sexta-feira, 30 de setembro de 2016

É só para avisar...






... que já começou a viagem.
Quem quiser boleia, faça o favor de entrar aqui  








Passos Coelho desvia Diabo para a Alemanha

Chegámos ao final de setembro sem que o diabo cá pusesse os pés.
Dizem-me que optou por ir para a Alemanha, porque  está farto do calor do Inferno e precisa de um pouco de ar fresco.
Esta manhã perguntei a Passos Coelho se sabia que o Diabo estava na Alemanha a mediar a  negociação  com o governo turco, que pretende comprar o DeutschBank.
Sabem o que ele me respondeu?
- Foi graças a mim que o Diabo foi para a Alemanha. Estava muito calor aqui e achei melhor  ele pôr-se ao fresco, por isso lá consegui convencer o Obama a aplicar uma multa ao Deutsche Bank, para o levar à falência e criar este imbróglio todo. Já que não consegui dar cabo da geringonça cá, criei uma  na Alemanha para o meu amigo Satanás se entreter. Os portugueses devem-me estar gratos por isso.
Ainda perguntei se estava a falar com Passos Coelho ou com Jesus, mas não fiquei totalmente esclarecido.

Eu cá não sou de intrigas mas...

...palpita-me que ontem, no final do Conselho de Estado, António Costa deu uma palavrinha a Marcelo Rebelo de Sousa, para lhe pedir que vete a Lei que permite ao Fisco vasculhar as contas acima de 50 mil euros.
Costa  já terá percebido que a medida, apesar de generosa nos objectivos, é demasiado perigosa para deixar ao livre arbítrio de funcionários do Fisco.

quinta-feira, 29 de setembro de 2016

Those were the days (31)


Não era muito assíduo na leitura de revistas musicais, mas esta era a minha preferida. E a vossa?

Coisas do Arco da Velha ( uma delas tem prémio)

Hoje o dia foi fértil em notícias estapafúrdias, quase  inverosímeis. Ou, como diz a sabedoria popular, "Coisas do Arco da Velha".
Ora vejam só estas:
1-" Esgotaram os bilhetes do Metro" Se fosse no Burkina Fasso todos nos riríamos daqueles atrasados. Mas foi em Lisboa, pá! Diz- se que a culpa  é da empresa fornecedora que não cumpriu os prazos de entrega. Se isso é verdade, só há uma coisa a fazer: exigir responsabilidades à empresa. Acordem! 
2- "DeutscheBank em risco de falência". A sério? Mas não eram só os bancos dos países do sul que faliam, por incompetência dos governos?
3- "Turquia pondera comprar o Deutsche Bank". Veria  esta compra apenas como mais um negócio da globalização, não se desse o caso de me ter lembrado que há uns meses a senhora Merkel foi a Istambul prometer a Erdogan que os euroepus seriam generosos se a Turquia impedisse a entrada dos refugiados e os arrumasse lá num cantinho qualquer onde não dessem muito nas vistas. Não me digam que o Erdogan vai usar esse dinheiro para comprar o banco alemão...(Si non e vero...)
4- "Ministro do Ambiente mandou demolir 81 habitações ilegais na ilha da Culatra".  O quê? Mas a ilha da Culatra não é em Portugal?  E ainda não há manifs e notícias nos jornais para desacreditar o ministro, em defesa dos direitos dos ilegais?
5- "Mário David, o eurodeputado do PSD que anda há dois anos a fazer campanha pela búlgara Kristalina está ligado a um caso de corrupção relacionado com a venda de armamento alemão".  Espera aí... aquela coisa da bandeirinha na lapela só se aplica em território nacional, é? Lá fora os  pafiosos cospem na bandeira e cuidam é dos seus negócios?
6- "Inquilinos querem que Estado pague subsídios aos senhorios pobres" Desculpem lá, mas  nessa não entro.Andei a  dar esmola a um pobre cego no metro e vim a saber que afinal ele era proprietário de um apartamento na Quarteira que aluga de Setembro a Junho. Em Julho e Agosto vai ele de férias com a família
7- "Assunção Cristas quer que os partidos paguem IMI pelos edifícios das suas sedes". Parece uma exigência sensata, não parece?.Seria...não se desse o caso de Cristas defender isenção de IMI para as propriedades da Igreja. Vejam só a coincidência... a sede do CDS está num edifício que é propriedade da Igreja.
8- "IMI de casas devolutas vai triplicar"- E pode? Não estamos num país livre onde cada um faz da sua casa o que bem lhe apetece? Inclusivamente pegar-lhe fogo e mandar a conta à companhia de seguros?E xpectante, aguardo o protesto dos assalariados e jovens casais que se queixam de não haver casas para alugar, contra esta medida que visa, também, dinamizar o mercado de aluguer.
No título deste post, escrevo que uma destas notíias tem prémio.
Hesitei bastante entre as notícias 1,3,6 e 7. Acabei por declarar Cristas (7) a grande vencedora do prémio "É preciso ter lata..."
Os meus caros leitores/as têm toda a liberdade de discordar e escolher outra. Só agradeço que me informem sobre a vossa escolha na caixa de comentários.

Síndrome de Estocolmo, ou da cabeleireira?










O texto acima é parte de um artigo de Daniel Oliveira publicado no Expresso, que encontrei na Joana Lopes
Como é perceptível, o texto aborda a questão do imposto sobre o imobiliário e as reacções que provocou, nomeadamente na comunicação social.
Daniel Oliveira chama a este comportamento dos jornalistas "síndrome da cabeleireira".
Permito-me discordar. Com efeito, não é apenas a comunicação social que se comporta dessa forma. Conheço muita gente que vive honestamente do seu trabalho, sem quaisquer rendimentos extra, que se comporta da mesma forma. Daí que insista na denominação de síndrome de Estocolmo,para qualificar casos de trabalhadores, muitas vezes explorados por patrões. que criticam o imposto sobre quem lhes paga. Reféns que estão do parco salário, saem mais depressa à rua em defesa dos interesses dos patrões, do que dos seus direitos de trabalhadores.
Quanto ao síndrome da cabeleireira, é transversal à sociedade portuguesa e às sociedades democráticas, nomeadamente nos países do sul da Europa e da América Latina, mas também dos EUA.
Foi graças ao síndrome da cabeleireira que Berlusconni venceu eleições em Itália mas, é justo reconhecê-lo, esse síndrome não existiria se a comunicação social o cultivasse com grande denodo.

quarta-feira, 28 de setembro de 2016

Se ao menos fossem gajas boas, ainda vá lá...



