insistiam que apenas estavam a fazer o que lhes dava gozo ( Foi por terem deixado de sentir esse gozo, que a banda se desfez cedo demais?).
O filme não dá resposta a essa pergunta, mas mesmo assim vale a pena ver. Quanto mais não seja para relembrar ( os mais velhos)  ou ver ( os mais jovens)o que é, realmente,  um sucesso estrondoso.  
Hoje, qualquer miúdo que vá a um desses concursos de caça talentos e recolha algumas opiniões positivas dos jurados, julga-se logo uma estrela.
Nos últimos 20/25 anos, os putos nascem com um conviccímetro incorporado, que distorce a realidade.
Não era assim no tempo dos "Beatles". Nem no meu...
Tenham um excelente fim de semana

Um orçamento de esquerda?

Centeno diz que o OE 2017 é de esquerda. Não sei o que é esquerda para o ministro das finanças, mas  o  OE 2017,embora  seja melhor e mais justo do que os dos últimos 5 anos, talvez seja o possível, mas não é  obviamente de esquerda.
E já agora, quando vemos estes escândalos, também não  podemos dizer, alegremente, que temos  um governo de esquerda. Temos, apenas, um governo mais justo do que o anterior.E isso, reconheça-se, já não é mau...

terça-feira, 18 de outubro de 2016

Assim vai a (nossa) Europa

Vamos  a meio da fase de grupos das competições europeias e não me lembro de um ano em que a prestação das equipas portuguesas tenha sido tão má.
E pensar que quando foi o sorteio, portistas e benfiquistas pensaram que o apuramento eram favas contadas...

Caderneta de Cromos (48)



Quando António Costa anunciou a criação da taxa de 1€ para os turistas que visitem Lisboa, caiu o Carmo e a Trindade.
Pires de Lima, o Platini da Cruz Quebrada, fez um escarcéu na AR, Paulo Portas esganiçou-se a acompanhá-lo no refrão " António Costa que acabar com o turismo" e o  presidente da Câmara de Cascais, Carlos Carreiras,  considerou a taxa turística   inconcebível e "medieval". 
Ora Carreiras, braço direito de Passos Coelho para a política autárquica, acaba de propor a  criação de uma taxa turística de 1,5€  em Cascais. 
Se Carreiras não fosse um imbecil e um péssimo presidente de câmara, eu até sairia em sua defesa, porque considero descabelados os ataques da hotelaria. Assim, vai para a caderneta.
Quanto aos hoteleiros, deviam preocupar-se mais com a regulação das unidades de alojamento local, do que com uma taxa que nunca impediu o crescimento do turismo em parte nenhuma do mundo. Pelo contrário, contribui para o  preservar.
Em tempo: Defendi a taxa turística em Lisboa e não é pelo facto de um cretino como Carreiras querer aplicar a taxa em Cascais, que mudo de opinião. Quem quiser saber (ou recordar) os meus argumentos, é só clicar aqui

O trolha cientista

Quando o prazo da obra  lá em casa começou a resvalar e  me  apercebi que para além da semana extra, o sr. Justino se preparava para pedir mais uns dias, zanguei-me a sério. 
Compreendendo a minha irritação e- penso eu- já sem argumentos plausíveis para justificar o atraso, replicou: 
- O sr tem de compreender que a construção civil não é uma ciência exacta! Há imponderáveis com que temos sempre de contar.
( Foi assim que percebi a razão de Estado e autarquias aceitarem com tanta bonomia os atrasos nas obras públicas)

segunda-feira, 17 de outubro de 2016

Caramelos Vaquinha (13)



Vasco Pulido Valente regressou às crónicas, após uma longa pausa estival. De há muito que deixei de me preocupar com o senhor do canto do Gambrinus. Ou com a quantidade de whiskey que ele emborca antes de começar a escrever.Desde que  Pulido Valente deixou de ter piada e passou a ser bota-abaixista  , ignorei-o.
Gente que  apregoa ser livre, porque  ganha a vida a dizer mal de toda a gente, interessa-me pouco. E não me interessa nada mesmo, quando nada fez de positivo na vida.
Pois, como escrevia, VPV voltou às crónicas. E marcou o seu regresso com uma violenta crónica contra Guterres, apontando-lhe apenas defeitos, sem que lhe encontrasse uma virtude.
Nada que me espante, pois é apenas a confirmação de que Pulido Valente escreve por despeito, mas também  com muita frustração, por nunca ter passado de um historiador mediano que escreve umas graçolas e em nada ter contribuído para melhorar o país.
Pulido Valente é como uma alcoviteira  bêbada, que passa os dias na taberna para se penitenciar pelo mal que fez na véspera. Não é Pulido, nem Valente e o seu nome próprio devia ser Vómito e não Vasco.

