segunda-feira, 22 de agosto de 2016

Taxis? Bye, bye!

Nunca experimentei a Uber. Apesar de várias pessoas amigas me terem afiançado que o serviço  é excelente, mais cómodo e mais barato do que o táxi, sempre tive em consideração, na hora de recorrer aos serviços de taxi, que os taxistas  têm despesas que os motoristas da Uber não têm, como é o caso do alvará. 
Apesar de reconhecer o tratamento quase primitivo de muitos taxistas e o incómodo que representa ter de ouvir música em altos berros, ou comentários trogloditas, durante o percurso, desde que a luta com a Uber começou, admiti que o governo tinha uma tarefa difícil para resolver, se quisesse ser justo. Estive do lado dos taxistas, por considerar que estavam a ser vítimas de concorrência desleal.
O governo conseguiu resolver o problema de forma equilibrada que, admito, não terá agradado inteiramente aos taxistas, nem à Uber. É normal nestas situações.
Menos consensual é que o desagrado dos taxistas tenha tido como consequência uma série de ameaças, veiculadas para a comunicação social, através de Florêncio de Almeida, dirigente da Antral.
Ao insinuar que os taxistas irão fazer justiça pelas próprias mãos,  podendo mesmo recorrer à violência  para resolver o problema, Florêncio Almeida não dá apenas um tiro no pé, debilitando ainda mais a  imagem dos taxistas junto da opinião pública. Afasta centenas de utilizadores dos serviços de taxis

Pessoalmente, não tenciono voltar a utilizar um táxi, enquanto a ANTRAL não retirar as ameaças e pedir desculpa aos utentes pelo seu comportamento.

6 comentários:

  1. Deixei, quase em definitivo, de usar o táxi. E o sempre que possível surge porque em certas zonas a UBER ainda não circula.
    Problemas de classe, alvarás e outras despesas que uns têm e outros nem por isso, são coisas que não me afectam nem interessam enquanto passageiro que quer sossego, bom serviço, limpeza e educação. Disso que se preocupem os próprios, direvtamente ou através dos 'defensores' da classe.
    Florêncio Almeida? A polémica tem marcado a sua vida de presidente da Antral. Quando chegou ao cargo tinha um táxi, hoje tem 18, além de ligações a 14 empresas do sector. Construiu o seu império ultrapassando conflitos de interesses e contornando todas as denúncias de ilegalidades. Tem, por exemplo, táxis da província a fazerem concorrência desleal aos da capital. Sem rodeios, assume não viver com a moral: "Vivo com dinheiro para me governar".
    Será este um homem a merecer consideração? Não, de todo.

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    1. Desconhecia essa faceta do bicho, António. Sendo assim, compete aos taxistas que nao se revêem nas posições dele, fazer-lhe frente. Alias, nas reportagens televisivas, percebe-se bem que tipo de taxistas estão ao lado dele.

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  2. Não confundir o presidente da Antral, com taxistas que lutam para conseguir sobreviver. Há muita gente com bastante formação académica e com educação a conduzir táxis para ganhar algum e a concorrência é muita. Os donos dos táxis é que ficam com quase tudo.
    Há problemas mundiais e nacionais que só se resolvem pela luta e por defendermos o que é nosso. Hoje fartei-me de andar e apanhar calor para comprar laranjas algarvias (não dispenso laranjas durante todo o ano), porque não quis comprar no pingo azedo, que só vende produtos estrageiros para ter mais margem. neste caso sul-africanas, onde exploram mão-de-obra escrava. Noutro lugar também não quis as espanholas, porque eles fartam-se de gozar connosco. Finalmente encontrei os citrinos do Algarve, comercializados pela "uniprofrutal" duma zona com "indicação geográfica protegida". O tempo em que equilibrávamos a "Balança de Pagamentos" com as remessas dos escravos e ignorantes emigrantes de outros tempos já acabou. Se não forem os esclarecidos a fazer por isso nunca mais teremos salvação. O comércio justo e biológico também é uma treta. Basta dizer que o que é nacional é bom, apesar do muito pouco que já temos.

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    1. Como acontece em todas as profissões, ha gente boa e outra que nao presta nem se sabe comportar e deixa a classe mal vista. Compete aos taxistas que nao se revêem nas posições de Florencio, lutar para correr com ele e recuperar alguma dignidade.

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  3. Uber que, aqui em Macau, estará de partida.
    O lóbi mafioso dos táxis conseguiu correr com eles.
    FDP!!!!

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  4. Pessoalmente não tenho razão de queixa dos taxistas. Será devido ao facto de recorrer a taxis de uma cooperativa que opera aqui em Almada? Bem servido, nas raras ocasiões em que tenho recorrido a tal serviço, irei continuar a recorrer ao taxi. Até porque, cumpre dizê-lo, ainda não sei como funciona a UBER.

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