Nos últimos meses fartei-me de ler e ouvir que as regras para a eleição do secretário geral da ONU tinham sido alteradas, para a escolha ser mais transparente.
Há anos que ouço dizer que faltam mulheres na política, para a tornar mais decente.
Parece que terá sido assim até Guterres ter vencido três pré votações.
Nessa altura, entrou em campo Merkel. Porque não gosta de Guterres, ou porque ele é português, ou simplesmente porque é homem, não serve às intenções da Dona da Europa Toda. Vai daí começou a manejar os cordelinhos, para que o governo o búlgaro apresentasse a candidatura da  liberal Georgieva, já que a socialista Irina Bukova não tinha quaisquer hipóteses.
Guterres venceu mais duas pré-eleições, recolhendo 12 votos favoráveis, mas a alemã não desistiu e, sabe-se lá em troca de quê, o governo búlgaro aceitou apresentar uma nova candidata, que possa derrotar António Guterres.
 A alemã que não cumpre os Tratados Europeus, conseguiu convencer os seus parceiros a rasgar as regras da transparência.
Nunca embandeirei em arco com as vitórias de Guterres. Pressentia que a sua eleição não se concretizaria, porque haveria de surgir uma mulher que mostrasse ao mundo que afinal essa ideia de que com elas, a política é uma coisa decente,não passa de blá,blá blá. Aquele discurso de Ban Ki Moon tinha sido encomendado...
A comunicação social europeia revelou que a  mandante foi uma alemã de Leste que não cumpre os Tratados Europeus, mas obriga os outros a cumprir.
E assim, de uma penada, duas mulheres mostraram ao mundo que a transparência na eleição para SG da ONU pode ser contornável, se em causa estiverem outros interesses.
Merkel DET ( Dona da Europa Toda) mexeu os cordelinhos e uma búlgara apresenta-se na corrida com a meta à vista. Curiosamente, a búlgara chama-se Kristalina ( Georgieva). Há nomes mesmo cínicos, não há? E mulheres que conspurcam a política com a maestria dos homens.Chapeau
Estamos conversados. Essa treta de é tempo de as mulheres entrarem na política para que a política tenha um rosto mais humano e seja mais decente, não passa de blá,blá,blá. 
Entro em convulsões e belisco-me todo, só de pensar que já acreditei nisso e até dei  para esse peditório.

Caderneta de cromos (45)




José Gomes Ferreira, também conhecido por Medina Carreira dos Pequeninos, foi  o escolhido por mim para o regresso da Caderneta de Cromos.
O raciocínio deste cromo é simples: cortar nas pensões, nos salários e nas reformas é necessário, por causa da crise.
Taxar valores patrimoniais acima de 500 mil euros é infâmia.
Irritam-me estes gajos pequeninos. A tal ponto, que se um dia tivesse poder retirava-os das Cadernetas de Cromos e punha-os numa jaula a pão e água durante um ano.
Estes jornalistas com alegada formação em áreas económicas, cumprem o seu papel de fazer fretes a quem lhes paga, mas palpita-me que um dia acabam a escrever livros como o do Saraiva.

terça-feira, 27 de setembro de 2016

Those were the days(30)

Comprava-se tanta coisa com uma nota de 100 escudos!
Hoje, vale 50 cêntimos e nem para um café dá...

Não precisa explicar...

Eu só queria entender uma coisa: até ao final da semana passada, os analistas criticavam o governo da geringonça, porque a carga fiscal estava a aumentar e a tornar-se insuportável para as famílias.
Desde ontem, já li vários artigos e ouvi outros tantos comentadores a alertar para o falhanço da política do governo, porque...a receita fiscal diminuiu!
Parece-me haver aqui qualquer coisa que não bate certo, mas o problema deve ser meu...

Noite de terror!

Ver o debate entre Hillary Clinton e Donald Trump, esta madrugada, foi como ter um pesadelo que nos faz acordar em sobressalto.
Se Donald Trump vencer as eleições de Novembro com aquele discurso nihilista, onde não há sequer uma ponta de política, devemos todos estar preparados para o pior. É que no meio daquele vazio, descortina-se em Trump um profundo ódio e um desprezo absoluto pelas pessoas. Independentemente da raça.
Hillary Clinton, por  sua vez, também não dá quaisquer garantias de vir a ser a presidente que os Estados Unidos precisam. Ter um  discurso político estruturado não é suficiente para dirigir a maior potência do mundo. Debitou alguns slogans  que empolgaram a assistência, mas não foi assertiva em nenhuma das matérias do debate. E deixou a pairar no ar a hipótese de retomar as negociações do TIPP - o que é uma péssima notícia.

segunda-feira, 26 de setembro de 2016

Those were the days (29)



Quem não usou Viarco, não sabe o que são livros para colorir, pois não?

Atrás de mim virá...



