quinta-feira, 29 de setembro de 2016

Síndrome de Estocolmo, ou da cabeleireira?










O texto acima é parte de um artigo de Daniel Oliveira publicado no Expresso, que encontrei na Joana Lopes
Como é perceptível, o texto aborda a questão do imposto sobre o imobiliário e as reacções que provocou, nomeadamente na comunicação social.
Daniel Oliveira chama a este comportamento dos jornalistas "síndrome da cabeleireira".
Permito-me discordar. Com efeito, não é apenas a comunicação social que se comporta dessa forma. Conheço muita gente que vive honestamente do seu trabalho, sem quaisquer rendimentos extra, que se comporta da mesma forma. Daí que insista na denominação de síndrome de Estocolmo,para qualificar casos de trabalhadores, muitas vezes explorados por patrões. que criticam o imposto sobre quem lhes paga. Reféns que estão do parco salário, saem mais depressa à rua em defesa dos interesses dos patrões, do que dos seus direitos de trabalhadores.
Quanto ao síndrome da cabeleireira, é transversal à sociedade portuguesa e às sociedades democráticas, nomeadamente nos países do sul da Europa e da América Latina, mas também dos EUA.
Foi graças ao síndrome da cabeleireira que Berlusconni venceu eleições em Itália mas, é justo reconhecê-lo, esse síndrome não existiria se a comunicação social o cultivasse com grande denodo.

4 comentários:

  1. Têm toda a razão , Carlos.

    É uma tristeza.

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  2. Não conhecia o "síndrome da cabeleireira"... sem querer ofender as profissionais da área, acho que o nome está muito bem posto!
    Preocupante é ver como o "síndrome de Estocolmo" cabe bem para classificar aquilo a que assistimos...

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  3. Aqui há um par de dezenas de anos, ou mais, na minha aldeia, ali à entrada de Coimbra, muita gente que misturava o suor com a terra, na labuta difícil do dia a dia, sentia uma espécie de vaidade ao dizer que era do PP ou do Psd, porque, e diziam-no abertamente, eram os partidos dos ricos. E na sua singeleza assim se sentiam igualmente ricos.

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  4. Aqui há um par de dezenas de anos, ou mais, na minha aldeia, ali à entrada de Coimbra, muita gente que misturava o suor com a terra, na labuta difícil do dia a dia, sentia uma espécie de vaidade ao dizer que era do PP ou do Psd, porque, e diziam-no abertamente, eram os partidos dos ricos. E na sua singeleza assim se sentiam igualmente ricos.

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