segunda-feira, 1 de agosto de 2016

People are strange



Eventualmente influenciado por esta crónica sobre o fim do mundo, hoje dei por mim a pensar nisto:
As pessoas incensam as tecnologias e as facilidades criadas pelo mundo digital. Muitas já só lêem jornais on line e ebooks, tendo eliminado totalmente a leitura em papel. Há cada vez mais livros e autores e a publicação de livros por via electrónica está cada vez mais acessível.
No entanto, paradoxo curioso, no momento em que pensa publicar um livro, toda a gente quer a edição em papel. Porque será?
Não me vou pronunciar, mas tenho um palpite. Este tema que escolhi para iniciar a semana de posts com música, vai agradar a muita gente.

20 comentários:

  1. Nada sei de ebooks, porque me é indispensável o cheiro do papel, o toque da capa, poder dobrar as folhas, poder escrever com lápis nas margens. Mas sei que "as pessoas são estranhas quando estão sozinhas" (desculpa a tradução apressada...)
    Muito me agradou este post, a sua música e a ideia de posts com música!
    Boa semana

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  2. Eu prefiro o papel!
    No entanto, uma vez que a maior parte do tempo que tenho disponível para ler é nos transportes, por vezes é incómodo e leio bastantes livros digitais por causa disso. Nada substitui um livro impresso, mas andar com um tijolo atrás é chato...

    :)

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  3. O cheiro do papel é importantíssimo para quem gosta de ler.

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    1. Tiraste-me as palavras dos dedos e copiaste o meu pensamento, ó Observador! :)

      Carlos, esta será mais uma rubrica que não deixarei de acompanhar! Gosto de posts com música!!

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  4. I love this song!!! Love it!
    Cheirar o papel, folhear o livro... tudo muito “sentimental”... mas perante as outras opções deixou de ser prático em determinadas situações. Audiobooks – práticos para quando se conduz, se está a cozinhar, ou para quem anda de transportes públicos. Ebooks ou eaudiobooks – quando se viaja temos acesso a vários livros no tablet sem ocuparem mais espaço.

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  5. Posts com música em Agosto está muito bem. Julgo eu. Obrigada.
    Pode que o meu palpite não tenha nada a ver, mas as pessoas que escrevem e querem publicar gostam de ter uma prova física; de poder dizer, escrevi este livro e apontar-lhe a lombada; mudá-lo de lugar, escrever-lhe nas margens. Coisas assim de vaidadezinhas habituadas ao antigamente. E tão muito humanas.

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  6. Quem tem amor à leitura e aos livros não pode gostar de ebooks, ou audiobooks, só se for para a dona de casa ouvir notícias cor-de-rosa ou a receita, enquanto descasca as batatas. Eu antes de começar a ler um livro, toco-o, dou-lhe voltas, cheiro-o, analiso a capa e a contra-capa, vejo a quem está dedicado, leio o prefácio e o posfácio. quando leio tomo notas à margem, sublinho (uma das coisas que eu adorava eram as notas de rodapé que os grandes tradutores faziam, daqueles que já não se encontram hoje), Volto a reler certas partes para me integrar de todos os pormenores, se entretanto ouve alguma interrupção. Por isso há muitos livros que eu nunca emprestaria e, regra geral, não gosto de os emprestar. Uma vez, um muito especial emprestei-o a uma amiga, a capa que forrava a capa dura veio toda rasgada e colada com adesivo medicinal de tecido amarelo. Outro, apenas com uma edição em Portugal, quis que uma amiga lesse e desse a sua opinião, porque foi muito importante para mim. Respondeu-me: Como o marido publicou muitos livros ela também quis publicar. e pensava eu que ela era uma mente aberta, apesar dos seu handicaps. Além de tudo isto ler livros através dum ecran só serva para estragar ainda mais a vista. Muitos já estão surdos com as músicas que têm ouvido aos berros, outros mudos porque já não falam com ninguém (às vezes até leio em voz alta), outros ficarão ceguinhos. E, assim ficaremos uma cambada de incapazes, substituídos por robôs porque as pessoas não sabem distinguir o principal do acessório. Quem pensa que o livro é um tijolo devia levar com ele na cabeça. É a lei do menor esforço e assim não vamos a lado nenhum.

