terça-feira, 2 de agosto de 2016

Uma família inglesa




Uma família inglesa foi proibida de viajar na Ryanair, porque o rebento mais novo decidiu alvejar os passageiros à cuspidela durante um voo entre Londres e Edinburgo.
Os passageiros, obviamente, não gostaram de ser confundidos com alvos de dardos por um puto de cinco anos e reagiram. Primeiro educada e pacientemente, tentaram demover a criancinha. Como os esforços se revelaram infrutíferos, pediram a mediação da mãe que se terá manifestado agastada com a reivindicação dos passageiros “ insensíveis ao facto de se tratar de uma criança”. Daí à altercação foi um ápice e o comandante viu-se obrigado a fazer uma aterragem de emergência em Manchester.
Mãezinha e restante família foram obrigadas a desembarcar e seguir a viagem por outros meios. Quiçá a pé, já que criancinha impertinente, com mãe estúpida, não deverá resistir a cuspir em passageiros de comboios e camionetas, se tal lhe apetecer.
A notícia remonta aos primeiros dias de Junho mas pareceu-me oportuno recordá-la, face aos comportamentos que vejo em algumas mãezinhas boas de famílias más (e vice versa) que talvez  por estarem em férias se estão marimbando para os comportamentos intrusivos  das criancinhas que as acompanham, em  praias e esplanadas. 
Um dia destes uma criancinha que me venha mijar nas pernas ( como vi uma fazer a um turista numa esplanada aqui do Estoril, perante o sorriso complacente da mãezinha que a muito custo se levantou para pedir desculpa num inglês macarrónico) leva um piparote que vai parar à praia do Tamariz num instante. E depois a mãezinha ( mesmo sendo boa como esta) vai atrás.
Ah a criancinha só tem dois anos e não sabe ainda bem o que faz? Pois então ensine-a, que é essa a sua obrigação. As mães não têm férias, mesmo quando os filhos foram fruto de um truca truca acidental. Ou venham de um país longínquo  do Leste, como era o caso.


8 comentários:

  1. Espero sinceramente que Theresa May se decida por negociar um Hard-Brexit, daqueles que requerem que os grunhos ingleses têm que obter 15 vistos distintos para nos virem importunar aqui para o 'Contenente'...

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  2. Penso que o Carlos e o Jaime gostam tanto de criancinhas como eu.

    Prefiro o famoso romance.

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  3. Não se trata duma família inglesa mas duma família à inglesa. estranhei porque na terra da liberdade certas partes têm de ser ocultadas com estrelas. Que esconderá a bandeira? uma EsloVaca com sorte

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  4. Quem diz inglesa, diz portuguesa. E quem diz mãe, diz, pai, acho eu, pois as obrigações são as mesmas.

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    1. Penso exactamente o mesmo, Francisco Clamote!!!

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    2. Certamente, Francisco e Teresa. Só que a notícia que li fala de uma família inglesa e eu não lhe ia mudar a nacionalidade...
      Quanto às obrigações de ambos os progenitores, também concordo, mas quer no caso ocorrido no voo da Ryanair, quer no que presenciei, as protagonistas foram as mães e pardeceu-me descabido estar a falar de pais que não foram ouvidos nem achados´para o caso.

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  5. A culpa não das criancinhas idiotas.
    É sobretudo dos pais que se esquecem de ser educadores.

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