segunda-feira, 29 de agosto de 2016

Empresários ou patrões?

Ha tempos comentava com um ex dirigente do IEFP, o caso de uma empresa cujo proprietário tinha apenas a quarta classe e tinha cerca de uma dezena de engenheiros a trabalhar consigo. Os engenheiros lamentavam-se porque pretendiam modernizar a empresa mas, constantemente, obtinham do patrão a mesma resposta:"trabalho assim ha 50anos, nao vou agora mudar so porque uns miúdos com o curso de engenharia dizem que e melhor".
Respondeu-me esse ex -dirigente o que eu  venho dizendo ha anos.:em Portugal quase nao temos empresários.So patrões.
As ultimas noticias que tem surgido na comunicação social confirmam a falta de qualidade dos nossos patrões. Além de falta de liderança, resistência a modernização e falhas graves ao nível da gestão, os nossos patrões tem a mão leve, como o demonstra o facto e nos últimos cinco anos muitos milhões vindos de Bruxelas, com o objectivo de revitalizar empresas, terem acabado com as empresas na falência e muitos trabalhadores desempregados.
Sei muito bem que nem todos são desonestos e que muito desse dinheiro nunca deveria tEr sido entregue, porque as empresas eram inviáveis, mas também conheço casos em que os dinheiros. Bruxelas foram aplicados para outros fins.
Na semana passada soube-se que alguns patrões obrigavam os estagiários a devolver a parte dos salários que deviam ser pagos pela empresa ao abrigo de um protocolo celebrado com o Estado que premeia empresas que contratem estagiários. Nao satisfeitos com isso, os referidos patrões  obrigavam os estagiários a pagar a Taxa Social Única. 
Inicialmente a comunicação social fez passar a mensagem de que o IEFP nao tinha agido, porque os estagiários nao denunciavam as situações. 
A justificação caiu por terra quando um estagiário confirmou ter apresentadoqueixano IEFP em 2013. Sem sucesso.
Eu gostava de perguntar a todos aqueles que dizem que a salvação do pais esta na iniciativa privada e no empreendedorismo, se e com estes  empresários que devemos contar para credibilizar  o Pais e dinamizar a nossa economia.
Mas gostaria de perguntar também se e com dirigentes que pactuam com esta actuação que podemos confiar na Administração Publica. 
Mota Soares e comandita do  CDS  escandalizaram-se quando o actual governo por ter despedido as chefias nomeada pelo próprio Mota Soares, que fizeram de cegos, surdos e mudos no caso das fraudes com os estágios. Devo concluir, portanto, que estavam satisfeitos com as pessoas que tinham nomeado. Mais uma razão para nao perceber como ainda existe quem afirme que com o anterior governo o pais tinha futuro. Ou melhor:até compreendo.Anda por ai muit a gente disfarçada de empresaria, mas pertence a um bando de vigaristas mafiosos que so sobrevivem a conta de dinheiros do Estado, com quem tem relações privilegiadas que lhe permite fazer vida de rico a custa da exploração dos trabalhadores e dos subsídios que vão recebendo. 

6 comentários:

  1. Carlosamigo

    O que se está a passar mostra bem a bandalheira que vigora no mundo do trabalho. Há que fazer muitíssimas coisas para ver se esta merda entra nos eixos. Não sei o quê.. Mas se continuamos assim ninguém saberá!



    Penso que já sabes a desgraça por que tenho passado neste ano bissexto de 2016. SÃO UMAS ATRÁS DAS OUTRAS! Porra! Na NOSSA TRAVESSA podes ler a maldita estória.
    Estou muito descoroçoado. Penso até pedir um empréstimo ao banco com quem trabalho para pagar as nossas viagens aos Emirados. Veremos.
    Entretanto chegaram as últimas e malfadadas notícias de lá
    Entretanto venho infelizmente, dar-te as últimas notícias do EAU

    (Agora (23:17 de 27 deste mês de Agosto chega-me a informação de que o meu irmão já está hospitalizado e já tem metástases no fígado e nos rins. Imagino-o na cama do hospital a pensar como a vida é filha da puta. Já terá dito que nunca mais nos vê, a nós e aos sobrinhos e aos sobrinhos-netos...)

    Não sei bem o que farei, mas talvez peça um empréstimo ao Banco para ir lá...

    A estória completa do que tem sido o nosso ano bissexto de 2016 está publicada na NOSSA TRAVESSA. Desculpa-me a chatice

    Abç do Leãozão

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Deixe-me meter a minha palavra. É triste não podermos estar ao pé de alguém que sofre e que amamos. Mas ir para os EAU, nesta altura do ano ,com 55 graus na rua, onde quase não se pode respirar, geralmente as pessoas só saem de noite. O Amigo Ferreira já não é criança, teve problemas na perna, embora sabendo que não é a mesma coisa, não haverá um Skype que lhe possa ajudar? Desculpe a intromissão e desejo que tudo aconteça da melhor forma possível...

      Eliminar
    2. HenriquAmigo
      Vou responder por mensagem privada. Compasses ando com problemas internauticos que mesetas a dar cabo da cabeca

      Eliminar
  2. O que nós tivemos sempre foi patrões, que só queriam ganhar a vida à custa do trabalho dos outro. Entretanto os trabalhadores passaram a empregados e agora são colaboradores, que já não têm direitos nenhuns.
    Quando fala no Mota da lambreta até fico doente porque o pai dele esteve hospedado na minha rua, na casa duma amiga minha, em Faro, com quem falei muitas vezes, quando era um reles trabalhador estudante, voluntário, (Direito era o único curso que, na altura, permitia voluntários), depois do curso tardio virou uma família de fascistas.
    Os dinheiros da UE sempre foram muito bem empregados. Lembra.se do caso do marido da Cristina Onassis e da sua grande exploração no Alentejo, o dinheiro que ele embolsou e deixou tudo na miséria? É esta gente que vem "investir" temporariamente para Portugal, participando com um pequeno empréstimo bancário, que também não pagam. Entregam os saldados, quando os há.
    Nunca a canção do Zeca Afonso se aplicou tão bem. Só que já não vêm pela calada da noite. Vêm de dia e ostentando riqueza, mas lá que sugam tudo, sugam!

    ResponderEliminar
  3. Talvez venha também a propósito dizer o que ouvi agora o Fernando Medina na rentrée do seu comentário ao referir o número - 55%. Que corresponde a três milhões de pessoas activas que não concluíram o ensino secundário. Não fazia ideia que fosse assim tão grande...

    ResponderEliminar
  4. Já José Roquette dizia o mesmo, Carlos - os verdadeiros empresários contam-se pelos dedos.
    Os outros, a grande maioria, são uns chico-espertos.
    Tive um como sócio.
    E deu m##@ da grossa!

    ResponderEliminar