" O sorriso de Frauke Petry traz o terror de volta à política alemã. Parece tão simpático. Tão repugnantemente simpático".
Quem escreve isto é um colunista alemão ( Hans Hutt)  no Der Freitag
Por esta brevíssima análise, facilmente se percebe que a lider  do AfD (Alternative fur Deutschland), partido de extrema direita alemã  em ascensão meteórica ( fiou em segundo lugar em Berlim nas eleições de 18 de Setembro e já tem representação nos parlamentos de 10 dos 16 estados alemães) está a causar algum pânico na Alemanha. Ao ponto de o Der Spiegel a tratar como Adolfina ( numa alusão clara a Adolf Hitler)
Há mesmo quem diga, na Alemanha, que depois de Merkel o futuro será negro e os alemães ainda vão ter saudades  da sua Angelina.
No entanto, há algumas semelhanças entre Ângela Merkel e Frauke Petry:
Ambas são licenciadas em áreas de Química; 
Chegaram à liderança dos seus partidos por vias pouco claras;
São fortemente criticadas pelos seus antecessores, que as acusam  de desvirtuar os princípios programáticos dos respectivos partidos
E. last but not the least, ambas vieram da Alemanha de Leste.
Há tempos escrevi um artigo onde manifestava a minha recusa em celebrar a queda do muro de Berlim, porque considerava que isso iria trazer mais prejuízos para a Europa, do que benefícios.
Fui severamente criticado, cheguei mesmo a ser insultado por ter alvitrado  que a queda do Muro de Berlim, ao contrário do que muitos diziam, não iria consolidar a paz na Europa, mas sim fomentar a guerra. 
Gostava de me ter enganado, mas Frauke Petry é apenas uma prova de que os meus piores receios se estão a confirmar. A Alternativa que ela propõe é bem pior que a receita que conhecemos nos últimos 10 anos.
É altura de começarmos a admitir que mais uma vez se confirma o adágio popular "Atrás de mim virá, quem de mim bom fará!"

Venham daí!



O Outono não é sóa nostalgia de "Les feuilles mortes".Nem  prenúncio de fim de ciclo.
Às vezes também é ressurreição, renovação  e esperança. 
Por isso decidi regressar a um ponto perdido e retomar esta viagem, embora seguindo por outros caminhos. Espero que me acompanhem.

sábado, 24 de setembro de 2016

Dia do postal ilustrado (21)

Depois da arreliadora interrupção provocada pela minha azelhice ( e pela falta de rede da Internet aqui em casa, convenhamos) está de regresso o Dia do Postal Ilustrado




Os postais desta semana foram enviados pela Majo. cuja participação muito agradeço.
O primeiro é da bela cidade de Lagos, quando ainda não tinha avenida marginal. A Majo não indica o ano, mas deve ser mesmo muito longínquo, pois não recordo a cidade sem marginal


O segundo reproduz elementos característicos do Algarve.
Ambos foram retirados da Net, porque a Majo não tinha postais antigos, mas pretendeu participar. E fez muito bem, não vos parece?
Pela minha parte um grande obrigado!

Isso não existe, pá!

Os tugas dividem-se em dois grupos:
-os que querem saúde à borla, reforma garantida, escolaridade gratuita, palettes de auto estradas sem portagens, transportes públicos mais baratos e tudo a que reclamam ter direito, só porque nasceram, mas não querem pagar impostos 
- os que aceitam pagar impostos, mas acham um abuso taxar os mais ricos e preferem que os impostos recaiam sobre os rendimentos do trabalho.
Estes últimos habitam no mundo daqueles que não pagam impostos sobre o trabalho, porque vivem da economia paralela.

sexta-feira, 23 de setembro de 2016

Those were the days (27)


Se eu pedisse aos leitores para identificarem este objecto, a maioria responderia que é um alicate. Correcto. Há apenas um porém... Trata-se de um alicate muito especial utilizado pelos "trinca-bilhetes" hoje conhecidos como revisores. Com este objecto, os trinca-bilhetes, conhecidos em Lisboa como " Picas" fazia um furo que inutilizava os bilhetes, hoje conhecidos como títulos de transporte ( Ver aqui

Caramelos Vaquinha (12)








"Esta paródia senil, protagonizada por jovens burgueses criptocomunistas e habilidosos pantomineiros da velha escola, sairá cara ao meu partido"
(Sérgio Sousa Pinto, deputado do PS)

Creio que a frase proferida por este prodígio da política eternamente adiado, é suficientemente impactante para justificar o regresso desta rubrica ao CR.
Anda por aí muita gente escandalizada, porque Mariana Mortágua disse que era  preciso ir buscar dinheiro a quem o anda a acumular  graças à  pobreza  a que condenaram outros durante a crise, mas ninguém  se  indignou nem pronunciou sobre as alarvidades deste Betinho.
Portanto, se bem entendi, os portugueses admitem que pessoas que acumularam riqueza durante a crise, à custa da exploração de quem trabalha, ou graças à economia paralela, não devem  pagar impostos, mas sim receber uma medalha no 10 de Junho. 
Ás tantas, vai-se a ver e temos quase 10 milhões de caramelos a viver em Portugal. A Vaquinhas e que nem todos podem aspirar. 

Os Três Porquinhos no divã

Agora que Passos Coelho, forçado pelo PSD, optou por salvar a pele e desistiu de apresentar o livro do candidato a prémio Nobel da pulhice, está completo o elenco dos 3 Porquinhos
Para quem ainda não conheça o argumento, esclareço que o filme decorre no consultório de um psiquiatra e gira em volta de um porco arquitecto com problemas de personalidade que sofre de distúrbios mentais. 
Cada vez que tem uma crise, veste a  pele de uma personalidade. Assim, ao longo da vida já foi jornalista, arquitecto, delator ou escritor ( chegou a sonhar ser prémio Nobel) e uma série de personagens diversificadas quase sempre de má índole e calibre rasca, como foi o caso quando sede armou em detective à caça de gays em elevadores do Chiado.
O filme analisa a fase em que o arquitecto se transformou em Irene, a proprietária de um prostíbulo celebrizada numa canção de o  Nico Fidenco ( A casa de Irene). 
Saraiva, encarnando Irene, narra ao psiquiatra as histórias sexuais que os clientes lhe confidenciavam enquanto esperavam pela  prostituta favorita.
Estupefacto, o psiquiatra pergunta-lhe se o que lhe conta é tudo verdade. Saraiva apresenta-lhe o compincha pig Coelho que confirma as histórias e manifesta ao psiquiatra a sua grande admiração por Saraiva, uma pessoa " de notável inteligência e grande calibre intelectual".
O psiquiatra já não sabe o que pensar daquele duo e equaciona interná-los, mas é nessa altura que entra  o porco Valente, o produtor do filme que assegura nunca ter produzido obra de tão elevado nível técnico, e tão magistralmente escrito.
O psiquiatra pensa ver cifrões a bailar nos olhos do porco Valente e assume que também ele ( psiquiatra) não deve estar a bater bem da bola, por isso dá por encerrada a sessão de terapia  e vai a uma esquadra da polícia, onde apresenta queixa de três indivíduos de raça não identificada, que classifica de "loucos perigosos". 
Fonte bem informada assegurou-me que a verdadeira Irene tenciona processar o autor Zé Saraiva e o produtor do filme Guilherme Valente, pois a sua imagem sai fortemente beliscada. Recordo os leitores que Irene, apesar de muito solicitada pela imprensa italiana da época para divulgar nome de frequentadores do seu bordel, em troca de avultadas verbas, sempre recusou fazê-lo.
Compreende-se, por isso, que recentemente num círculo de amigos , depois de informada sobre o teor do livro,  tenha comentado:
Não admito que um filmezeco pornográfio de série B coloque em causa a minha dignidade. Nem eu, nem nenhuma das meninas seria capaz de divulgar as manias sexuais dos clientes da minha casa. Se não me pedirem desculpas públicas, processo-os.