Bruxas ( ou quando o jornalismo passa a adivinhação)

No dia 16 de Outubro de 2015, uma bruxa com carteira de jornalista e perspicácia política ao nível dos irmãos metralha, escrevia isto:

Passou um ano, a geringonça está sólida, mas há cada vez há mais pasquins que se intitulam jornais a pagar a profetas da desgraça. PQP!

Olha que duas!



No intervalo do tacho que arranjou à pala de ter sido ministra, Maria Luís Albuquerque veio a público dizer que o OE para 2017 era socialmente injusto. Conseguiu dizer isto sem se rir e, logo de seguida, foi a um restaurante comer o seu prato preferido que, como a própria fez questão de divulgar, é Bife na Pedra- 
Mas alguém dá alguma importância às opiniões de quem elege o Bife na Pedra  seu prato preferido?
No mesmo dia Assunção Cristas foi até aqui  e acusou o governo de ter lançado a caça aos impostos. Sendo a falta de memória comum a toda a ganapada que fez parte do anterior governo, esta declaração de Cristas não espanta. Extraordinário é que ela tenha apontado como exemplo da falta de vergonha o imposto sobre as balas. Ainda se fosse sobre o pão, vá lá... agora sobre as balas é um desaforo!

(Tudo bons) Rapazes de Táxis



Na última semana fui acusado de falta de sensibilidade para os problemas destes profissionais. Fui informar-me melhor ( mas não caí na esparrela de apanhar um taxi à noite, porque 9 em cada 10 vezes apanho um taxista bêbado ou com um ar de rufia que mete medo ao susto) e, reconheço depois de ver este filme, que fui injusto. Agora até estou comovido!

"João e Jaime são dois condutores de táxi de espírito bem disposto. Os dois taxistas apaixonam-se por várias mulheres. Entretanto a empresa onde trabalham é gerida pela viúva Alexandrina. O filho desta, Raul, rouba o cofre da empresa para pagar uma dívida de jogo. Quando se descobre a falta do dinheiro Raul faz com que as culpas recaiam sobre João. Jaime faz tudo para defender a honra do amigo, obrigando a que Raul se denuncie".
( Sinopse do filme Rapazes de Taxis,  no portal da RTP)
A história é comovente e ninguém pode perder este filme.
Entretanto,como forma de expiação pelas críticas que fiz aos videos da semana passada que mostravam arruaceiros na Rotunda do Relógio ( que alguns confundiram com taxistas em protesto contra a Uber) deixo-vos com esta  canção de homenagem aos taxistas
Em tempo: este post foi escrito a pensar na marcha para Belém, que os taxistas tinham anunciado para hoje. Eles desistiram, mas eu não.
Tenham uma boa semana.