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    1. Cara Atena,

      Se tiver uma discopatia degenerativa na cervical (como eu) e andar com o "Nomada" da Stephanie Meyers numa sacola para a frente e para trás (como eu) talvez ganhe a noção de que o peso de um livro de 800 páginas (e mesmo livros mais pequenos) é algo de brutal e que tem duas hipóteses...
      ...lê digital...
      ...ou apenas em casa, onde não há tempo para tudo, por mais que se quisesse tê-lo!
      Amo livros, tenho as prateleiras de casa cheias deles, alguns escritos por mim e nada os substitui...
      ...mas há alturas em que temos de ser práticos!
      O livro vale pelo conteúdo, mais que pela forma! Podem fazer o livro mais bonito do mundo, mas se o que está lá dentro não valer a pena, o livro não presta, apesar do esforço para o embelezar!
      Portanto, antes de condenar quem se refere ao livro como um tijolo, como eu fiz, pense um bocadinho que há pessoas que tem de o considerar assim, não porque queiram, mas porque não têm outra hipótese (como é o meu caso)

      :)

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    2. Atena, habitualmente, não comento sobre os comentários dos outros leitores, mas neste caso quero fazê-lo. Esta afirmação é um pouco descabida: “Quem tem amor à leitura e aos livros não pode gostar de ebooks, ou audiobooks”.
      Pelo contrário, quem gosta imenso de ler tem estas alternativas. Por ter acesso a estas “novas” tecnologias, é que eu leio mais ainda. Uma média de 60 -70 livros por ano (sei porque anoto todos os livros que leio) e trabalho a tempo inteiro fora de casa. Garanto-lhe que não tenho acesso apenas a livros cor de rosa. E sim, já aconteceu estar a descascar batatas e a ouvir – em audiobook – livros interessantíssimos! Aliás, todos os livros que leio são interessantes ou não perderia tempo com eles! : ))

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    3. Senhor Gil eu não tenho discopatias mas tenho hérnias discais cervicais com compressão da medula, que já me obrigaram a estar imobilizada. Até agora ainda sobrevivi sem operação embora a quisessem fazer. Talvez isso me permita ainda pensar que quando vou sair, posso levar "os sonhos de Einstein" por exemplo, para isso é que foram criados os livros de bolso, não sei se se lembra. As pessoas que gostam de mostrar que lêem é que andam com calhamaços, debaixo do braço, como aconteceu, aqui há anos, em que todas as tias, nas férias de Agosto, na praia da Altura e afins, quiseram mostrar que andavam a ler "O Equador" do MST e os pobres dos livros lá ficaram todos cheios de bronzeador. Não sei se se bronzearam. Eu nunca estou a ler um livro só de cada vez. Tenho tamanhos de livros para todas as ocasiões, mas lhe garanto que a minha mala (que também se transforma em mochila) pesa sempre uma tonelada porque tudo o que eu posso precisar me acompanha. eu quando respondi não sei quem foi que disse determinada coisa (não ligo aos nomes, fico só com a ideia), talvez "Os miseráveis" pesem mais do que um tijolo. mas que fala assim não sabe o prazer que é ter um livro nas mãos.Já agora conto-lhe um episódio: Qundo li "O fado Alexandrino", todo ele se desfez em fascículos (o defeito não foi meu porque passou-se o mesmo com uma minha colega, em que ela lia um e depois passava ao marido), que foi dos livros que mais gostei do ALA; depois disso mandei-o encadernar em carneira vermelha e com lombada a ouro. Veja só o que é gostar de livros e do seu conteúdo. Não se trata de ser prática. Eu é que sou cuidadosa e tenho cuidado com os meus olhos, apesar de ter a luminosidade ao mínimo possível, não sou capaz de ler um livro através dum écran.Até lhe poderia falar das posições de leitura, mas são histórias ainda mais compridas.
      Também não vou ler o que escrevi para não perder tempo e vista, perdõe-me os erros e as ofensas que não foram dirigidas a ninguém em especial. Apenas digo o que penso seja onde for. Se não me deixarem vou-me embora porque também não faço falta.

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    4. Em primeiro lugar, o Senhor está no céu, ou não, dependendo das crenças religiosas de cada um!
      E não precisa de pedir perdão, pelo menos a mim, particularmente!
      Apenas lhe quis dar um outro ponto de vista, porque nem tudo é linear...