Entretanto o elenco do filme já é conhecido
Saraiva ( autor) - o porquinho canalha
Passos  (político) - o porquinho cobarde
Guilherme Valente ( o editor)- o porquinho escroque

quinta-feira, 22 de setembro de 2016

Nós ( eles) os Ricos



Uma vez que ninguém se indignou com o estudo da Fundação Manuel dos Santos, que concluiu terem sido os mais pobres, os mais prejudicados pela austeridade, também não é expectável que vejamos telejornais a abrir com esta notícia da OCDE.
Os jornalistas em Portugal são personagens daquela série "Nós os Ricos".

Those were the days ( Especial)



O Verão terminou hoje e decidi despedir-me dele à minha maneira. Como antigamente.
No tempo em que não havia blogs nem Internet, as redes sociais não eram espaços virtuais, eu era um adolescente que adorava comunicar por música e francófono assumido, esta era uma das canções que tocava na minha geringonça, insistentemente, no dia em que o Verão se despedia.
Nesse tempo, distante meio século, eu ainda não descobrira o espectáculo maravilhoso de cores que inundavam  Trás os Montes e os vinhedos do Douro da minha paixão.
AVISO: Há dias, um post desta rubrica saiu sem imagem. Já pedi desculpa aos leitores por esse lapso mas agora, se seguirem o link deste texto, podem ver a imagem que estava associada ao post

Cuidado! O whiskey anda marado...

Quando jornalistas, alegadamente licenciados em economia, defendem com profunda convicção que uma família com habitações de valor TRIBUTÁRIO ( não de mercado) superior a 500 mil euros pertence à classe média, começo a desconfiar da sua idoneidade.
Quando esses mesmos jornalistas afirmam sem tibiezas que qualquer família da classe média tem uma casa na cidade e outra na praia, para além de oura herdada dos pais, começo a desconfiar da sua seriedade.
Mas quando esses e outros jornalistas transformam uma frase de uma deputada num encontro partidário, numa medida do governo que pretende taxar o património dos ricos, sem sequer ouvirem a opinião do ministro responsável, então concluo que essa gente perdeu completamente a noção da realidade e vive num mundo só deles, onde constroem  enredos e histórias, que confundem com a realidade.
Partindo do princípio que esses jornalistas não estão todos loucos, nem são desonestos ao ponto de pretenderem intoxicar a opinião pública com notícias falsas, então sou obrigado a concluir que algum agente externo, comum a todos eles, anda a perturbar-lhes o raciocínio. 
A culpa de tanta alucinação só pode ser do whiskey marado que anda por aí à solta na noite. Apesar de a ASAE ter encontrado e apreendido em bares, milhares de litros de whiskey marado, certamente não visitou os bares frequentados por alguns jornalistas.

quarta-feira, 21 de setembro de 2016

Those were the days(26)

Antigamente chamavam-se simplesmente bilhetes e alguns ( entre os quais me incluo) coleccionavam as capicuas que, dizia-se davam sorte.
Hoje em dia foram promovidos a títulos de transporte e não têm piada nenhuma.

Tanto mar

Abandonou Lisboa para ir trabalhar para o Fundão. Nos primeiros tempos foi um drama mas, com o decorrer das semanas e dos meses, foi-se adaptando. Em vez de ir ao cinema via os filmes em casa, de teatro não sentia falta, porque nunca fora consumidor, gins havia à fartazana nos bares  e a discoteca também servia muito bem para as suas necessidades. O único problema que tinha, dizia, era a falta do mar. Mas até esse problema estava prestes a resolver. Quando sentia muita necessidade de ver o mar ia até à praia…fluvial!

Já recomeçaram as aulas?

Ouvi dizer que o ano escolar já recomeçou. Não acredito. Só pode ser piada. Todos os anos há queixas de professores que não foram colocados, erros na distribuição de horários,protestos pela falta de pessoal auxiliar, professores colocados em várias escolas em simultâneo, alunos sem aulas por falta de professores.
Querem convencer-me que este ano, com uma geringonça a governar, o regresso às aulas  decorreu normalmente? Vão brincar com o Camões! 
Essa notícia  é só para desviar as atenções dos impostos brutais sobre a classe média, que estão a asfixiar as famílias.

terça-feira, 20 de setembro de 2016

Those were the days (25)


Só para avivar a memória daqueles que não se lembram e informar os mais jovens: antes do 25 de Abril quem quisesse usar  isqueiro era obrigado a obter  esta licença. A multa para os infractores era bem pesada...

E a boa notícia é...

...que sou um grande  nabo. Estive  três dias com dificuldades em postar e impossibilitado de publicar fotos, por uma azelhice que até tenho vergonha de vos contar.
A vida voltou à normalidade. Siga a rusga!

