quinta-feira, 18 de agosto de 2016

Those were the days (8)




Condenado à morte quando rebentou a guerra dos detergentes, protagonizada pelo Tide e pelo Omo, passaram-lhe a certidão de óbito com a descoberta dos "glutões" do Presto. Resistiu nos lavadouros, enquanto existiram lavadeiras, mas desapareceu dos cenários domésticos com a entrada em cena da máquina de lavar que destronou os velhos tanques de pedra.O outrora famoso sabão azul e branco ganhou um novo fôlego, graças à gripe A e à ministra da saúde, Ana Jorge, que o aconselhou para lavagem das mãos, como alternativa aos desinfectantes.
 Voltou a ser notícia nos jornais em 2010. No Norte  vendia-se em versão rosa. Vá lá saber-se porquê…
A maior fatia da produção (seis mil toneladas) destina-se ao mercado africano, garantindo 26 postos de trabalho em Portugal. Depois do conselho da ministra, a empresa aumentou significativamente o volume de vendas em Portugal. É curioso constatar, no mercado das novas tecnologias, a ressurreição de “velharias” com novas potencialidades.
Debelada a gripe A, logo alguém - receoso de que se perdessem as potencialidades do sabão macaco- decidiu utilizá-lo no campo da literatura. O advogado Hugo Marçal, acusado de mais de 40 crimes, no processo Casa Pia, lançou um livro com o sugestivo título "Sabão Azul e Branco". Não poderia haver título mais sugestivo e imagem mais adequada ao dia de hoje.

O " Sabão Azul e Branco" - também conhecido como sabão macaco- é multifunções e serve para tudo. Bem... quase tudo... porque apesar das suas múltiplas potencialidades, nunca conseguirá apagar uma nódoa como o governo dos Pafiosos.  Passos, Portas , Marilú ou Mota Soares, foram nódoas da nossa jovem democracia que, pela  sua forma de agir, revelaram resquícios do Estado Novo, uma página negra da nossa História que nem os glutões do Presto serão capazes de eliminar.

4 comentários:

  1. Há nódoas de cores variadas que são imunes a qualquer sabão...

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  2. Carlos, tudo isso é verdade, mas chamar só nódoas a esta gente é ser muito suave. não viu o comportamento de Portas sobre o congresso do MPLA e o comentário do enviado especial do CDS?
    Em casa nunca me faltou o sabão azul e branco, ou rosa e branco, também chamado Offenbach. O sabão macaco era um sabão amarelo, mais mole, que se utilizava para esfregar os soalhos encerados, para serem de novo encerados. Vê-se bem que nunca teve esses problemas. Antes também diziam que a água lava tudo, só não lava a má língua desta gente. Mas eu preferia o anúncio do: "Com clarim toca a lavar".

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  3. Era presença obrigatória lá em casa há muitos, muitos anos

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  4. Acho a foto muito gira!
    Tenho em casa e usei muito para o banho dos cães pois a determinada altura já muito incomodada com o preço excessivo do shampoo alguém me disse que o sabão azul fazia "maravilhas" :))) e foi o que passei a usar com muito sucesso.
    xx

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