domingo, 16 de outubro de 2016

Ainda o Galeto


Quando vim viver para Lisboa, em Outubro de 1967, o Galeto era um espaço da moda que tinha sido inaugurado no Verão do ano anterior. Caro, pelo menos para os bolsos de um estudante, só lá entrava de quando em vez para comer um combinado a horas tardias. No restaurante, nunca entrei.Gostava das sobremesas e dos gelados, que tinham a particularidade de só serem vendidos em determinados dias da semana, mas o preço correspondia ao de um almoço na cantina da idade universitária.
Mais tarde, já adentrados os anos 70, o domingo era  o dia em que lá me encontrava com o meu irmão, quando coincidia estarmos os dois em Portugal- o que era pouco frequente.
O menú era sempre o mesmo: feijoada à brasileira, prato naquele tempo pouco frequente em Portugal, mas que era um dos que mais saudades nos deixara do tempo em que vivíamos em casa dos meus pais.
Ao longo dos anos a qualidade foi decaindo, o Galeto deixou de ser aquele espaço quase mítico de Lisboa, mas continuámos a marcar ali encontro para esparsos almoços de domingo. Depois da morte do meu irmão estive mais de 10 anos sem lá entrar mas, quando regressei a Portugal, trabalhava nas imediações e uma noite acabei por lá entrar. Tendo apenas por companhia memórias de um dia de trabalho que correra mal, a refeição também não correu nada bem.
Tentei mais duas ou três vezes e desisti. Poucos anos depois, a ASAE encerraria o Galeto por razões de falta de higiene sobejamente noticiadas. 
Este ano fui lá duas vezes. Em noites de domingo. Por coincidência,  nas duas vezes sentei-me ao lado de António Lobo Antunes. ( Na última passou-se uma história engraçada que contarei noutro dia). A comida continua a ser fracota, mas o Galeto continua a abarrotar de gente. A localização e o pedigree ajudam a manter a chama. Talvez por ser domingo, a fauna nocturna pouco recomendável que por lá cirandava, principalmente nas noites de fim de semana, desapareceu.
Resumindo: o "Galeto" já não é um local de eleição, mas continua a ser um espaço único em Lisboa porque, além da  sua história, é o único sobrevivente daquela geração de snack bars que surgiu nos anos 60 e 70. 

sábado, 15 de outubro de 2016

Dia do Postal Ilustrado (23)

Terminada a primeira fase deste passatempo, com a publicação de postais de todos os leitores que me deram o prazer de participar, inicia-se hoje a segunda volta.
A partir desta semana publicarei os postais de leitores que enviaram mais de 3 postais. 
O desta semana foi enviado pela Janita, a quem uma vez mais agradeço a participação.
 Data de 2010 e reproduz uma vista aérea de La Manga del Mar Menor, estância balnear onde fui muito feliz nos idos de 80.


sexta-feira, 14 de outubro de 2016

Toma e embrulha!

"Nenhum poeta grego, de Homero a Píndaro, teria estranhado este Nobel. Teriam estranhado - isso sim - o facto de acharmos normal chamar «poesia» a palavras isentas de música. Um poema, na Grécia, era por definição uma canção. Um poeta era por definição um compositor-cantor. Só que há palavras e palavras; e música e música"
(Retirado do mural de Frederico Lourenço)

Ontem eu disse isto por outras palavras, mas assim escrito fica bem melhor e mais clarinho.

O carro do povo

Graças à globalização, já se podem comprar Renaults com carrocerias Mercedes, para fazer inveja aos vizinhos.
Foi assim que no ano 16 do  século XXI, o Mercedes  ( classe A) substituiu o Volkswagen como carro do povo. Pelo menos em Portugal...

Tão natural como a sua sede




Não é a primeira vez que acontece. Creio que a pioneira foi uma deputada do Podemos.
 Amamentar uma criança no Parlamento até pode ser perfeitamente normal. Nada tenho contra. Não venham é confundir as coisas, alegando que a deputada não tinha oura solução e depois derivar para discussões sobre a maternidade e desigualdade no tratamento das mulheres.
É que se formos por aí, então eu sinto-me no direito de perguntar se os direitos da criança foram respeitados. Ou se também é normal um(a) deputado(a) subir ao púlpito enquanto come uma sandocha e discursar com a boca cheia.
Mas não pergunto, porque ainda me arrisco a receber respostas afirmativas.

quinta-feira, 13 de outubro de 2016

E eles a vê-los passar...



Os mais chateados com a atribuição do Nobel a Bob Dylan são os livreiros. Já tinham preparadas resmas de Murakamis e Roths para por nas montras e sai-lhes o Dylan. 
Verdade, verdadinha, é que Murakami há muito merece o Nobel mas, como expliquei em post anterior, a Academia não gosta muito de escritores de sucesso. 

E se fosse Ary dos Santos, podia?



Ainda sou do tempo em que autores portugueses defendiam(ainda que timidamente) a atribuição do Nobel a José Carlos Ary dos Santos.
Ary  escreveu os poemas de muitas das mais belas canções portuguesas do século XX e tem frases publicitárias que fizeram história.
Agora, que o vencedor foi Bob Dylan, Alice Vieira diz que estão a gozar com ela e propõe candidatar Quim Barreiros no próximo ano. 