Declaração amigável

Seguia tranquilamente na estrada. Ao atravessar uma povoação parou na passadeira, junto a um cruzamento, para deixar passar três transeuntes. 
Voltou a arrancar mas, quando ia no meio do cruzamento, foi abalroado por um condutor que não respeitou o sinal STOP. Sai do carro furioso, pronto a insultar o energúmeno distraído e negligente mas, ao abeirar-se da viatura, percebe que o condutor é preto.
Refreia os seus ímpetos para não ser acusado de racista. Propõe então a assinatura da declaração amigável, mas o condutor informa-o que não tem seguro.
Então a solução é chamar a polícia- alvitra o condutor do veículo abalroado
É nesse momento que saem do veículo três latagões propondo uma solução mais consentânea. Cada um suporta o seu prejuízo e não se fala mais nisso mas, se o condutor abalroado pretender, um deles até trabalha numa oficina e faz uma reparação por bom preço.
A vítima recusa a oferta e insiste em chamar a polícia. Os ocupantes da outra viatura insistem que não faça isso. Está a ser um porco racista e vão eles apresentar queixa na polícia por estarem a ser vítimas de racismo.
O condutor lembra-se do livro de Pascal BrucKner “Os remorsos do Homem Branco”. Apesar de não tencionar aceitar a oferta, pede a morada da oficina e o contacto. Os ocupantes da viatura voltam a entrar no carro. Um deles diz:
Grande chatice, man! Agora vamos ter de roubar outro carro.

Não só podia ter acontecido, como aconteceu…

segunda-feira, 19 de setembro de 2016

Those were the days (24)



Há por aí alguém que ainda saiba lançar o pião?

AVISO!

to whom it may concern

Nada tenho contra os gordos, desde que não se sentem ao meu lado nos aviões ou nos transportes públicos.

O velho, o rapaz e o burro


Um jornalista (José Gomes Ferreira ) alegadamente especializado em matéria económica, que a um mês da falência do BES garantia ser seguro investir num produto toxico, descobriu que uma familia com património imobiliário de 500 mil euros pertence à classe media;
Um outro jornalista   (Fernando Lima) especializado em vender noticias falsas, braço direito de Cavaco Silva durante 20 anos, lançou um livro patético onde zurze no ex amigo e chefe, sem dó nem piedade, e auto proclama-se o grande obreiro da construção da imagem da mais sinistra figura politica da democracia portuguesa.
Um arquitecto (Saraiva) reciclado em  jornalista, director de um semanário intriguista, um dia garantiu que venceria o prémio Nobel da Literatura. Como ninguém se lembra sequer do titulo do primeiro livro que publicou decidiu jogar outra cartada: lançou um livro onde revela inconfidências de cariz sexual de políticos (alguns deles já falecidos) e convidou, para o apresentar, um ex primeiro ministro que durante quase cinco anos fornicou milhões de portugueses.
Sendo o primeiro jornalista "vendido" à opinião pública como especialista em economia da SIC, canal de televisão do militante número 1 do partido liderado pelo ex Pm que vai apresentar  o livro do Saraiva;
Sendo o segundo jornalista conhecido por fabricar notícias falsas para favorecer uma amiga de Cavaco Silva nas legislativas de 2009;
Sendo o terceiro jornalista um ex director de um semanário do militante nº1, alguém se espanta que o juiz que tem a seu cargo o processo Marquês onde alegadamente estará envolvido José Sócrates, tenha sido entrevistado na mesma semana pelo Expresso e pela SIC ( que estava no aeroporto à espera da chegada de Sócrates na noite em que ele foi preso), órgãos de comunicação social cujo proprietário é o militante nº1 do PSD?

domingo, 18 de setembro de 2016

Desculpem a interrupção


  1. Por motivos alheios a minha vontade, nao pude publicar ontem a habitual rubrica "dia do postal ilustrado".
  2. Um arreliador e ainda não resolvido problema está a dificultar a colocação de posts e impede-me de publicar imagens.
  3. Espero resolver o problema com a maior brevidade. Entretanto é possível que sejam publicados alguns posts pre agendados, mas não sei em que condições. Peço, por isso, desde já desculpa se alguns posts fizerem referência a imagens e vídeos, quenão  aparecem.
  4. Espero que as coisas voltem a normalidade muito em breve.

sexta-feira, 16 de setembro de 2016

Those were the days (23)




Em tempo de regresso às aulas, uma imagem do disco rígido dos computadores que muitos dos leitores usaram e os filhos e netos  desconhecem totalmente.

Venha o próximo!

Depois do Reino Unido, um outro pais ameaça sair da UE:a Holanda. Tal pode acontecer se Geert Wilders, que lidera as sondagens, vencer as eleições de Março. 
O líder do Partido da Liberdade promete tambem acabar com as mesquitas e escolas muçulmanas no pais e tomar medidas de combate a imigração.
Talvez nao haja razão para alarmes. Afinal, quando Wilders vencer as eleições, talvez Trump já esteja instalado na Casa Branca a implementar o seu projecto louco. E logo a seguir Marine Le Pen tem fortes possibilidades de ser a escolhida pelos franceses para ocupar o Eliseu.
Tudo boas noticias, portanto. O grande problema da Europa são os preguiçosos do Sul, que vivem acima das suas possibilidades.

Que interesses impõem a neutralização da ASAE?



No início do ano fiz três pedidos ao governo. Um deles era que voltasse a dar condições à ASAE para retomar a sua actividade normal, cumprindo os seus deveres de protecção do consumidor, restituindo-nos confiança em relação à higiene e segurança alimentar.
Quando fiz esse pedido não foi apenas por discordar frontalmente das medidas do anterior governo que , por motivos políticos impediu a ASAE de actuar sobre determinados agentes económicos, transformando-a num organismo inócuo, afectando os interesses económicos e o direito à saúde e segurança dos consumidores .
O ataque começou em 2011, quando Pedro Mota Soares proibiu a ASAE de actuar junto das IPSS, uma medida cretina e criminosa pela qual deveria ser julgado, se não fosse um idiota inimputável. 
Adolfo Mesquita Nunes, secretário de estado da defesa do consumidor durante uns meses, também nutria um ódio especial pela ASAE. Deslumbrado com o liberalismo, acredita na selecção natural das coisas e despreza os direitos dos consumidores que considera "ridículos". Para ele a ASAE não tinha qualquer razão de existir. O importante, como defendeu quando era secretário de estado do turismo, é termos hotéis sem recepção, dentro de restaurantes ou teatros e sem classificação: cada um que descubra por si.
Regressei ontem de um período de duas semanas de férias. Em viagem pelo norte e centro do país, ao fim de mais de 2 mil quilómetros e mais de três dezenas de restaurantes e similares, confirmei aquilo de que já suspeitara em Julho, quando estive no sul: hotelaria e restauração andam em roda livre, a fazer o que lhes dá na real gana, a especular  e a colocar em causa a saúde dos consumidores.
Não aceito que este governo seja cúmplice e dê continuidade à política criminosa prosseguida pelo anterior executivo em relação à saúde pública e à protecção dos consumidores.
Casos como os que se podem ver no video ( a partir do 1m30s) que encabeça este post não podem ocorrer num país civilizado. Não se pode brincar com a saúde e segurança dos consumidores, pois isso prejudica os portugueses, mas também é um mau cartaz turístico para quem nos visita.
Em tempo: quando terminei de escrever este post, pessoa amiga informava-me que na semana passada a Visão publicou um artigo sobre o assunto. Como estava de férias, não li. Mas irei fazê-lo agora e, se encontrar algo de novo, voltarei ao assunto.

