segunda-feira, 22 de agosto de 2016

Em português nos entendemos?

Um jornalista da RTP, enviado ao Rio de Janeiro, conseguiu fazer uma reportagem no interior da favela "Inferninho", a escassos metros do Estádio Olímpico.
A conversa com os moradores decorria informal, mas interrogativa.
A páginas tantas João Pedro Mendonça (?) entabula conversa com um morador que responde numa linguagem arrevesada.
- Porque está a falar comigo em espanhol e não em português?- pergunta o jornalista
- Porque você está falando comigo em espanhol...

A cena nem sequer é inédita. Acontece-me frequentes vezes no Brasil, porque sempre recusei falar com o sotaque local. Se trago à colação este episódio, é apenas com o intuito de lembrar, a quem ainda não percebeu, que por mais acordos ortográficos que se façam, não será a via legislativa a alterar ou facilitar o entendimento. 
O que explica, também, a razão de poucos autores portugueses  estarem publicados no Brasil.

5 comentários:

  1. Pois... não entendem ou não querem entender!


    Amigo, desculpa a pergunta, mas estás zangado com o meu blogue ? É que ele já sente a tua falta :)

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  2. A dicção de João Pedro Mendonça também não ajuda mas sim, é caricato.

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  3. Carlinhosamigo

    Boa! Boa! Boa! Mas, as verdades doem...

    Abç do Leãozão

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  4. Chapelada!
    Para o texto e para o morador da favela que, num gesto tão simples, conseguiu dar cabo do "acordês"

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  5. Que tristeza.
    Ao invés de se respeitar a língua, mede-se pelo denominador mínimo comum...
    É uma pena que não publiquem mais autores portugueses no Brasil. O brasil precisa SOS desse contacto com a língua portuguesa "Purista", digamos assim. É que mesmo com gíria, eles falam e escrevem muito mal. O conhecimento básico de alguns, aqueles que se aprendem no início na escola, já estão todos errados. Leitura da boa iria ajudá-los.

    Isso também revela a falta de disponibilidade de alguns em fazer um esforço. E é isso que acho desolador. Para que os preguiçosos não tivessem de meter um esforço, meteram um «acordo» que não faz sentido e é um insulto à língua. E claro, como tantos disseram, isso não ajuda EM NADA.

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