sexta-feira, 12 de agosto de 2016

Valeu a pena?


Leio, na  Visão da semana passada, uma pequena biografia de António Ramalho, o próximo presidente do conselho de administração do Novo Banco.
Da sua “nota curricular” consta uma experiência de sucesso, de uma década, a trabalhar com Champallimaud. Os encómios a António Ramalho são muitos e variados, mas chamou-me particularmente a atenção a nota de que durante os primeiros sete anos de trabalho com Champallimaud nunca foi jantar a casa.

Não sei qual será a relação  do futuro timoneiro do Novo Banco com a mulher e as filhas, mas não deixo de me perguntar se terá valido a pena, aos 30 anos, casado e com duas filhas, ter sacrificado a vida familiar e não ter  acompanhado o crescimento de duas crianças com a proximidade que, presumo, qualquer pai desejaria.  

9 comentários:

  1. Ele talvez até possa pensar que sim...

    ...mas já vi alguns, altos quadros que se dedicaram de corpo e alma à profissão em detrimento do resto...
    ...e que acabaram completamente sozinhos e abandonados pela família quando chegaram à altura em que precisavam dela...

    To each his own!

    :)

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  2. "Tudo vale a pena quando a alma não é pequena" já nos afirmava o nosso saudoso poeta.

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  3. Para onde o Carlos me levou: https://www.youtube.com/watch?v=pkOBGeMYtys Depois comento. agora estou no passado.

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    1. É bom saber que posso interferir nos teus comentários. Obrigada, Gisela.

      O Carlos levou-te para um excelente caminho: Maria Teresa de Noronha — uma familiar do lado paterno — que sempre gostei de ouvir, mas que não cheguei a conhecer.

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    2. Teresa, não tem nada que agradecer. Quem comenta está sujeito a ser comentado. Eu só o deixarei de fazer quando o Carlos me disser que não sou bem-vinda, por respeito a ele porque gosto muito dos seus comentários e das sua análises. Às vezes já tenho exagerado nos meus sucintos comentários, mas não gosto de engolir sapos, nem de hipocrisias e a mim ninguém me cala! Eu posso falar muito mas há gente que só abra a boca para dizer asneiras, falando tão pouco.
      Belos tempos os da MTN. Tinha e tenho uma grande amiga no Montijo, terra que gosta muito de touros, fados, porcos e festas, onde passei muitos fins-de semana, em sua casa. Aos sábados à noite, numa casa particular, numa região ali próxima, havia fados para amigos e convidados. O João Ferreira Rosa estava sempre presente e chegou a levar a maria teresa de Noronha, além de outros cantantes e ouvintes amantes do fado. Belos tempos!
      Durante anos também tive como vizinho de toldo e de casa, em Armação de Pera, Dom Vicente da Câmara, que também é da família, mais os seus sete filhos e o seu amigo escafandro, que todos os dia utilizava. No terraço da casa, na marginal, á noite, havia também fados e guitarradas, às vezes. E, hoje, feita estúpida, estou por aqui quando podia lá estar regalada...
      Bom fim-de-semana e feriado para todos.

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  4. Há quem ocupe, ostensivamente, o seu tempo com o trabalho para suportar, civilizadamente, outras situações.
    Porque raio o Horta Osório, que já teve um esgotamento, agora foi para Singapura, em representação do banco, acompanhado da antiga conselheira de Blair e o banco veio dizer que foi ele que suportou as despesas? Why?

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