quinta-feira, 15 de setembro de 2016

Those were the days (22)



Esta geringonça animava piqueniques ou festas de garagens. Quase impossível não associar de imediato esta imagem a um momento.
Qual a primeira música que associaram a esta imagem?

Seus marotos!

Durante as curtas férias mantive-me prudentemente afastado dos noticiários. As poucas vezes que liguei rádio do carro ou televisor dos hotéis foi para saber notícias dos incêndios. 
Quando iniciei o regresso a casa, permiti-me ouvir os noticiários na rádio.
 Durante dois dias andei confuso, pois em quase todos aparecia Pedro Passos Coelho  com uma voz entaramelada e um discurso típico dos maníacodepressivos, a anunciar a desgraça que aí vem e a atacar a Europa ( Eu nem queria acreditar!) por ter considerado Durão Barroso um lobista.
De Costa, ou qualquer membro do governo, não me recordo de ouvir uma única palavra.Cheguei a pensar que afinal a geringonça apenas me tinha aparecido em sonhos e que Passos Coelho continuava a ser primeiro ministro.
Devo dizer-vos umas coisa, camaradas jornalistas. Sois uns marotos! Andaram dois dias a pregar-me partidas. Com tanta eficácia que uma manhã, em Torre de Moncorvo, acabei por dar razão a uma senhora que gritava a plenos pulmões que tinha sido roubada pelo governo. 
Alguém lhe perguntou qual governo D. Maria?  e a anciã respondeu convicta  o do coelho lambidinho, qual havia de ser? 
Mas esse já não é governo, agora está lá o monhé!- insistia uma senhora  com ar de esposa de presidente da câmara ( pelo menos de vereador, vá lá...)
Qual monhé, qual c..... ( com sua licença)  D. Isabel! Eu bem sei que é aquele tinhoso de Vila Real que me roubou a pensão que é primeiro ministro. Ele todos os dias está na telebisão e o monhé só lá de quando em quando. Esse num manda nada, coitado!   

Ser genial é...

Informar as televisões que um ex-primeiro ministro vai ser detido, para garantir  o necessário aparato mediático capaz de mobilizar a opinião pública. Depois, " deixar fugir" para os jornais  informações sobre a acusação, mas nunca acusando, para que a opinião pública condene o visado com base no que vai lendo nos jornais e ouvindo nas televisões.
Quando a vítima já está "queimada" o trabalho está feito, mas fica a faltar uma peça essencial: a acusação. Sem provas não há acusação, pelo que o génio acusador se vê metido numa embrulhada da qual não sabe como sair.
Decide então recorrer aos seus amigos na comunicação social, para que lhe façam uma entrevista onde se revelará uma pessoa  "feita à medida" dos portugueses: humilde, tacanho e mesquinho.
 Pouco importa que a imagem seja construída e nada tenha a ver com o entrevistado. O toque de genialidade está nas insinuações que  faça ao longo da entrevista, visando a vítima e comparando-se com ela, de modo a que fique bem claro que o entrevistado está a incorrer em graves erros que poderão motivar um inquérito disciplinar.
Aqui chegado, o génio fica à espera, até que a decisão seja tomada.
Entrementes, avisa um jornal de que abandonará o processo da vítima se for alvo de inquérito.
No dia  da confirmação suspirará de alívio. Não encontrou provas para fundamentar a acusação, mas sai em ombros, como uma vítima a quem não deixaram fazer justiça contra os poderosos, tendo sido obrigado a abandonar o processo.
Arruma a secretária e vai para casa tranquilo. Finalmente todos ficam a saber que ele próprio também não acredita na justiça. Pelo menos na dos seus pares, porque na dele continuará a acreditar até ao fim.



quarta-feira, 14 de setembro de 2016

Those were the days (21)

Aviso desde já os leitores que ficaram "chocados" com o facto de eu ter ousado declarar a minha aversão ao Ovomaltine, que também nunca gostei de Cola Cao, nem nunca coleccionei rótulos para enviar para o "1,2,3".
Aviso, também, que esta rubrica pretende apenas ser um álbum de recordações, sem quaisquer intenções subliminares, por isso, a quem gosta de confundir a Estrada da Beira com a beira da estrada, peço que não concluam que eu, apesar de por estes dias estar na Cova da Beira, estou à beira da cova.
Muito agradecido.

Declaração de interesses

"Sou contra a extinção dos Comandos, porque depois tinha de levantar o cú da cadeira para mudar de canal".
( Roubado do FB)

A anedota do ano

Tenho uma relação estranha com as anedotas. Rio-me imenso com muitas ( não perco as do Pedro Coimbra às segundas e sextas-feiras), mas tenho dificuldade em fixá-las. Quando  memorizo alguma e a partilho em público, constato que já quase toda a gente a conhecia e fico descoroçoado. 
Creio que o mesmo se passará com esta, de que tomei conhecimento apenas ontem à noite mas, certamente, a maioria dos leitores já conhecerá. Então aqui vai:
Como todos sabem, Dilma Rousseff foi afastada do poder por alegadamente ter praticado crimes fiscais, que ficaram conhecidos como "pedalada". Basicamente, consistiam em não ter pedido autorização ao Congresso para  contrair créditos.
Dois dias depois do "impeachment", os mesmos deputados que votaram o afastamento de Dilma, acusando-a de ter cometido um crime,  aprovaram uma lei que permite ao governo de Temer contrair créditos sem autorização do Congresso. Por outras palavras: o governo de Temer está autorizado pelo Congresso a praticar os mesmos actos que foram considerados crime, quando praticados por Dilma e levaram à sua destituição.
O Brasil tem-nos brindado com uma série notável de grandes humoristas, mas é lamentável que um governo torne o Brasil num  país de anedota!

