terça-feira, 23 de agosto de 2016

Um grito pela Europa ecoou no Rio de Janeiro


Talvez a maioria dos leitores saiba quem é a mulher na foto, mas eu confesso que só este fim de semana soube que é italiana, se chama Elisa di Francisca, pratica esgrima e ganhou uma medalha de prata nos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro.
O que  terá ela feito de tão importante, para que eu escreva um post apresentando-a aos leitores do CR tão distraídos como eu?
Pois fiquem sabendo que Elisa, na altura de subir ao pódio, sacou desta bandeira da UE e exibiu-a com orgulho.
É bom saber ( e digo-o sem qualquer ponta de ironia) que ainda há gente  que acredita na Europa, se orgulha de ser europeia  e exibe esse orgulho num evento tão importante como as Olimpíadas.
 Num momento em que a Europa vive mergulhada em contradições e põe em causa alguns dos seus valores fundamentais, é digno de registo - e provocou em mim até uma pontinha de emoção- que uma atleta lance o alerta para  esses valores identitários com que foi educada.
Finalmente, é bom saber que os jovens acreditam na Europa onde cresceram e defendem os seus valores. Isso significa que se essa geração um dia chegar ao poder, talvez possamos encarar com um pouco mais de optimismo o futuro europeu.
Oxalá!

9 comentários:

  1. Tal qual como a Elisa di Francisca, eu ACREDITO na EUROPA dos JOVENS e no futuro europeu

    A nova geração vai fazer tudo muito melhor dos que os velhos a cheirar a mofo que habitam neste momento a UE.

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  2. Também ACREDITO numa Europa unida e mais solidária. Pode não ser na minha geração, mas Acredito que um dia vai ser assim.

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  3. Oxalá*


    * é a grafia de duas palavras homônimas da língua portuguesa, uma de origem árabe, que vem da expressão árabe "'in sha' allh", cujo significado é “se Deus quiser”, que é utilizada como interjeição para expressar o desejo que algo aconteça

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  4. Para mim não há mundo como a Europa. Com excepção de Marrocos, apesar de não ver nada de flagrante miséria, a não ser a falta de higiene nos mercados, sempre recusei viajar para países que tinham/tem uma face para o turista e outra, miserável para esconder os seus pobres habitantes. E até me ri quando um médico, meu amigo, foi foi às Maldivas, que teve todos os cuidados com a água, esqueceu-se ao beber um cocktail com gelo e ficou 15 dias com uma agradável disenteria que o impediu de sair da palhota ou do hotel.
    Quanto aos JO, fiquei comovida na cerimónia de encerramento, quando o representante do COI brasileiro proferiu o seu discurso, mal conseguindo segurar ou virar as páginas, devido a um estado avançado de Parkinson, mas que não lhe roubou o esfusiante entusiasmo.

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  5. Um dos grandes momentos nos Jogos Olímpicos.
    Também ainda acredito na União Europeia e sou daqueles que acham que, apesar dos muitos defeitos, é uma experiência de paz, tolerância, valores, civilização, sem par.

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