quarta-feira, 28 de setembro de 2016

Se ao menos fossem gajas boas, ainda vá lá...



Nos últimos meses fartei-me de ler e ouvir que as regras para a eleição do secretário geral da ONU tinham sido alteradas, para a escolha ser mais transparente.
Há anos que ouço dizer que faltam mulheres na política, para a tornar mais decente.
Parece que terá sido assim até Guterres ter vencido três pré votações.
Nessa altura, entrou em campo Merkel. Porque não gosta de Guterres, ou porque ele é português, ou simplesmente porque é homem, não serve às intenções da Dona da Europa Toda. Vai daí começou a manejar os cordelinhos, para que o governo o búlgaro apresentasse a candidatura da  liberal Georgieva, já que a socialista Irina Bukova não tinha quaisquer hipóteses.
Guterres venceu mais duas pré-eleições, recolhendo 12 votos favoráveis, mas a alemã não desistiu e, sabe-se lá em troca de quê, o governo búlgaro aceitou apresentar uma nova candidata, que possa derrotar António Guterres.
 A alemã que não cumpre os Tratados Europeus, conseguiu convencer os seus parceiros a rasgar as regras da transparência.
Nunca embandeirei em arco com as vitórias de Guterres. Pressentia que a sua eleição não se concretizaria, porque haveria de surgir uma mulher que mostrasse ao mundo que afinal essa ideia de que com elas, a política é uma coisa decente,não passa de blá,blá blá. Aquele discurso de Ban Ki Moon tinha sido encomendado...
A comunicação social europeia revelou que a  mandante foi uma alemã de Leste que não cumpre os Tratados Europeus, mas obriga os outros a cumprir.
E assim, de uma penada, duas mulheres mostraram ao mundo que a transparência na eleição para SG da ONU pode ser contornável, se em causa estiverem outros interesses.
Merkel DET ( Dona da Europa Toda) mexeu os cordelinhos e uma búlgara apresenta-se na corrida com a meta à vista. Curiosamente, a búlgara chama-se Kristalina ( Georgieva). Há nomes mesmo cínicos, não há? E mulheres que conspurcam a política com a maestria dos homens.Chapeau
Estamos conversados. Essa treta de é tempo de as mulheres entrarem na política para que a política tenha um rosto mais humano e seja mais decente, não passa de blá,blá,blá. 
Entro em convulsões e belisco-me todo, só de pensar que já acreditei nisso e até dei  para esse peditório.

8 comentários:

  1. E eu a pensar que as matrafices só se faziam cá em Portugal!! Afinal enganei-me... Scheisse!!!

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  2. Andei por aqui actualizando leituras. Da Merkel nada me surpreende.

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  3. Tenho grande esperança nas mulheres. Mas até hoje ainda não vi a tal diferença. Talvez por pouco hábito de governarem elas tentem fazê-lo à homem. Para se defenderem e lhes ser mais cómodo, copiam os modelos que existem.

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  4. Vim aqui em demanda dum postal sobre este assunto. já não há decoro nenhum. Se a Rússia não usar o seu direito de veto, eu ainda não sei o que vou jurar, mas alguma coisa eu tenho de mudar na minha maneira de pensar ou agir, mas ainda vou ter tempo para pensar. Mas,para ser franca devo dizer que sempre fiquei danada porque o Guterres fez menos do que o podia fazer com as condições que teve enquanto foi Governo e que também abandonou o pântano. mas comparando com os outros safados ele merece estar num altar, porque foi um político honesto e julgou todos pela mesma bitola. estou farta de sacanas e pulhas e a ONU e as suas delegações têm andado pelas ruas da amargura. É um órgão acima dos governos, pertence às Nações e não devia ser pulhitiquizado!

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  5. Escrevo hoje acerca deste golpada, Carlos.
    Merkel consegue apresentar quem quer, consegue fazer política reles, consegue dar mais uma machadada na já desgraçada reputação da ONU, consegue levar a UE a reboque para o precipício da credibilidade.

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    1. Em breve vamos ter o buda socialista alemão a governar a Europa. Ele não vai fazer uma política reles, mas sim, uma política muitíssimo estúpida e sem qualquer credibilidade.

      Não vejo luz ao fundo do túnel.

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  6. Nunca mais chega a hora de ver 'essa coisa' palas costas!
    Nunca mais nos livramos dela e por causa de tal criatura
    estamos fartos da UE.

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  7. Se ao menos fossem gajos bons, ainda vá lá...

    Não quero encontrar o sacristão socialista no meu quarto.

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