terça-feira, 13 de setembro de 2016

Those were the days (20)


Faz hoje 25 anos que foi concluída a ligação entre Lisboa e Porto por auto estrada.
Para quem sempre fez a ligação de automóvel entre Porto e Lisboa pela A1 e não sabe o que era  viajar na EN1, esta evocação talvez não tenha qualquer significado.
Mas eu sou do tempo em que uma viagem de Lisboa ao Porto demorava normalmente 5 horas, excepto em datas festivas,férias e fins de semana, quando o tempo necessário para percorrer os poucos mais de 300 quilómetros que ligam as duas cidades oscilava entre as 7 e as 9 horas  
Demorar uma hora para atravressar Leiria e  hora e meia a duas horas, para atravessar Coimbra era vulgaríssimo e, mesmo fora das horas e dias de ponta, quem fizesse o percurso em menos de 4 horas e meia era considerado um louco do volante.
Saúdo por isso efusivamente o dia 13 de setembro de 1991. Não só porque as duas cidades ficaram mais perto, mas também porque a auto estrada obrigou à modernização de transportes ferroviários e aéreos, que se tornaram mais rápidos e mais amigos dos utentes.
Hoje em dia raras vezes vou ao Porto de automóvel ( é mais rápido, mais cómodo e mais barato ir de comboio) mas quando decido conduzir nesse percurso opto normalmente pela A8, com menos trânsito.
A rede de auto estradas tornou o país mais pequeno e aproximou o interior do litoral, facto de grande relevância para quem, como eu, precisou da estrada para trabalhar durante muitos anos, mas a A1 marcou definitivamente uma nova era em Portugal, no concernente ao transporte rodoviário. Merece, por isso, um lugar neste álbum de recordações.

Nem bons ventos, nem bons casamentos ( Actualização)

Está na altura de os portugueses perceberem, de uma vez por todas, que o adágio " De Espanha nem bons ventos, nem bons casamentos", padece de uma desactualização geográfica.
Noutros tempos, esse  chiste anti espanhol talvez tivesse algum fundamento mas, no último  século, os maus ventos  sopram insistentemente de paragens mais distantes, localizadas no centro da Europa.
Instigadora (e causadora) de dois conflitos mundiais que destruíram a Europa e provocaram milhões de mortos, a Alemanha está apostada em dominar a Europa por via de uma guerra económica e, quiçá, criar condições para um novo conflito armado à escala mundial.
Nos últimos anos, a Alemanha é um ponto de conflito permanente no seio da Europa. Merkel exige aos países do sul que não violem o Tratado Orçamental com défices excessivos, incita a aplicação de sanções, mas a Alemanha foi a primeira a violar as regras e continua a fazê-lo, em virtude do superavit das transacções comerciais. Indiferente às acusações aquele bandalho da cadeira de rodas ainda se ri e ataca Draghi, por ele pedir "humildemente" à Alemanha que cumpra as regras. 
Mas quem é o presidente do BCE para exigir à Alemanha que não se comporte como um maltrapilho fora da lei e se sujeite à regras que obriga os outros a cumprir? A toda poderosa Alemanha está acima da Lei de ponto final.
A tentativa de interferir na política de âmbito mundial tem igualmente vindo a aumentar, com resultados preocupantes. 
As negociações com a Turquia, visando varrer os refugiados para debaixo do tapete é um exemplo dessa política incendiária que a Alemanha de Merkel e Schaueble vêm prosseguindo. O dinheiro pago à Turquia para ficar com os refugiados não só não resolveu o problema, como deu a Erdogan argumentos e pretextos para instalar na Turquia um regime tenebroso que preocupa qualquer pessoa minimamente atenta.
A mais recente acção de Merkel, embora possa à partida parecer inócua, pode resultar num grave problema a nível mundial.
Meteu-se naquela cabeça que a ONU deveria ser presidida por uma mulher. Como se isso fosse garantia de qualidade, paz no mundo e progresso, Merkel lançou-se na empreitada de colocar à frente daquela que deveria ser a instituição garante da paz no mundo, uma mulher. E não encontrou melhor maneira de o fazer, do que criar um conflito.
Quando António Guterres venceu destacadíssimo a terceira pré-votação, pediu a Ban Ki Moon que alertasse o mundo de que tinha chegado a hora de uma mulher exercer o mais alto cargo na ONU. Como o aviso não surtiu efeito ( Guterres ganhou ainda com mais vantagem a quarta votação). Merkel puxou pela sua faceta de alcoviteira e agiu por conta própria.
Primeiro tentou influenciar o G-20 para apoiar uma mulher. Depois, pediu ao governo búlgaro ,que mudasse a sua candidata e apresentasse, no seu lugar, Giorgieva, sua amiga pessoal.
Merkel já veio desmentir, mas entretanto entregou a tarefa de avançar com o apoio à candidatura de Giorgieva, o país mais antidemocratico, xenófobo e racista da UE: a Hungria.
Não acredito que Merkel insista em avançar com a candidatura de Giorgieva para chatear Portugal. O problema de Merkel é ver em António Guterres um candidato de esquerda e um humanista, que não vê as pessoas como simples números. Ela quer uma candidata de direita, apoiada pela direita radical europeia, porque é da sua família política mas, principalmente, porque pensa que chegou a altura de ser uma mulher a dirigir a ONU. Porque é melhor do que Guterres? Não! Porque é mulher!
Custa a acreditar que a chanceler alemã seja tão imbecil, ao ponto de tentar inviabilizar a eleição de um candidato quase consensual e forçar a eleição de uma mulher. 
Esta mania das quotas para mulheres em tudo quanto é sítio começa a ser uma irritante praga que apenas as diminui. Quase tanto, como celebrar o Dia Internacional da Mulher, colocando-a ao nível do Orangotango, do Lince Ibérico ou das Abelhas, que também têm os seus dias mundiais consagrados por lei.
Há mulheres extraordinárias a desempenhar cargos de grande responsabilidade e influência a nível mundial. A ONU não precisava de ser palco destes jogos de poder.
Fazer uma "guerrilha"  para instalar uma mulher apoiada por Merkel à frente da ONU fortalece o poder da Alemanha a nível mundial, mas enfraquece e descredibiliza a mulher que vier a ser eleita por via de jogos de bastidores.
Quanto a nós, portugueses, teremos cada vez mais razões para esquecer os velhos conflitos com Espanha e passar a dizer:
"Da Alemanha, nem bons ventos, nem bons casamentos..."