      :)

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    5. Catarina, parte da resposta que dei ao senhor Gil, também serve para si. Eu sou arcaica e não vivo num país desenvolvido, embora o conheça um pouco (não consegui ir a Vancouver). Quando respondi também não sabia que era a dona de casa desesperada. Mas fez-me lembrar uma amiga minha que queria aprender inglês e um dia chego lá a casa andava ela a aspirar e as ouvir as cassetes do curso. Muito interessante. Há realmente várias maneiras de ocupar o tempo, mas misturar "O Leopardo" com os tachos, só se forem os de agora. Como já disse, aqui, há dias, que eu até nem vejo televisão para não me irritar e também tenho um problema auditivo que me impede a boa percepção. Não tem nada a ver com a idade. Mas eu só falo do que sei. não leve a mal porque as pesoas não se medem só pelos livros que lêem. E há os que têm bons transportes e têm hipóteses de ler, o que não acontece aqui.
      Aí está uma coisa que eu não me dou ao trabalho anotar os livros que leio. Já não sei quantos li e de várias bibliotecas. Comecei pela itenerante da Gulbenkian, que fez agora sessenta anos. naquela altura nem dava para comprar livros. Até os de estudo, nem haviam. tinhamos as sebentas para anotar tudo à pressa e depois passar a limpo. Agora por causa desta conversa imagine a Kelly McGillis no filme "A Casa Suspeita", onde a sua vida era ler livros a velhotas ricas, onde é que ela apontaria tantos livros. Se não viu vale a pena ver este grande filme do peter Yates. E também lhe dou uma novidade: tenho agenda mas até hoje nunca usei para anotar nada. Só depois do acontecimento, a não ser para números de telefones ou moradas. Alguma coisa urgente que não posso perder escrevo na mão. No entanto, sou capaz de ter uma ideia ou uma recordação e escrevê-la para não a perder. Fique bem e não leve a mal. cada um é livre de ler o que quer, por enquanto e por estas bandas.

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    6. Claro que não levei a mal, Atena/Anfitrite! E respondo agora porque foi neste momento que tive conhecimento que Atena e Anfitrite são, afinal, a mesma pessoa! : )

      Apenas achei aquela frase totalmente desatualizada. Pelo que me dizem, o acesso a áudio-livros através das bibliotecas é limitado, se é que existe. Consequentemente, os utentes não adquiriram ainda esse hábito. Num futuro próximo lá chegarão.
      Se um determinado livro da biblioteca, no formato ebook ou eaudiobook, não tiver uma lista de espera, tenho-o no meu tablet em segundos. Prático, muito prático!!

      Tocar nos livros (e leio-os tb em papel), dar-lhe voltas, cheirá-los, analisar a capa e contra-capa com alguma minuciosidade levaria algum tempo, tempo precioso que prefiro utilizar para a própria leitura, embora concorde que se deva apreciar a capa e contra-capa e reconhecer ou não a criatividade das mesmas.

      É evidente que, ao contrário dos livros em papel que podem ser emprestados, vendidos como usados, ou dados como presentes, estes livros do ciberespaço não são visíveis aos olhos, não podem ser embrulhados em papel de presente, não podem ser colocados em prateleiras ou encaixotados.

      Eles são invisíveis, estão escondidos em “gadgets” eletrónicos... por isso, é difícil compartilhar, emprestar, doar ...

      Um pequeno contratempo, a meu ver... : )))

      Boa noite.

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  7. Jim Morrison sings "people are strange". I love strange people and this song, too.

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  8. Esqueci-me de avisar: Hoje instalei o W10 e mudei outra vez de identidade, mas sou a mesma Atena ou Anfitrite, o que mostra o meu gosto pela Grécia antiga.

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  9. Sim, ainda vou fazer um livro de receitas, recheado de fotos que remetem ao aconchego do lar.E com papel acho que fica mais verossímel!

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  10. Excelência, Carlos, excelência.
    Que depois teve uma versão fantástica de Echo and the Bunnymen (há-de passar lá no meu canto).

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    1. Não sei do que está a falar, mas "ecce homo" também é um livro pequeno que se leva para qualquer lado. Em relação ao que está no seu postal, não devia ir para lado nenhum. Devia estar numa camisa de forças e enjaulado. Quanto ao padre Anselmo Borges, apesar de ainda não ter lido o postal, digo apenas que é um homem que gosto muito de ler, que tem uma visão aberta da vida, que nem parece que passou por um seminário católico. Deviam haver muitos mais parecidos com ele.

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  11. A mim agradou-me.

    Quanto ao papel , para mim ...é insubatituivel!

    Amigo meu, bom dia.

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