Presumo que ainda hoje venha alguém dizer que afinal o Saraiva pode ter hipóteses.
Aguardo, fremente de  ansiedade, as opiniões do grande Rodrigues dos Santos e do Saraiva do buraco da fechadura. 

Lá por fora, o vírus anti Dylan também entrou no mundo dos autores. Irvine Welsh, por exemplo, não está com meias tintas e opina sobre a atribuição do Prémio Nobel a Bob Dylan : um prémio marcado pela nostalgia, arrancado das "próstatas râncidas de hippies senis e sem sentido".
Esta malta da escrita está a ficar rançosa e com um aguçado espírito corporativo. No fundo não diferem muito dos taxistas em relação à Uber. O Nobel não pode ser atribuído a um cantautor, porque é concorrência desleal.
Para esta tenebrosa trupe, poesia com música é heresia. Já poesia sem ritmo nem  musicalidade, (estilo Fui à janela. Era meia noite. Vi passar um autocarro vazio. E chovia) é literatura da mais requintada. 

Times they are a changin'




Soube, há minutos,  que o Prémio Nobel da Literatura foi atribuído a Bob Dylan.
Além de espanto, a minha reacção foi de enorme regozijo. Bob Dylan é um dos meus ( ou dos nossos) é como se o Nobel tivesse sido atribuído a um vizinho ou amigo.
Compreendo agora que o atraso na divulgação não se terá devido a uma discordância do júri relativamente aos nomes de Murakami ( O Lobo Antunes japonês, pois todos os anos é referido como nomeado) Adónis ( o sírio seria um premiado politicamente incorrecto) o queniano Thiong'O ( provavelmente o mais politicamente correcto)  ou o americano Philip Roth ( demasiado mediático  para uma Academia que gosta de galardoar autores mais recatados e menos conhecidos do grande público).
Entre os 20 "favoritos" das principais casas de apostas, nunca surgiu o nome de Bob Dylan,  mais conhecido como o cantor de uma geração, do que pelos seus livros de poesia. A distinção é ainda mais surpreendente por se tratar de um compositor (músico) e pela justificação do júri "por criar novas expressões poéticas dentro da grande tradição da música americana". Apetece dizer:importa-se de repetir?
Adivinho a relutância de alguns dos membros do júri em aceitar a nomeação de Dylan, mas passo por cima disso e prefiro pensar que a justificação para o Nobel se encontra nas palavras de uma canção do poeta do beatnik:
"Times they are a changin"

Come gather 'round people
Wherever you roam
And admit that the waters
Around you have grown
And accept it that soon
You'll be drenched to the bone.
If your time to you
Is worth savin'
Then you better start swimmin'
Or you'll sink like a stone
For the times they are a-changin'.

Come writers and critics
Who prophesize with your pen
And keep your eyes wide
The chance won't come again
And don't speak too soon
For the wheel's still in spin
And there's no tellin' who
That it's namin'.
For the loser now
Will be later to win
For the times they are a-changin'.

Come senators, congressmen
Please heed the call
Don't stand in the doorway
Don't block up the hall
For he that gets hurt
Will be he who has stalled
There's a battle outside
And it is ragin'.
It'll soon shake your windows
And rattle your walls
For the times they are a-changin'.

Come mothers and fathers
Throughout the land
And don't criticize
What you can't understand
Your sons and your daughters
Are beyond your command
Your old road is
Rapidly agin'.
Please get out of the new one
If you can't lend your hand
For the times they are a-changin'


The line it is drawn
The curse it is cast
The slow one now
Will later be fast
As the present now
Will later be past
The order is
Rapidly fadin'.
And the first one now
Will later be last
For the times they are a-changin'.


Num tempo em que a Guerra Fria volta a ser uma ameaça, as pessoas já perceberam o embuste da globalização  e os povos desistem da democracia, o Nobel da Literatura a Bob Dylan poderá não despertar consciências, mas pode ser um sinal que a Academia Sueca percebeu que vivemos um tempo de mudança.