Em tempo: acabo de saber que afinal a tentativa de Merkel saiu furada e o governo búlgaro não vai apoiar a candidatura de Giorgieva. Isso não invalida a necessidade de alterar o adágio popular.Até porque não acredito que Merkel desista dos seus intentos em evitar a eleição de Guterres.

Bruxelas não paga a traidores?

Custa-me a perceber a indignação do PSD, face à decisão de Juncker em tratar Durão Barroso como um lobista, mas também não consigo entender por que razão só agora a Comissão Europeia tomou esta decisão.
Afinal, Durão Barroso foi sempre um lobista, nunca um político com sentido de Estado.
Já toda a gente percebeu isso, pelo menos desde a cimeira dos Açores e posteriores desenvolvimentos.
Sou por isso levado a pensar que a indignação no PSD é apenas motivada pelo espanto. Como é possível Juncker fazer uma desfeita destas aos meninos mais bem comportados da União Europeia? Afinal Bruxelas não paga a traidores?- pergunta-se insistentemente na S. Caetano à Lapa.
Paga, paga- respondo eu. A prova é que ofereceu a Barroso o cargo de presidente da Comissão Europeia, em retribuição do favor que ele prestou aos interesses ocidentais na cimeira dos Açores. 

segunda-feira, 12 de setembro de 2016

Those were the days (19)

Quem se lembra deste simpático ratinho?
E ainda recordam o nome do pianista que mantinha conversa com ele nas noites de domingo?

Colagens



Depois de ter declarado a Anabela Mota Ribeiro o seu amor a Angola, onde apenas viveu 9 meses, Assunção Cristas fez uma declaração de amor a Lisboa.
Inebriada com as cores da cidade, ou por qualquer outra razão despoletadora de sentimentalismos, deu-lhe para a fraseologia poética e, para justificar a sua candidatura a Lisboa no próximo ano declarou:
"Tenho o vento de Lisboa colado à pele e a água do Tejo colada à alma".
Pois é, Assunção, isso é mesmo muito bonito, mas palpita-me que para conquistar a Câmara de Lisboa, será tão útil como um jarrão chinês da dinastia Ming , depois de um talibã o ter escaqueirado.
E palpita-me que, no caso de o PSD não apoiar a sua candidatura, também Assunção Cristas poderá escaqueirar-se e precisar de se colar a alguém para sobreviver politicamente.
De qualquer modo, uma coisa lhe quero dizer. Louvo a sua coragem em assumir o risco,  colocar Passos Coelho em sentido e procurar afirmar o CDS como uma alternativa e não como o eterno apêndice do PSD que garantiu a sobrevivência  e uma multiplicidade de empregos a Paulo Portas, mas de nada serviu para fazer crescer o partido. 

Quando a justiça não inspira confiança...

Não vi a entrevista do juiz Carlos Alexandre. Mas, pelo que li de comentadores  insuspeitos e ouvi num pequeno resumo do Eixo do Mal, constatei que o repúdio é unânime. Os excertos transcritos no FB são esclarecedores e suficientes para eu reiterar as minhas suspeitas e os meus medos em relação aos agentes da justiça.
Agravados pelos excertos que li do livro de Fernando Lima, assessor de confiança de Cavaco durante mais de 20 anos. A ser verdade que foi um magistrado a avisar Cavaco de umas escutas a Belém, estamos perante um caso de extrema gravidade que não devia ser varrido para debaixo do tapete, mas sim investigado até às últimas consequências.
Espero, por isso, que os entendimentos tantas vezes reclamados pelos políticos não se concretizem, porque a acontecerem, apenas agravariam os medos dos portugueses que prezam a liberdade.
Não sei quais as razões que terão motivado Carlos Alexandre a dar a entrevista mas... tenho as minhas suspeitas.

domingo, 11 de setembro de 2016

A cada um sua razão


A que propósito vem este vídeo dos 90 anos da SPA? - perguntam os leitores
A propósito de nada. Apeteceu-me, pronto- respondo eu. 
Quem decidir dar uma espreitadela ao video, talvez encontre uma explicação melhor.

sábado, 10 de setembro de 2016

Dia do Postal Ilustrado (20)

Os postais desta semana trazem-nos um bocado de História e são muito originais.
Resultaram da ilustração de  um livro sobre a lenda da princesa Zarah que a editora decidiu publicar numa colecção de postais autónoma.
A princesa moura Zarah era filha de um alcaide de Leiria, responsável  da guarnição entre a primeira e a segunda conquista de Leiria por D. Afonso Henriques.

O livro é da autoria de um professor de História que foi colega da Graça, a leitora que nos enviou os postais desta semana ( Há mais, mas ficam para a segunda volta...)
No primeiro postal a bela princesa  está a sonhar com o seu cavaleiro


Neste segundo postal, Zarah foge dos cavaleiros de D. Afonso Henriques, que se aprestam para reconquistar Leiria.
Diz a lenda que  a magana  ainda hoje assombra o castelo.
Quem tiver dúvidas pode ir a Leiria confirmar. Quando vivia em Leiria contaram-me a lenda e uma noite fui ao castelo procurar a princesa Zarah. Não a vi, mas pregaram-me uma bela de uma partida.  
Muito obrigado à Graça por ter enviado estes postais que certamente irão contribuir para que muitos leitores fiquem a conhecer mais uma das muitas lendas que polvilham a nossa História.